28 de janeiro de 2014

Projetos de (re) arborização

1º pedido de autorização- projeto aprovado!

Depois de um período de adaptação ao novo processo, que envolveu visitas de campo, reuniões e diversos contactos com colegas do ICNF e de outras empresas, foi com muita satisfação que recebemos hoje a aprovação do primeiro projeto submetido ao ICNF, segundo o novo enquadramento legislativo. Queremos deixar aqui o nosso testemunho e agradecer a disponibilidade dos colegas do ICNF para o esclarecimento de dúvidas e apoio no preenchimento dos formulários. 

Do ponto de vista do investidor e técnico responsável, elegemos os seguintes aspetos positivos do novo processo de submissão de projetos:
  •  Construção do projeto segundo um modelo pré-definido, permite objetivar as ações e seguir os requisitos legais a obedecer.
  • A informatização e a apresentação on-line do projeto e respetivas peças gráficas, permitem a entrega a qualquer hora e dia, poupando tempo aos interessados. Ao mesmo tempo, esta possibilidade não impede o contacto com os técnicos responsáveis do ICNF e o esclarecimento de dúvidas.
  • A plataforma on-line permite fazer o seguimento e informa sobre o número do processo.

Este novo processo de submissão de projetos, tem ainda o aspeto positivo de permitir o tratamento atempado da informação pela entidade responsável (ICNF), que a disponibiliza em forma de indicadores que informam sobre a cultura, dimensão e regiões de possíveis investimentos em plantações florestais.
O primeiro relatório está disponível no sitio do ICNF:  http://www.icnf.pt/portal/florestas/arboriz/princip-indic
e uma sintese dos resultados foi publicada no jornal Público do dia 25 de Janeiro " Os primeiros meses da nova lei".

O contributo da Altri Florestal para os indicadores dos projetos submetidos ao ICNF, entre 17 de Outubro e 31 de Dezembro, em termos de número de pedidos de autorização representou cerca de 8% mas no que respeita a área de ações de (re) arborização, representou cerca de 25%.  




21 de janeiro de 2014

Silvicultura do eucalipto - preparação de terreno e plantação

Reflorestação de Mestrinha - Figueiró-dos-Vinhos

São nos dirigidas com frequência perguntas práticas sobre a silvicultura do eucalipto e as melhores práticas nas diferentes operações florestais, como por exemplo nos comentários a este post.

É com muito gosto e com o sentido de contribuir para uma boa gestão florestal também fora das nossas áreas que respondemos a estes pedidos.

Desta forma, segue aqui uma descrição sucinta da nossa visão sobre uma boa preparação de terreno e plantação, operação fundamental para ter sucesso na produção pretendida. Esta informação está também disponível em formato PDF, na área das Publicações Altri Florestal, no lado direito do nosso blogue.


Planeamento da florestação
Antes de iniciar uma florestação, informe-se sobre os aspetos legais a cumprir. Fale com a sua associação de produtores florestais ou entre em contacto com a Altri Florestal para apoio neste aspeto.

Elabore um projeto de florestação que define claramente como os diferentes trabalhos devem ser executados, quais as áreas a trabalhar e que medidas de segurança e ambientais devem ser cumpridas.

Explique exaustivamente os trabalhos aos operadores das máquinas antes do seu início, quais os cuidados de segurança e ambientais a ter e acompanhe o decorrer dos trabalhos o melhor possível. Exija o cumprimento das obrigações sociais e laborais do empreiteiro que irá trabalhar para si.

Como dono da obra, é responsável sobre ela e será chamado a responder perante eventuais incumprimentos legais, sociais e ambientais!


Preparação do terreno
A preparação do terreno visa criar condições para um desenvolvimento favorável do sistema radicular das plantas.

Evite sempre a mobilização do solo “à cava”, que, além de muito onerosa, resulta na inversão dos horizontes do solo e no enterramento de matéria orgânica a profundidade.

