![]() |
| Cria com garras! |
Depois de ter sido recolhida, foi entregue ao Centro de Estudo e Recuperação de Animais Selvagens da Quercus, em Castelo Branco.
Esperamos que a ave recupera depressa e que seja devolvida ao seu meio natural, logo que esteja apta.
![]() |
| Cria com garras! |
Foto obtida aqui. Hoje, num dia de campo dedicado à região florestal Alto Tejo, visitámos a propriedade Mato de Alter, perto de Alter do Chão. O objetivo da visita era avaliar o projeto de reflorestação em curso. No entanto, logo à entrada da área reflorestada, fomos surpreendidos pela presença de um casal de alcaravões, ave classificada como Vulnerável pelo IUCN e ameaçada no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal. Esta ave nidifica em terrenos abertos e vegetação esparsa, aproveitando assim áreas recém florestadas para nidificar. Eis um bom exemplo de como florestações podem criar condições para a procriação de espécies ameaçadas, tal como se verifica com outras espécies ameaçadas como o chasco-ruivo e o noitibó-europeu e o noitibó-de-nuca-vermelha. No terreno foi possível observar os excelentes resultados obtidos nas plantações realizadas na primavera de 2009, com as melhores árvores, agora com dois anos, atingirem os cinco metros de altura.
Neste caso foram utilizados clones especialmente adaptados às condições de crescimento típicos da região, caracterizadas por verões quentes e secos e invernos frios. Estes resultados alimentam elevadas perspetivas para as futuras florestações a realizar na propriedade.
O sentimento de desânimo é efémero porque, num olhar mais atento observamos com surpresa sinais positivos da recuperação da vegetação. É o caso desta bonita orquídea (Serapia cordigera)