15 de outubro de 2011

Seminário Floresta Autóctone



Cartaz do seminário
 
A Altri Florestal vai estar presente no seminário dedicado à valorização e proteção da flroesta autóctone, organizado pelo CISE nos dias 19 e 20 de novembro, em Seia. Para mais informações consulta o sítio do CISE aqui.

Vamos apresentar a nossa experiência na proteção e restauro da floresta nativa, sob o tema de “Restauro da floresta autóctone: entre o optimismo e o realismo. Alguns exemplos levados a cabo pela Altri Florestal”

Henk Feith

25 de setembro de 2011

And now, for something completely different


genuino Appeltaart Neerlandês
Há momentos de concentração e de distração. É o que acontece quando se faz anos e bolos...

De forma totalmente inesperada, um bolo relativamente simples provocou uma avalanche de elogios e pedidos múltiplos de receitas e tal.

Quando a última coisa que quero é desiludir estimada/os colegas, então aqui vai tal receita.

Ingredientes para um bolo médio:
300 gr de farinha fina de bolo
200 gr de manteiga
100 gr de acuçar
dois ovos
4 maçãs reineta grandes
canela
sal

Os ingredientes devem estar a temperatura de ambiente.
Pre-aqueça o forno a 180 ºC.
Bata os ovos e coloque um quarto de lado.
Misture a farinha com o açucar.
Corte a manteiga os bocados e junte à farinha e açucar. Adicione os ovos.
Amasse a farinha, açucar, manteiga e ovo batido até formar uma massa uniforme e sólida.
Deixe repousar a massa num lugar fresco.
Descasque as maçãs, tire o caroço e corte as em oito partes. Misture as fatias de maçã com canela e açucar.
Besunte a forma de bolo com manteiga e polvorize com farinha.
Estenda a massa com um rolo até uma espessura de aprox. 5 mm. Corte a massa para caber no fundo da forma e coloque-a.
Volte a estender a massa e corte uma fatia com a altura da forma. Coloque a fatia de massa na parede da forma. Guarde alguma massa para a cobertura.
Pincele a massa com o ovo batido.
Coloque as fatias de maçã em círculos. 
Estenda a massa que sobrou e corte fatias de um cm de largura. Coloque as fatias por cima das maçãs em forma cruzada. Pincele as fatias de massa com ovo batido.
Ponha o bolo na parte médio inferior do forno durante 50 minutos até a massa estar bem cozida. Atenção que a crosta do bolo pode queimar enquanto o fundo ainda estar cru quando o forno estiver mais quente.

Esta é a receita base de um bolo de maçã à moda de Holanda. A partir daí pode-se variar à vontade. Há quem mistura passas encharcadas em aguardente (deve ser boa essa!), troca maçãs por peras, junta nozes ou amêndoas, por aí fora.

Portanto, estamos à espera de muitos bolos de maçã agora lá nos escritórios da Altri Florestal!

Henk Feith

22 de setembro de 2011

Bem vindo à nova colega


É com muito satisfação que demos as boas vindas à nova colaboradora da Altri Florestal, a Maria João Loureiro.

A Maria João irá assumir a função de Encarregada de Região Florestal no concelho de Chamusca.


20 de setembro de 2011

Mais socalcos

Socalcos, agora com arrozais - foto obtida aqui

No comments.

Henk Feith

18 de setembro de 2011

Em defesa dos socalcos



Socalcos na Serra de Lousã
Como disse o Paulo Maio, em comentários a este post, socalcos são utilizados nas mais diversas culturas agrícolas e florestais em espaço montanhoso. E o são desde que o Homem conseguiu força suficiente para laborar as encostas. Apesar do investimento em força, inicialmente de origem humano e animal, mais recentemente em equipamentos mecanizados como máquinas de rasto, que se traduz em custos de instalação muito significativos, a perspetiva de uma cultura rentável, seja qual for, leva muitos proprietários a avançar com a construção deles.

Os socalcos são como as casas: uma vez bem construídos, servem várias gerações. E, depois de décadas de assegurar a proteção das encostas, na altura da reflorestação, a sua recuperação é fácil e de baixo impacte: não é mais do que uma passagem da máquina para alisar as plataformas, reassegurando a ligeira inclinação negativa delas para promover a máxima infiltração das águas de chuva.