As operações de preparação do terreno não devem ser feitas quando o solo tem uma humidade excessiva, para evitar a compactação ou erosão do solo.

As toiças devem ser destroçadas, recorrendo a alfaias do tipo “Enxó”. Para melhorar a qualidade do solo, os fragmentos das toiças, a vegetação rasteira existente e os resíduos vegetais deverão ser incorporados, utilizando-se para este efeito grades de disco.

Depois da gradagem, o terreno deve ser ripado em curva de nível, em declives superiores a 5%. A ripagem deverá mobilizar o solo a uma profundidade recomendada de 70 cm, com 1 a 3 dentes, conforme o grau de compactação do solo.

 

Construção de socalcos

Em encostas com declives superiores a 25%, recomenda-se a construção de socalcos.
 
Os socalcos devem ser construídos para garantir a mecanização total da exploração, necessitando para isso de uma largura de pelo menos 3,5 metros bem como a ligação entre eles, uma inclinação lateral para o interior de cerca de 2% e longitudinal de cerca de 2%.
 
Escolha da planta
Antes de comprar as plantas, informe-se bem sobre o tipo de plantas disponível nos viveiros florestais. Deverá escolher a planta conforme as características do solo e os fatores limitantes que se verifiquem no local, por exemplo pragas e doenças, ocorrência de geadas ou secura estival severa.
 
Plantação
Assegura o bom estado vegetativo das plantas antes de as plantar: o sucesso da sua plantação depende delas! Após a sua receção e até ao momento da sua utilização as plantas devem ser objeto dos seguintes cuidados:
· Protegidas de geadas e outras intempéries.
· Serem regadas sempre que necessário.
· Serem eliminadas aquelas que entretanto sofreram danos irrecuperáveis.
A plantação deve ser realizada quando o solo estiver com teores de humidade adequados.
A plantação deve ser realizada nos sulcos abertos pelo ripper, que são as zonas mais descompactadas e melhor arejadas.
As plantas devem ser colocadas no terreno, na vertical, evitando danificar as raízes. O torrão deve ficar coberto de terra, devendo o solo envolvente ser levemente compactado para evitar a formação de bolsas de ar.
 
Adubação
A adubação no momento da plantação é fundamental para um bom arranque delas.
Escolhe um adubo adequado, podendo optar por 30 g de adubo de libertação lenta ou 200 g de um adubo trenário de composição adequada (por exemplo NPK 8:24:8), ou uma combinação dos dois adubos
O adubo deverá ser enterrado, evitando um contato direto entre o adubo e as raízes da planta.
 
Tratamentos culturais iniciais
Uma das principais causas de insucesso de plantações é a competição pela vegetação espontânea.
Por isso recomenda-se a realização dos tratamentos culturais como sachas, amontoas e controlo da vegetação através de gradagens superficiais ou controlo químico.
Caso se verifique uma mortalidade inicial superior a 10%, deve ser proceder à retancha da área de plantação, nunca deixando passar mais de 6 meses entre a plantação e a retancha.
 
Cuidados ambientais
Os motoristas e operadores devem garantir que as máquinas e os equipamentos se encontram em boas condições de operação e que não existem fugas de derivados de petróleo.
As linhas de água com água corrente devem ser atravessadas em locais de solo firme ou quando existam estruturas para o efeito.
Nas áreas de proteção deve ser evitada a circulação de máquinas e equipamentos.
Caso se de presença de sobreiros e azinheiras, deve ser respeitada a zona de proteção às árvores destas espécies protegidas.
 
Florestações — conclusões 
  • Cumpre a legislação em vigor
  • Planeie a florestação com cuidado
  • Elabore um projeto detalhado
  • Escolhe o tipo de planta mais adequado
  • Acompanhe a realização da obra sempre que possível
  • Prepare o terreno tecnicamente correto e ambientalmente responsável
  • Adube as plantas à plantação
  • Controle a vegetação herbácea
  • Zele pelo cumprimento das boas práticas de segurança e ambiente

10 de janeiro de 2014

Água

O som é indescritível, a sua presença domina a paisagem.


