| Plantação Campo Frio - 4,5 anos de idade |
11 de dezembro de 2013
Árvores de Natal
12 de novembro de 2013
Solo bom solo mau - Notas do Campo II
| anterior pastagem do lado esquerdo, anterior eucaliptal ao lado direito |
Depois da preparação de terreno, plantação e fertilização, igual em toda a área, observou-se um desenvolvimento das plantas muito diferente nas duas parcelas: enquanto na área anteriormente ocupada pelo eucaliptal as plantas se desenvolveram com normalidade, na anterior pastagem o desenvolvimento foi muito inferior, como se pode ver nas fotografias.
| zona de pastegem à frente, área do antigo eucaliptal no fundo |
A comparação das duas parcelas nos leva a concluir que o eucaliptal anterior, após décadas de cultura, deixou um solo bastante melhor que a cultura arvense de pastagem.
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8 de novembro de 2013
Parabéns Terraprima
É com enorme satisfação que recebemos a notícia de que o projeto Pastagens Semeadas Biodiversas, do qual a Altri Florestal participa com uma pequena pastagem, venceu o prémio europeu da Comissão Europeia - "The World You Like Challenge".
| Pastagem biodiversa da Altri Florestal em Vendas Novas |
Os nossos parabéns para a equipa da Terraprima que, com inovação e perseverança, alcançou este importante contributo nacional para a perceção dos europeus de que os valores de biodiversidade podem e devem caminhar lado a lado com a produção agrícola e florestal.
30 de outubro de 2013
Gestão do fogo e do território
22 de outubro de 2013
Alhos com bugalhos
| Reflorestação de eucalipto no Ribatejo: habitat preferencial de chasco-ruivo |
No entanto, de vez em quando surgem publicações, como é o caso desta na revista de renome Forest Ecology and Management, na edição de outubro: Effectiveness of eucalypt plantations as a surrogate habitat for birds. No artigo são comparados vários habitats florestais galegos, com o objetivo de avaliar sua importância para a diversidade avifaunísticas na perspetiva de uma paisagem fragmentada, onde estes habitats se alternam.
Até aqui nada de anormal. As plantações de eucalipto têm de facto diversidades avifaunísticas relativamente baixas quando comparado com habitats naturais; já não será assim com outros habitats com plantações de espécies de produção lenhosa. Falo por experiência própria em estudos como Atlas das Aves Nidificantes, Censo das Aves Comuns e outros em que realizei trabalho de campo, opinião que qualquer observador de aves pode confirmar.
Porém, o que me surpreendeu no artigo foi a escolha dos habitats: plantações de eucalipto (três classes de idade: jovem, idade de corte e envelhecido), carvalhal adulto, pinhal adulto e matos. Se o objetivo é comparar a importância da espécie arbórea na diversidade avifaunística de habitats florestais, porquê introduzir uma variação na comparação, que é a idade, logo a estrutura dos dois habitats considerados naturais? Porquê comparar plantações de eucalipto (ecologicamente sempre jovens) como povoamentos sobremaduros de pinheiro bravo e adultos de carvalho? Porquê não comparar plantações de eucalipto com plantações de pinheiro e carvalho com a mesma estrutura e/ou desenvolvimento?
Como era de esperar, a conclusão do estudo foi que os eucaliptais estudados têm muito menos diversidade avifaunística que pinhais e carvalhais adultos. Mas então, como podemos concluir que essas diferenças são consequência da espécie e não da estrutura da vegetação? Qual seria a conclusão quando se tivesse comparado uma plantação de um eucaliptal com uma plantação de pinheiro ou mesmo um carvalhal com uma estrutura semelhante?
No meu entender, o estudo devia ter comparado habitats de espécies diferentes mas com estruturas semelhantes, uma vez que a estrutura tem uma importância primordial para a biodiversidade em geral, incluindo a diversidade avifaunística. Comparar um carvalhal adulto ou pinhal sobre-maduro (idade > 60 anos) com uma plantação de eucalipto de 10 ou 20 anos é comparar alhos com bugalhos.
No entanto, o que interessa sobretudo na ecologia das plantações de eucalipto, não é o que as plantações não têm, mas sim o que têm. Do pouco que se sabe sobre a ecologia dos eucaliptais (por ser muito mal estudada), eles constituem habitats de nidificação para várias espécies de aves classificadas como ameaçadas, como por exemplo aves de rapina como águia-real, águia de Bonelli, açor, águia-calçada, mas também as duas espécies de noitibó, chasco-ruivo, alcaravão etc.
