Foto do incêndio obtida aqui
Na terça-feira dia 19 de julho deflagrou um incêndio florestal na localidade de Oledo, Idanha-a-Nova. Não sendo controlado na fase inicial, o incêndio atingiu grande dimensão durante a tarde. Ao fim da tarde aproximou-se à nossa propriedade Couto de Cima, perto da localidade de Mata. Os meios internos disponíveis foram mobilizados junto da estrema da propriedade, onde se encontravam de prevenção e vigilância os colegas João Ramos, Fernando Mendes e António João, aos quais se juntou o Rui Pires da Rosa. À medida que o fogo se aproximava, foram solicitados reforços por parte da AFOCELCA, que estava a combater o mesmo incêndio num outro local. Em momento oportuno se juntaram à frente do incêndio um Unimog e duas brigadas ligeiras. Quando o incêndio chegou à propriedade, ele foi travado junto ao aceiro que rodeia toda a propriedade e as projeções para dentro do povoamento foram rapidamente extintas, trabalho facilitado pela reduzida quantidade de vegetação no subbosque.
O combate prolongou-se durante várias horas, até que o incêndio deixou de ameaçar a propriedade. Esta intervenção eficaz seguramente evitou que a propriedade fosse atingida pelas chamas, mas também que se aproximasse da localidade Mata, que se situa a poucos centenas de metros da propriedade, que serviu de barreira à sua progressão.
Mais uma vez ficou provado que, quando se junta à silvicultura preventiva, nomeadamente a manutenção de aceiros e o controlo da vegetação espontânea no interior dos povoamentos, um dispositivo de combate rápido e profissional, os incêndios florestais não são uma fatalidade no nosso património florestal.
Deixo aqui uma palavra de agradecimento aos nossos colegas da região Beira Interior e às brigadas da AFOCELCA para o seu esforço e para o resultado obtido neste incêndio.
Henk Feith
24 de julho de 2011
14 de julho de 2011
Ação de sensibilização
No dia 12 de julho realizaram-se duas curtas ações de sensibilização, uma na Leirosa e outra em Constância, com os fornecedores de serviços florestais de exploração e florestação. Contámos com a presença de representantes de dezenas de empresas prestadores de serviços florestais.
Foram transmitidos aos gerentes das empresas de serviços florestais as novas medidas de proteção às espécies arbóreas protegidas, com destaque para os sobreiros e as azinheiras.
Ficou estabelecido que, em caso de presença de sobreiros ou azinheiras no interior de eucaliptais em exploração, deve ser respeitada uma zona de proteção de 10 metros a partir da copa destas espécies, na qual o abate só pode ser executada pela máquina processadora e não por abate manual. Desta forma, o risco de eucaliptos cairem sobre os sobreiros ou azinheiras é reduzida de forma muito significativa, porque as cabeças de corte conseguem controlar muito melhor a queda dos eucaliptos.
Também em operações de florestação, ficou definido que os trabalhos de mobilização do solo e plantação devem respeitar uma zona de proteção de 3 metros a partir da copa de sobreiros e azinheiras.
Em segundo lugar, foram abordados os procedimentos de saúde e segurança em vigor, em que se apelou ao seu cumprimento, para o bem dos trabalhadores florestais que estão sujeitos a riscos laborais significativos. É através da prevenção dos riscos laborais que podemos manter os indicadores de sinistralidade tão baixo como temos tido nos últimos anos.
Por fim, foi apresentado o sistema de avaliação de empenho dos fornecedores de serviços florestais e de que forma os resultados desta avaliarção será tido em conta nas futuras contratações de serviços.
No fim, foram respondidas algumas questões pertinentes colocadas por algumas pessoas presentes.
Henk Feith
Foram transmitidos aos gerentes das empresas de serviços florestais as novas medidas de proteção às espécies arbóreas protegidas, com destaque para os sobreiros e as azinheiras.