Os nossos olhos concentram-se numa queda de água ou num pequeno charco temporário onde as pequenas rãs verdes saltam perante a nossa curiosidade.

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Visitámos duas propriedades nas bacias do rio Vouga e Dão, onde a precipitação das últimas semanas mostra-se no caudal generoso das ribeiras e regatos.
Esta monitorização tem como um dos principais objetivos avaliar a oportunidade de consolidar as áreas de proteção das linhas de água, permitindo alargar a estrutura de corredores ecológicos presentes na propriedade.
Também permite verificar a eficiência das estruturas de drenagem (travessões, aquedutos) presentes nos caminhos florestais e se existe alguma necessidade de correção.       

24 de dezembro de 2013

A Floresta a rock n' rollar... Feliz Natal

The Trees by Rush


 
There is unrest in the forest,
There is trouble with the trees,
For the maples want more sunlight
And the oaks ignore their pleas.

The trouble with the maples,
(And they're quite convinced they're right)
They say the oaks are just too lofty
And they grab up all the light.
But the oaks can't help their feelings
If they like the way they're made.
And they wonder why the maples
Can't be happy in their shade.

There is trouble in the forest,
And the creatures all have fled,
As the maples scream "Oppression!"
And the oaks just shake their heads

So the maples formed a union
And demanded equal rights.
"The oaks are just too greedy;
We will make them give us light."
Now there's no more oak oppression,
For they passed a noble law,
And the trees are all kept equal
By hatchet, axe, and saw.

22 de dezembro de 2013

Something for hope

Regeneração natural de carvalho-alvarinho e sobreiro - Tondela
Something for hope
 
At the present rate it must come to pass
And that right soon, that the meadowsweet
And steeple bush, not good to eat,
Will have crowded out the edible grass.
 
Then all there is to do is wait
For maple, birch, and spruce to push
Through meadowsweet and steeple bush
And crowd them out at a similar rate.
 
No plow among these rocks would pay.
So busy yourself with other things
While the trees put on their wooden rings
And with long-sleeved branches hold their sway.
 
Then cut down the trees when lumber grown,
And there’s your pristine earth all freed
From lovely blooming but wasteful weed
And ready again for the grass to own.
 
A cycle we’ll say of a hundred years.
Thus foresight does it and laissez-faire,
A virtue in which we all may share
Unless a government interferes.
 
Patience and looking away ahead,
And leaving some things to take their course.
Hope may not nourish a cow or horse,
But spes alit agricolam ‘tis said.
 
ROBERT FROST (1874-1963)

11 de dezembro de 2013

Árvores de Natal

Estas são as nossas!

Plantação Campo Frio - 4,5 anos de idade

12 de novembro de 2013

Solo bom solo mau - Notas do Campo II

anterior pastagem do lado esquerdo, anterior eucaliptal ao lado direito
Num reflorestação recente em Benavente, reparámos num fenómeno interessante. A reflorestação incidiu sobre uma área onde existia um eucaliptal muito antigo, provavelmente plantado nos anos 70 e já com vários cortes realizados. No entanto, para além deste eucaliptal antigo, o projeto de reflorestação também incluiu uma pequena parcela de pastagem, já abandonada há algum tempo.