Socalcos são em muitos sítios a única forma de implementar culturas, sejam de cariz agrícola ou silvícola, oferecendo bons accessos e proteção contra a erosão. A técnica empregada proporciona um maior volume de solo mobilizado, permitindo um bom desenvolvimento das plantas, sobretudo em solos mais delgados, como verifiquei recentemente em plantações feitas pela ENCE em Andaluzia, perto de Rosal de la Frontera, província de Huelva.


Socalcos - Lamego - Vale do Douro
Uma das grandes vantagens dos socalcos é o facto da rechega ser feita em plano horizontal, ao contrário das plantações em curva de nível, que inevitavelmente tem de ser no sentido do maior declive. Por outro lado, a densidade inicial de plantação é mais baixa, devido à maior distância na entre-linha de plantação, podendo condicionar de alguma forma a produção final.

Socalcos são a resposta mais lógica em situações de encostas de declive pronunciado, permitindo simultaneamente controlo do risco de erosão, facilidade de aplicar tratamentos culturais e bons acesso aos povoamento propriamente dito.

Sempre houve dualidade de critérios na apreciação dos socalcos. Enquanto técnica de instalação de vinhas no vale do Douro, é unanimamente apreciada. Essa mesma apreciação positiva não é tão generalizada quando se trata de plantações florestais. Ora, não há racionalidade nessa distinção. No campo de avaliação meramente estética, inevitalmente subjetiva, cada um fala por si e eu, falando por mim, considero uma encosta trabalhada em socalco, uma das imagens culturais mais bonitas que conheço. Mas isto vale o que vale...

Henk Feith

16 de setembro de 2011

Boa Sorte

Lembram-se da cria de águia calçada (Hieraaetus pennatus), que foi recolhida numa propriedade em Abrantes?

Recuperou muito bem no Centro de Estudo e Recuperação de Animais Selvagens da Quercus, em Castelo Branco, conseguindo adquirir a capacidade de voo.

Ontem, estivemos presentes, com o CERAS, na zona das Portas de Rodão a testemunhar o seu regresso ao meio natural.


Os nossos parabéns ao CERAS, pelo excelente trabalho na recuperação deste e de outros animais, contribuindo assim para o conhecimento e sensibilização da sociedade para estas lindas aves.


13 de setembro de 2011

Notas de Vale Mouro II

Durante o mês de Setembro a equipa técnica da Altri Florestal visitou a propriedade Vale Mouro (Azambuja) para avaliar o efeito das medidas preventivas e mitigadoras de correção torrencial realizadas durante este verão. As primeiras chuvas de setembro permitiram avaliar a resiliência da preparação de terreno (socalcos e curvas de nível) bem como, das estruturas de apoio à sedimentação do solo e as ações de correção dos ravinamentos.

Correção de ravinamento

Estruturas em madeira para sedimentação

As áreas dedicadas à conservação apresentam também sinais de evolução positiva, com a regeneração de habitats (juncal e caniçal) e a consolidação dos charcos nas zonas a jusante das principais linhas de escorrência.

Vegetação de área de conservação

A propriedade coloca novos desafios à equipa da Altri Florestal, na continuação do acompanhamento das medidas preventivas e corretivas já implementadas e, no planeamento de outras ações que permitam estabilizar as áreas mais sensíveis à erosão.

19 de agosto de 2011

Reposta ao Henrique

Foto obtida aqui
Este post vem em reposta a este post que o Henrique Pereira dos Santos colocou no Ambio.

Caro Henrique,

Como sabes, partilho muito das tuas ideias relacionadas com o fogo em espaço rural.

Acontece que o post no blog da Altri Florestal reflete a posição de alguem que tem como missão defender da melhor forma um património florestal sob sua responsabilidade, património esse que de facto está ocupado por florestas, na sua maioria. Este é um dado adquirido que não está aberto para discussão, porque é a razão de existência da empresa que o deve gerir, a Altri Florestal neste caso, mas podia ser uma outra empresa qualquer que deve financiar-se com base na sua produção florestal própria.