Ficou estabelecido que, em caso de presença de sobreiros ou azinheiras no interior de eucaliptais em exploração, deve ser respeitada uma zona de proteção de 10 metros a partir da copa destas espécies, na qual o abate só pode ser executada pela máquina processadora e não por abate manual. Desta forma, o risco de eucaliptos cairem sobre os sobreiros ou azinheiras é reduzida de forma muito significativa, porque as cabeças de corte conseguem controlar muito melhor a queda dos eucaliptos.
Também em operações de florestação, ficou definido que os trabalhos de mobilização do solo e plantação devem respeitar uma zona de proteção de 3 metros a partir da copa de sobreiros e azinheiras.
Em segundo lugar, foram abordados os procedimentos de saúde e segurança em vigor, em que se apelou ao seu cumprimento, para o bem dos trabalhadores florestais que estão sujeitos a riscos laborais significativos. É através da prevenção dos riscos laborais que podemos manter os indicadores de sinistralidade tão baixo como temos tido nos últimos anos.
Por fim, foi apresentado o sistema de avaliação de empenho dos fornecedores de serviços florestais e de que forma os resultados desta avaliarção será tido em conta nas futuras contratações de serviços.
No fim, foram respondidas algumas questões pertinentes colocadas por algumas pessoas presentes.
Henk Feith
26 de junho de 2011
Altri Florestal no Biodiversity4All
A Altri Florestal começou a introduzir os registos de espécies de fauna e flora, recolhidos nas propriedades sob sua gestão, na base de dados Biodiversity4All.
Contando com projetos de estudo ou de monitorização que estão em curso, o número de registos já alcançou a marca de 150:
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Curioso é o facto do grupo com maior número de registos ser o dos mamíferos, muito por conta do trabalho da bióloga Joana Cruz.
Para mais informação, veja no site da Biodiversity4All.
Com ainda muitos registos por apurar, nomeadamente dos projetos de monitorização NaturSAPO (anfíbios) e do serviço prestado pela Mãe d'Água (aves), esperamos alcançar os 500 registos ainda este ano. Será um modesto contributo nossa para o sucesso desta base de dados, que já ultrapassou os 64 mil registos desde o seu início em março de 2010.
Contando com projetos de estudo ou de monitorização que estão em curso, o número de registos já alcançou a marca de 150:
Curioso é o facto do grupo com maior número de registos ser o dos mamíferos, muito por conta do trabalho da bióloga Joana Cruz.
Para mais informação, veja no site da Biodiversity4All.
Com ainda muitos registos por apurar, nomeadamente dos projetos de monitorização NaturSAPO (anfíbios) e do serviço prestado pela Mãe d'Água (aves), esperamos alcançar os 500 registos ainda este ano. Será um modesto contributo nossa para o sucesso desta base de dados, que já ultrapassou os 64 mil registos desde o seu início em março de 2010.
22 de junho de 2011
Visão Noturna
A Bíologa Joana Cruz, no âmbito do seu programa de doutoramento, instalou na propriedade do Galisteu, algumas câmaras noturnas para visualização e contagem de mamíferos que utilizam o habitat eucaliptal. A câmara foi montada junto de uma pequena charca, recém construída, em pleno eucaliptal. Curiosamente, e ao contrário do que se podia esperar, foi registada uma séria de mamíferos carníveros, como fuinha, gineta, sacarrabos, raposa, javali e texugo. Destes últimos dois colocámos aqui dois vídeos curtos e engraçados.
17 de junho de 2011
Ribeira da Foz
Hoje, numa visita à Ribeira da Foz, em companhia com o Carlos Pacheco e Sandra Mesquita, descobrímos um lagarto-de-água (Lacerta schreiberii). Este lagarto não estava referido para a quadrícula em causa (ND56), portanto estamos perante a descoberta de uma presença desconhecida desta espécie, que é bastante rara a sul do Tejo, com populações de pequena dimensão nas Serras de São Mamede e Monchique.
O lagarto-de-água encontrava-se num leito secundário da ribeira, com águas paradas, numa área de floresta aluvial composta por amieiros e lodão-bastardos.
No mesmo sítio, encontrava-se um lagostim-de-água-doce (Astacus astacus), espécie exótica originária do sul de Estados Unidos da América, cujo comportamento invasor é conhecido.