Depois da preparação de terreno, plantação e fertilização, igual em toda a área, observou-se um desenvolvimento das plantas muito diferente nas duas parcelas: enquanto na área anteriormente ocupada pelo eucaliptal as plantas se desenvolveram com normalidade, na anterior pastagem o desenvolvimento foi muito inferior, como se pode ver nas fotografias.

zona de pastegem à frente, área do antigo eucaliptal no fundo
É sabido que o sistema radicular de eucaliptos tem uma dinámica muito elevada, em que as raizes finas e muito finas crescem e morrem de forma contínua. O solo beneficia deste processo, uma vez que estas raizes finas mortas aumentam o teor de máteria orgânica e dão estrutura ao solo. Também a deposição de folhas e ramos no solo, ao longo de várias décadas, terá dado um contributo à qualidade do solo atravês da sua decomposição e mineralização. A pastagem agora arborizada não só não beneficiou destes processos, como terá sofrido um enpobrecimento do solo devido à constante exportação de matéria orgânica e nutrientes.

A comparação das duas parcelas nos leva a concluir que o eucaliptal anterior, após décadas de cultura, deixou um solo bastante melhor que a cultura arvense de pastagem.

8 de novembro de 2013

Parabéns Terraprima

É com enorme satisfação que recebemos a notícia de que o projeto Pastagens Semeadas Biodiversas, do qual a Altri Florestal participa com uma pequena pastagem, venceu o prémio europeu da Comissão Europeia - "The World You Like Challenge".

Pastagem biodiversa da Altri Florestal em Vendas Novas
Os nossos parabéns para a equipa da Terraprima que, com inovação e perseverança, alcançou este importante contributo nacional para a perceção dos europeus de que os valores de biodiversidade podem e devem caminhar lado a lado com a produção agrícola e florestal.


  

30 de outubro de 2013

Gestão do fogo e do território


Lá estaremos nós (para vizualizar melhor, clique no cartaz).

Para mais informações, veja aqui.

22 de outubro de 2013

Alhos com bugalhos

Reflorestação de eucalipto no Ribatejo: habitat preferencial de chasco-ruivo
O número de estudos científicos Ibéricos sobre a ecologia de plantações de eucalipto é notoriamente baixo. A razão desta escassez parece ser mais sentimental que científico: não são muitos os biólogos que escolham um habitat considerado pobre em biodiversidade como objeto de estudo. Não há mal nisso, mas impede um apuramento mais objetivo e isento dessa biodiversidade.

No entanto, de vez em quando surgem publicações, como é o caso desta na revista de renome Forest Ecology and Management, na edição de outubro: Effectiveness of eucalypt plantations as a surrogate habitat for birds. No artigo são comparados vários habitats florestais galegos, com o objetivo de avaliar sua importância para a diversidade avifaunísticas na perspetiva de uma paisagem fragmentada, onde estes habitats se alternam.

Até aqui nada de anormal. As plantações de eucalipto têm de facto diversidades avifaunísticas relativamente baixas quando comparado com habitats naturais; já não será assim com outros habitats com plantações de espécies de produção lenhosa. Falo por experiência própria em estudos como Atlas das Aves Nidificantes, Censo das Aves Comuns e outros em que realizei trabalho de campo, opinião que qualquer observador de aves pode confirmar.

Porém, o que me surpreendeu no artigo foi a escolha dos habitats: plantações de eucalipto (três classes de idade: jovem, idade de corte e envelhecido), carvalhal adulto, pinhal adulto e matos. Se o objetivo é comparar a importância da espécie arbórea na diversidade avifaunística de habitats florestais, porquê introduzir uma variação na comparação, que é a idade, logo a estrutura dos dois habitats considerados naturais? Porquê comparar plantações de eucalipto (ecologicamente sempre jovens) como povoamentos sobremaduros de pinheiro bravo e adultos de carvalho? Porquê não comparar plantações de eucalipto com plantações de pinheiro e carvalho com a mesma estrutura e/ou desenvolvimento?

Como era de esperar, a conclusão do estudo foi que os eucaliptais estudados têm muito menos diversidade avifaunística que pinhais e carvalhais adultos. Mas então, como podemos concluir que essas diferenças são consequência da espécie e não da estrutura da vegetação? Qual seria a conclusão quando se tivesse comparado uma plantação de um eucaliptal com uma plantação de pinheiro ou mesmo um carvalhal com uma estrutura semelhante?