O que interessa estudar é a importância da dinâmica dos eucaliptais, com a sua elevada frequência de cortes, oferecendo às diferentes espécies diferentes estados de desenvolvimento do habitat. Uma espécie que depende de um certo estado de desenvolvimento, encontrará sempre algures esse estado num espaço geográfico relativamente reduzido. Por exemplo, essa dinâmica cria uma elevada extensão de ecótonos, nomeadamente em áreas de minifúndio, zonas de elevada importância para muitas espécies.
O que interessa também conhecer é qual o papel das plantações de eucalipto para espécies ameaçadas:
- O chasco-ruivo (Oenanthe hispanica) nidifica regularmente em plantações recentes (até 2 anos de idade) de eucalipto (ver foto acima). Em regiões onde as reflorestações de eucalipto são abundantes, este habitat está permanentemente disponível, embora em parcelas temporalmente distribuídas. Esta dinâmica e sua importância para a espécie em causa nunca foi estudada (que eu saiba).
- As duas espécies de noitibó (noitibó de Europa Caprimulgus europaeus e noitibó-de-nuca-vermelha Caprimulgus ruficollis), nidificam no solo em formações florestais. A sua utilização de plantações de eucalipto é conhecida, e para tal recorrem sobretudo a eucaliptais com solo nu ou vegetação esparsa, resultado dos tratamentos silvícolas de controlo de matos, evitando subbosque densos e altos.
- Em áreas altamente humanizadas, a ave-de-rapina açor (Accipiter gentilis), espécie florestal por excelência, recorre frequentemente a eucaliptais de produção para nidificar,como já foi relatado neste e neste post). E este ano, até um casal de águia-real (Aquila chryseatus) ocupou uma plataforma colocada num eucaliptal no Parque Natural do Tejo Internacional, como se pode ler aqui.
O estudo parece querer concluir o óbvio: "The poor avifauna in eucalypt plantations suggests their limited value as a habitat for birds of either native forests or shrublands, in contrast to pine plantations, which showed their potential to favor connectivity among native forest patches.", no entanto não comparou formações comparáveis, invalidando essas mesmas conclusões. Também não foi capaz de identificar espécies ameaçadas relativamente abundantes na Galiza que utilizam eucaliptais para nidificar (açor, noitibó de Europa), negando aos eucaliptais um valor relevante em termos de avifauna.
Outra conclusão, "A more intensive management with understory removal, a common practice in plantations controlled by the forestry industry, would negatively affect bird diversity in eucalypt plantations.)" parece ignorar a especificidade ecológica de algumas espécies florestais. A manutenção de um subbosque denso e alto beneficiaria sobretudo espécies generalistas, em detrimento das espécies referidas acima.
Por vezes, não é importante o número de espécies que ocorrem num habitat, mas sim qual é a importância desse habitat para espécies ameaçadas ou relevantes em termos da biodiversidade.
9 de outubro de 2013
Caranguejo-peludo-chinês na Ribeira da Foz
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| Caranguejo-peludo-chinês (imagem obtida aqui) |
A espécie em causa, promptamente identificada pelos nossos colegas do ICNF com base em fotografias enviadas, é exótica, como indica o nome, e ocorre de forma esporádica na bacia do Tejo. Conforme DL 565/99, é classificada como invasora na bacia do Tejo.
De acordo com esta página da Wikipédia, o caranguejo-peludo-chinês passa a maior parte da sua vida em água doce, mas deve regressar ao mar para procriar. Durante o quarto ou quinto ano de vida, no final do verão, migra rio abaixo e atinge maturidade sexual nas zonas tidais dos estuários. Depois de procriar, as fêmeas continuam a migrar em direção do mar, onde invernam em águas mais profundas. Elas regressam às águas salobras na primavera seguinte para a postura dos ovos. Depois do seu desenvolvimento como larvas, os caranguejos juvenis migram gradualmente rio acima até à água doce, completando desta forma o ciclo de vida.
Assim sendo, estão identificadas duas espécies de invertabrados invasoras na Ribeira da Foz, com o já conhecido lagostim-vermelho-da-louisiana (Procarambus clarkii).
Resta-me só agradecer aos colegas do ICNF a identificação da espécie.
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30 de setembro de 2013
"Bom filho a casa torna"
O nosso colega Aníbal Almeida voltou ao trabalho.
Depois de um grande susto, pois o coração nem sempre avisa, e quando avisa nem sempre lhe damos a devida atenção, e após uma estadia no Hospital Pulido Valente para recuperar, veio renovado, pois a vista que tinha do quarto assim o ajudou (estádio de Alvalade).
Começou o trabalho esta sexta feira, com menos cerca de 6 quilos, cheio de "pedalada" para terminar os respetivos orçamentos.