Posso teoretizar sobre como seria Portugal com menos floresta, mais cabras, menos bombeiros e mais agricultores em zonas rurais marginais. E teria muito gosto em fazê-lo. Mas seria um exercício intelectual de foro privado e não empresarial. A minha administração espera da minha equipa que a taxa média anual de áreas ardidas fica abaixo de 0,5%, caso contrário põe em causa a sustentabilidade da nossa atividade economica.

Para tal, juntámos esforças com o grupo PortucelSoporcel na criação, há quase 10 anos, da AFOCELCA, crentes na estratégia que se baseia no binómio de prevenção e combate. Investimos anualmente na silvicultura preventiva como no combate, custos inteiramente suportados por nós, apesar do benefício comum do nosso esforço, considerando que grande parte do combate é realizado fora das nossas propriedades, não motivado por altruismo mas sim com o objetivo de controlar o fogo antes dele chegar às nossas propriedades. 

É natural que a estratégia não seja 100% eficaz em ficar abaixo da meta estabelecida (porque, como tu, também não acredito num Portugal sem fogos) e os anos fatídicos de 2003 e 2005 têm nos mostrado a nossa fragilidade em casos de incêndios de grande dimensão. Mas, apesar disso, continuamos convictos que a estratégia adotada seja a melhor das possíveis, sem nunca perder de vista que ela pode ser aperfeiçoada, tanto na vertente de silvicultura preventiva como na de combate. E, se calhar, há espaço para o teu gado miúdo neste percurso de melhoria de eficácia.

Henk Feith

PS, não resisto em juntar uma outra foto, digno do Silly Season em que estamos. Mais cabras e menos floresta...?


Foto obtida aqui


9 de agosto de 2011

Cria de águia-calçada recuperada


Cria com garras!
Hoje foi encontrada uma cria de uma águia-calçada (Hieraaetus pennatus), numa propriedade sob gestão da Altri Florestal em Abrantes. A ave estava no solo, no entanto sem já ter adquirida a capacidade de voo.


Depois de ter sido recolhida, foi entregue ao Centro de Estudo e Recuperação de Animais Selvagens da Quercus, em Castelo Branco.


Esperamos que a ave recupera depressa e que seja devolvida ao seu meio natural, logo que esteja apta.

24 de julho de 2011

Couto de Cima protegido no incêndio florestal de Oledo

                                    Foto do incêndio obtida aqui

Na terça-feira dia 19 de julho deflagrou um incêndio florestal na localidade de Oledo, Idanha-a-Nova. Não sendo controlado na fase inicial, o incêndio atingiu grande dimensão durante a tarde. Ao fim da tarde aproximou-se à nossa propriedade Couto de Cima, perto da localidade de Mata. Os meios internos disponíveis foram mobilizados junto da estrema da propriedade, onde se encontravam de prevenção e vigilância os colegas João Ramos, Fernando Mendes e António João, aos quais se juntou o Rui Pires da Rosa. À medida que o fogo se aproximava, foram solicitados reforços por parte da AFOCELCA, que estava a combater o mesmo incêndio num outro local. Em momento oportuno se juntaram à frente do incêndio um Unimog e duas brigadas ligeiras. Quando o incêndio chegou à propriedade, ele foi travado junto ao aceiro que rodeia toda a propriedade e as projeções para dentro do povoamento foram rapidamente extintas, trabalho facilitado pela reduzida quantidade de vegetação no subbosque.

O combate prolongou-se durante várias horas, até que o incêndio deixou de ameaçar a propriedade. Esta intervenção eficaz seguramente evitou que a propriedade fosse atingida pelas chamas, mas também que se aproximasse da localidade Mata, que se situa a poucos centenas de metros da propriedade, que serviu de barreira à sua progressão.

Mais uma vez ficou provado que, quando se junta à silvicultura preventiva, nomeadamente a manutenção de aceiros e o controlo da vegetação espontânea no interior dos povoamentos, um dispositivo de combate rápido e profissional, os incêndios florestais não são uma fatalidade no nosso património florestal.

Deixo aqui uma palavra de agradecimento aos nossos colegas da região Beira Interior e às brigadas da AFOCELCA para o seu esforço e para o resultado obtido neste incêndio.

Henk Feith