No meu entender, o estudo devia ter comparado habitats de espécies diferentes mas com estruturas semelhantes, uma vez que a estrutura tem uma importância primordial para a biodiversidade em geral, incluindo a diversidade avifaunística. Comparar um carvalhal adulto ou pinhal sobre-maduro (idade > 60 anos) com uma plantação de eucalipto de 10 ou 20 anos é comparar alhos com bugalhos.

No entanto, o que interessa sobretudo na ecologia das plantações de eucalipto, não é o que as plantações não têm, mas sim o que têm. Do pouco que se sabe sobre a ecologia dos eucaliptais (por ser muito mal estudada), eles constituem habitats de nidificação para várias espécies de aves classificadas como ameaçadas, como por exemplo aves de rapina como águia-real, águia de Bonelli, açor, águia-calçada, mas também as duas espécies de noitibó, chasco-ruivo, alcaravão etc.

O que interessa estudar é a importância da dinâmica dos eucaliptais, com a sua elevada frequência de cortes, oferecendo às diferentes espécies diferentes estados de desenvolvimento do habitat. Uma espécie que depende de um certo estado de desenvolvimento, encontrará sempre algures esse estado num espaço geográfico relativamente reduzido. Por exemplo, essa dinâmica cria uma elevada extensão de ecótonos, nomeadamente em áreas de minifúndio, zonas de elevada importância para muitas espécies.

O que interessa também conhecer é qual o papel das plantações de eucalipto para espécies ameaçadas:
  • chasco-ruivo (Oenanthe hispanica) nidifica regularmente em plantações recentes (até 2 anos de idade) de eucalipto (ver foto acima). Em regiões onde as reflorestações de eucalipto são abundantes, este habitat está permanentemente disponível, embora em parcelas temporalmente distribuídas. Esta dinâmica e sua importância para a espécie em causa nunca foi estudada (que eu saiba).
  • As duas espécies de noitibó (noitibó de Europa Caprimulgus europaeus e noitibó-de-nuca-vermelha Caprimulgus ruficollis), nidificam no solo em formações florestais. A sua utilização de plantações de eucalipto é conhecida, e para tal recorrem sobretudo a eucaliptais com solo nu ou vegetação esparsa, resultado dos tratamentos silvícolas de controlo de matos, evitando subbosque densos e altos.
  • Em áreas altamente humanizadas, a ave-de-rapina açor (Accipiter gentilis), espécie florestal por excelência, recorre frequentemente a eucaliptais de produção para nidificar,como já foi relatado neste e neste post). E este ano, até um casal de águia-real (Aquila chryseatus) ocupou uma plataforma colocada num eucaliptal no Parque Natural do Tejo Internacional, como se pode ler aqui.

O estudo parece querer concluir o óbvio: "The poor avifauna in eucalypt plantations suggests their limited value as a habitat for birds of either native forests or shrublands, in contrast to pine plantations, which showed their potential to favor connectivity among native forest patches.", no entanto não comparou formações comparáveis, invalidando essas mesmas conclusões. Também não foi capaz de identificar espécies ameaçadas relativamente abundantes na Galiza que utilizam eucaliptais para nidificar (açor, noitibó de Europa), negando aos eucaliptais um valor relevante em termos de avifauna.
Outra conclusão, "A more intensive management with understory removal, a common practice in plantations controlled by the forestry industry, would negatively affect bird diversity in eucalypt plantations.)" parece ignorar a especificidade ecológica de algumas espécies florestais. A manutenção de um subbosque denso e alto beneficiaria sobretudo espécies generalistas, em detrimento das espécies referidas acima.

Por vezes, não é importante o número de espécies que ocorrem num habitat, mas sim qual é a importância desse habitat para espécies ameaçadas ou relevantes em termos da biodiversidade.