28 de abril de 2014
Roupa FSC feita de madeira de eucalipto
"Unlike most cotton, which requires substantial pesticide use, tree-fiber fabrics from FSC certified forests are made from sustainable and renewable resources. TENCEL® and MONOCEL® are made of FSC certified eucalyptus and bamboo respectively. They are soft, lightweight and are optimal for jerseys, knits and woven fashion garments. "
Leia mais nesta notícia.
11 de abril de 2014
Monitorização e controlo biológico
O inicio da Primavera, é um período de grande atividade biológica, a temperatura média diária aumenta e os gorgulhos realizam as suas posturas nas denominadas ootecas (bibliotecas de ovos). O planeamento do controlo químico requer uma monitorização rigorosa da presença das ootecas e do aparecimento das larvas de Gonipterus no povoamento.
Esta avaliação, coordenada com a previsão das condições climatéricas e com a logística operacional dos aplicadores, desencadeia o inicio dos tratamentos.
Aproveitando a mesma visita acompanhámos uma das principais atividades da linha de trabalho relacionada com o controlo biológico da praga - a largada do parasitoide Anaphes inexpectatus.
As ootecas parasitadas pela pequena "vespinha" são colocadas num suporte colocado num ponto central do povoamento e são recolhidas periodicamente várias ootecas presentes nas árvores para avaliar o grau de parasitismo.
A expectativa da equipa da Altri Florestal é que estas nossas amigas "vespinhas", aproveitem o ar primaveril e partam em busca de mais ootecas para controlar as populações do gorgulho do eucalipto.
Esta avaliação, coordenada com a previsão das condições climatéricas e com a logística operacional dos aplicadores, desencadeia o inicio dos tratamentos.
Aproveitando a mesma visita acompanhámos uma das principais atividades da linha de trabalho relacionada com o controlo biológico da praga - a largada do parasitoide Anaphes inexpectatus.
![]() |
| Colocação das ootecas provenientes de laboratório |
As ootecas parasitadas pela pequena "vespinha" são colocadas num suporte colocado num ponto central do povoamento e são recolhidas periodicamente várias ootecas presentes nas árvores para avaliar o grau de parasitismo.
![]() |
| Monitorização das ootecas |
8 de abril de 2014
Seminário sobre o gorgulho do eucalipto
O gorgulho do eucalipto (Gonipterus
platensis) é um dos insetos fitófagos do eucalipto com maior importância
económica a nível mundial, pelos prejuízos intensos que tem provocado nos
vários locais onde está presente.
O ICNF,
em colaboração com a DGAV,
o INIAV, a CELPA e a Câmara Municipal de Penela,
vai realizar, no dia 22 de abril de 2014, no Auditório Municipal de
Penela, o Seminário sobre o gorgulho do eucalipto, onde será divulgado o estado
da praga em Portugal, e os meios de luta em desenvolvimento e disponíveis para o seu controlo.
A inscrição é gratuita, mas obrigatória, até
ao dia 15 de abril.
Mais informação aqui.
3 de abril de 2014
Controlo do gorgulho do eucalipto
A Altri Florestal irá promover no dia 7 de abril, pelas 10h no Auditório Municipal de Castelo de Paiva uma sessão de esclarecimento sobre meios de luta no controlo do gorgulho do eucalipto (Gonipterus platensis) onde será aborado, entre outros, o tema do controlo químico.
Este evento conta com o apoio da Associação Florestal do Vale do Sousa.
Este evento conta com o apoio da Associação Florestal do Vale do Sousa.
Todos os interessados são bem vindos!
19 de março de 2014
Dia Mundial da Protecção Civil
![]() |
| Stand da AFOCELCA |
O Dia
Mundial da Protecção Civil, é comemorado
todos os anos a 1 de Março, dia em que entrou em vigor a Constituição da Organização Internacional de
Protecção Civil – OIPC, também
conhecida pela sigla anglo-saxónica ICDO (International Civil Defence
Organisation), com sede em Genebra.
Para assinalar esta data a Câmara Municipal de S. Tirso, organizou um
conjunto de iniciativas nos dias 28 de Fevereiro a 1 de Março, envolvendo os
agentes de proteção civil e diversas entidades, como a PSP, GNR, corporações de
bombeiros, Cruz Vermelha, o Centro Hospitalar do Médio Ave, entre outras.
Estes eventos são uma ferramenta importante de sensibilização da população
para a importância da adoção de comportamentos de autoproteção, numa lógica de
promover uma cultura de segurança.
Como não poderia deixar de ser, a AFOCELCA também esteve representada neste
evento a convite do Município de Santo Tirso, o que é revelador da importância
que esta organização tem vindo a ter nos Planos Nacionais, Regionais e
Municipais de defesa da floresta contra incêndios(DFCI).