Bem-vindo, e um abraço dos colega.
30 de julho de 2013
Estagiário sem Fronteiras
No âmbito do programa brasileiro de intercâmbio e
mobilidade internacional, denominado Ciência sem Fronteiras fomentado pelo
Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), parti do
Rio Grande do Sul - Brasil e fixei
residência em Portugal, em setembro de 2012, realizando atividades acadêmicas
na Universidade de Évora, no curso de Engenharia Florestal - Sistemas
Mediterrânicos. Em um período de dois
semestres, diferentes realidades, principalmente culturais, surgiram, o que não
impediu que novas visões e aprendizados fossem obtidos, contribuindo e complementando
o desenvolvimento pessoal e acadêmico. Com o interesse de conhecer mais de
perto a realidade de empresas do setor florestal, a Altri Florestal oportunizou
a realização de estágio curricular em seus domínios.
As atividades desenvolvidas tiveram como base o acompanhamento
dos processos de produção florestal, auditorias e dossiê de segurança
florestal, atividades envolvendo corte e rechega de madeira, avaliação das
condições das estradas florestais primárias e secundárias, visitas a locais em
que efetuou-se criação de charcos, visando aumento da fauna e flora, assim como
zonas onde os problemas de erosão foram controlados, bem como as medidas
adotadas para recuperar os locais afetados. Além das atividades citadas, monitorizações
e avaliações, como identificação da avifauna e pesca elétrica para identificação
das espécies e populações de peixes, permitiram perceber a preocupação e
respeito constante da Altri Florestal com os elementos da biodiversidade.
Participações em reuniões, auditorias e revisão das
normas certificadoras permitiram dar um enfoque especial nos processos de
Certificação Florestal, uma realidade
imprescindível para o manejo florestal adequado, promovendo uma gestão
responsável, o que de fato contribui para a sociedade em geral. Tenho convicção
que este período de estágio é de elevada importância para a capacitação,
aprendizado e formação profissional, sendo assim, desde já agradeço pelo apoio
e oportunidade de conviver e aprender com os profissionais da Altri Florestal.
Douglas Edson Carvalho
23 de julho de 2013
Formação em Exploração Florestal
A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) está a promover a realização de ações de formação modulares certificadas em vários temas, nomeadamente nos equipamentos e técnicas relacionados com a exploração florestal.
A Altri Florestal considera estas ações bastante relevantes, porque permitem a qualificação de um conjunto alargado de operadores florestais, garantindo que as mesmas qualificações obtidas estarão de acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações.
Divulgamos aqui esta excelente iniciativa, incentivando as empresas florestais que colaboram connosco a participar nestas ações de formação, por forma, a capacitar os seus colaboradores com as melhores técnicas e procedimentos de segurança no trabalho florestal.
Para mais informações devem aceder ao site da ANEFA.
3 de julho de 2013
Os peixes como indicadores de gestão florestal
A Altri Florestal em colaboração com o Instituto Superior de Agronomia, iniciou um projeto de avaliação das populações de peixes nas ribeiras mais próximas e adjacentes às áreas sob gestão da empresa. Esta avaliação pretende estabelecer a relação entre o habitat ripícola, a gestão florestal nas imediações e as espécies de peixes e suas populações aí presentes.
O projeto apoia-se na aplicação da técnica de pesca elétrica. Esta técnica de amostragem piscícola é bastante eficiente e praticamente inofensiva para os peixes. Baseia-se na criação de um campo elétrico na massa de água que provoca nos peixes um efeito de relaxamento muscular permitindo a sua captura com um simples camaroeiro.
O trabalho iniciou-se nas ribeiras a sul do tejo e os resultados são bastante animadores, nomeadamente, pela presença abundante de espécies nativas e pelas elevadas densidades obtidas nas amostras já realizadas.
O projeto apoia-se na aplicação da técnica de pesca elétrica. Esta técnica de amostragem piscícola é bastante eficiente e praticamente inofensiva para os peixes. Baseia-se na criação de um campo elétrico na massa de água que provoca nos peixes um efeito de relaxamento muscular permitindo a sua captura com um simples camaroeiro.
O trabalho iniciou-se nas ribeiras a sul do tejo e os resultados são bastante animadores, nomeadamente, pela presença abundante de espécies nativas e pelas elevadas densidades obtidas nas amostras já realizadas.
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| Ribeira de Alferreira - Troço amostrado |
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| Ribeira da Foz - Troço amostrado |
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| Técnica de Pesca Elétrica |
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| Escalo |
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| Boga de boca arqueada |
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