Nesta comemoração foi possível dar a conhecer o posicionamento desta força
no combate a incêndios florestais, assim como a sua missão, estratégia e
objectivos. Foi ainda possível ter a presença de uma ECT (Equipa de
Combate Terrestre) em representação da estrutura operacional, demonstrando
assim parte do equipamento que dispomos e com o qual participamos, com as
restantes forças, nos diversos Teatros de Operações.
Neste contexto
parece-me ser importante dar também neste espaço um contributo para o maior
conhecimento da missão desta força, assim sendo:
A AFOCELCA é um agrupamento
complementar de empresas do grupo ALTRI e grupo Portucel Soporcel, que com uma
estrutura profissional tem por missão apoiar o combate a incêndios florestais
nas propriedades das empresas agrupadas, em estreita coordenação e colaboração
com a Autoridade Nacional de Proteção Civil.
28 de fevereiro de 2014
Envolvimento de partes interessadas - um caso prático
Ninho de águia-calçada com duas crias, no eucaliptal da Altri Florestal (2013)
Envolvimento de Partes Interessadas. Está na moda, sem dúvida. Conforme a versão inglesa da Wikipedia, trata-se de: "Stakeholder engagement is the process by which an organisation involves people who may be affected by the decisions it makes or can influence the implementation of its decisions. (...) Companies engage their stakeholders in dialogue to find out what social and environmental issues matter most to them about their performance in order to improve decision-making and accountability."
A floresta é um espaço natural complexo e multifacetado, em que o nosso conhecimento é sempre limitado. Por esse motivo, temos vindo a colaborar com várias especialistas em diversas áreas de conhecimento, por iniciativa e necessidade nossa.
Ao mesmo tempo, acontece que somos contactados por pessoas que visitam as nossas áreas florestais, e que nos colocam as mais diversas questões, frequentemente motivados por preocupações reais, que procuramos atender e incorporar na nossa gestão.
Muitas vezes, estas pessoas têm conhecimento de valores e ativos naturais desconhecidos por nós e o nosso envolvimento com essas pessoas acaba por trazer benefícios para a gestão florestal, incorporando parte desse conhecimento.
Um bom exemplo é o nosso envolvimento com observadores de aves, que nos informam sobre áreas de reprodução, nomeadamente de rapinas florestais, espécies bastante sensíveis a perturbação do processo de nidificação por operações florestais.
Na semana passada, voltamos a visitar um povoamento de eucaliptos em Constância com Nuno Mota, um observador de aves que se especializou na localização e proteção de ninhos de rapinas florestais na região de Médio Tejo e com o qual a Altri Florestal tem mantido uma colaboração regular já há algum tempo. O povoamento está no plano de cortes deste ano, e era sabido que no seu interior há várias espécies de rapinas a nidificar: açor, águia-calçada, gavião e água de asa redonda.
Na visita foi avaliada a ocupação dos locais de nidificação conhecidos no povoamento, e esse resultado foi posteriormente incorporado no planeamento do corte. Desta forma é possível evitar perturbação dos processos de nidificação destas aves, tão emblemáticas dos nossos eucaliptais.
É através deste envolvimento que a Altri Florestal consegue melhorar a sua gestão florestal, conciliando os objetivos de produção de madeira com a salvaguarda dos valores naturais presentes nos nossos eucaliptais.
Etiquetas:
Avifauna,
Envolvimento,
impacte ambiental,
Operações florestais
20 de fevereiro de 2014
Fertilização do eucalipto
Que adubos utilizar, quanto, quando, de que modo aplicar e
se vale a pena fertilizar as plantações
de eucalipto, são as questões mais frequentes da grande maioria dos produtores
florestais.
Não existem dúvidas sobre a importância de uma boa fertilização para o sucesso das plantações e para a garantia da produção lenhosa e rentabilidade do investimento. As respostas às questões referidas, dependem do caso concreto, do potencial do material genético, das condições de solo e clima, da disponibilidade de água no período de crescimento e da gestão da plantação, nomeadamente no que respeita ao controle de infestantes.
Uma abordagem expedita que a Altri Florestal utiliza é a que consta no folheto de Fertilização que pode descarregar neste blogue. Usamos também um modelo de apoio à fertilização, que considera o balanço de nutrientes, ou seja a diferença entre o que o povoamento necessita ao longo da sua vida, considerando a reciclagem, e a quantidade que o solo teoricamente tem capacidade para fornecer.
Não existem dúvidas sobre a importância de uma boa fertilização para o sucesso das plantações e para a garantia da produção lenhosa e rentabilidade do investimento. As respostas às questões referidas, dependem do caso concreto, do potencial do material genético, das condições de solo e clima, da disponibilidade de água no período de crescimento e da gestão da plantação, nomeadamente no que respeita ao controle de infestantes.
Uma abordagem expedita que a Altri Florestal utiliza é a que consta no folheto de Fertilização que pode descarregar neste blogue. Usamos também um modelo de apoio à fertilização, que considera o balanço de nutrientes, ou seja a diferença entre o que o povoamento necessita ao longo da sua vida, considerando a reciclagem, e a quantidade que o solo teoricamente tem capacidade para fornecer.
A tabela seguinte serve de orientação à recomendação de
fertilização para os primeiros 4-5anos anos da plantação de eucalipto, mas deve ser utilizada com a informação de análise de solos e monitorização do desenvolvimento da plantação:
Volume
(m3/ha)
|
Adubação a
repartir em várias aplicações
|
|||
N
|
P2O5
|
K2O
|
B
|
|
(kg/ha)
|
||||
120
|
60
|
60
|
50
|
2,8
|
180
|
80
|
60
|
60
|
3,5
|
240
|
100
|
75
|
75
|
4
|
Adubação de instalação (à plantação, de fundo)
1) Adubo de
libertação lenta (30g/planta) no fundo da cova e Superfosfato 18% (150 a
200g/planta) em duas covas laterais.
2) Adubo NPK
tradicional, 1:3:1 ou 1:5:1 (150 a 200g/planta), em duas covas laterais, no
momento da plantação ou uma semana após a plantação. Com esta adubação deve ser
dada atenção à distância de colocação do adubo, que deve ser enterrado e
distante cerca de 20cm da planta para que esta não sofra o risco de queima.
3)
Combinação entre (1) e (2): adubo de libertação lenta (15 g), com a colocação à plantação,
e adubo tradicional (150 g), algumas semanas depois, quando o período de plantação é muito
reduzido.
Adubação de cobertura
Efetuada
entre o 1º e 2º ano com adubo azotado, podendo também conter P2O5, K2O e B (150
a 200 kg de adubo tipo 20 unidades de N; 0 unidades de P2O5; e 0 unidades de K2O ou 20N; 10 P2O5 ,10 K2O com ou sem boro, ou
similares). A aplicação deve ser na projeção da copa e incorporado no solo, por exemplo com uma gradagem posterior à adubação.
Entre o 3º e 5º ano, em geral é feita uma adubação com adubo azotado (por exemplo N22%), 180 a 250 kg/ha, contendo 1% de boro. A aplicação deve ser a lanço e incorporado no solo. Em solos mais pobres, esta adubação deverá ser repetida ao 7º ou 8º ano.
Os adubos, em geral fornecem cálcio e enxofre, elementos também muito importantes para o bom desenvolvimento das plantas.
Adubação da talhadia
Como
o sistema radicular já instalado, a adubação é essencialmente à base de azoto,
podendo adicionar-se outros nutrientes, tais como o boro. As quantidades a
aplicar são semelhantes à 1ª rotação, sendo a 1ª adubação efetuada em geral antes da seleção de varas de modo a promover um bom
desenvolvimento das toiças.
A importância da adubação de instalação é ilustrada pelas
fotografias aqui apresentadas, tiradas em duas fases de desenvolvimento do
povoamento, localizado numa região com precipitação média de cerca de 1900mm e
com solo profundo e rico em matéria orgânica.
Fotografia 1 – Plantação com 3 meses de idade. A linha do meio não foi
adubada
|
Fotografia 2 - As mesmas linhas de plantação da Fotografia 1, ao 3º
ano
|
Após 3 anos de idade, as
plantas não recuperaram da falta de adubação tendo ficado
dominadas, com sinais evidentes de deficiência de nutrientes e da competição
exercida pelas plantas adubadas.
Assim, podemos concluir, que mesmo em solos ricos em matéria
orgânica, a adubação de fundo, à plantação, é essencial para o desenvolvimento
homogéneo e equilibrado das plantações de eucalipto, não só por impulsionar o
crescimento inicial das raízes, fundamental para a colonização do solo e assim aproveitar melhor os recursos de água e nutrientes, como também
contribui para o desenvolvimento de folhas que captam a fonte de energia para
produção. Uma boa adubação tem ainda o efeito de aumentar a sobrevivência das jovens
plantas, contribuindo para a homogeneidade do povoamento e domínio das
infestantes.
De facto, um outro fator muito importante a considerar, é o controlo das ervas daninhas durante pelo menos o primeiro ano de vida do povoamento.
A fertilização com os nutrientes
adequados tem também efeito benéfico contra pragas, doenças e stresse abiótico,
como secura e frio.
14 de fevereiro de 2014
Prova de amor
![]() |
![]() |
| Imagem retirada daqui |
13 de fevereiro de 2014
O problema das infestantes em plantações de eucalipto
![]() |
| Plantação com 3 meses, dominada por infestantes |
Colocamos à
disposição um conjunto de informações que justificam o nosso pedido de autorização,
bem como, o detalhe sobre o produto fitofarmacêutico(rótulo e ficha de segurança).
Os comentários/sugestões a este pedido deverão ser remetidos para a Altri Florestal (altriflorestal@altri.pt) durante os próximos 45 dias.
12 de fevereiro de 2014
Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas disponibilizou em formato digital o Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal no seu portal. Excelente iniciativa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)