Um pouco mais acima, demos conta da presença de um jovem carvalho-alvarinho (Quercus robur), espécie bastante rara a sul do Tejo.
A Ribeira da Foz continua a surpreender. Durante a visita, o canto da estrelinha-de-poupa foi constante e ouviu-se crias de uma águia-calçada, indicando a sua nidificação nas árvores de grande porte que constituem a galeria ripícola da ribeira.
O lagarto-de-água encontrava-se num leito secundário da ribeira, com águas paradas, numa área de floresta aluvial composta por amieiros e lodão-bastardos.
Um pouco mais acima, demos conta da presença de um jovem carvalho-alvarinho (Quercus robur), espécie bastante rara a sul do Tejo.
A Ribeira da Foz continua a surpreender. Durante a visita, o canto da estrelinha-de-poupa foi constante e ouviu-se crias de uma águia-calçada, indicando a sua nidificação nas árvores de grande porte que constituem a galeria ripícola da ribeira.
9 de junho de 2011
Notas de Vale Mouro 1
O projeto de reflorestação de Vale Mouro continua esta primavera, mostrando os primeiros resultados em vários vertentes.
A área que foi reflorestada esta primavera, num dos vales, com a preparação de terreno em curva de nível ainda bem visível.
Também a encosta onde se verificou a erosão durante o inverno foi alvo de uma intervenção de reconstrução de socalcos, aumentando a sua capacidade de absorção e infiltração de chuvadas fortes.
O clone híbrido YG15 mostra a sua elevada resistência ao encharcamento: após ter passado vários meses em terreno encharcado numa baixa, a plantação com este clone não sofreu mais do que 5% de mortalidade:
O alargamento e consolidação da charca está a ganhar forma, com a plantação de freixo (Fraxinus angustifolia):
Área de proteção criada a montante da charca, com plantação de freixos
Charca a ganhar forma
Nas áreas plantadas constatou-se alguma mortalidade devido à presença de Melolontha, cuja larve come o sistema radicular da pequena árvore, como se pode ver na imagem. Felizmente, essa mortalidade é muito pontual.
Exemplo de planta com sistema radicular destruído
Uma das medidas preventivas implementadas no Vale Mouro é a gradagem por faixas, em vez da gradagem total. Desta forma, o terreno mantém algumas faixas com vegetação, oferecendo maior proteção contra a erosão.
O Vale Mouro está a mudar, com todas as medidas corretivas e preventivas que estamos a implementar. Depois das dificuldades encontradas no inverno, a recuperação vai no bom sentido e o resultado final vai mostrar que a propriedade melhorou muito com a sua reflorestação. Mais produtivo, maior biodiversidade e melhor proteção.
Henk Feith
31 de maio de 2011
Visita a Mato de Alter
Foto obtida aqui. Hoje, num dia de campo dedicado à região florestal Alto Tejo, visitámos a propriedade Mato de Alter, perto de Alter do Chão. O objetivo da visita era avaliar o projeto de reflorestação em curso. No entanto, logo à entrada da área reflorestada, fomos surpreendidos pela presença de um casal de alcaravões, ave classificada como Vulnerável pelo IUCN e ameaçada no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal. Esta ave nidifica em terrenos abertos e vegetação esparsa, aproveitando assim áreas recém florestadas para nidificar. Eis um bom exemplo de como florestações podem criar condições para a procriação de espécies ameaçadas, tal como se verifica com outras espécies ameaçadas como o chasco-ruivo e o noitibó-europeu e o noitibó-de-nuca-vermelha. No terreno foi possível observar os excelentes resultados obtidos nas plantações realizadas na primavera de 2009, com as melhores árvores, agora com dois anos, atingirem os cinco metros de altura.
Neste caso foram utilizados clones especialmente adaptados às condições de crescimento típicos da região, caracterizadas por verões quentes e secos e invernos frios. Estes resultados alimentam elevadas perspetivas para as futuras florestações a realizar na propriedade.
20 de maio de 2011
Controlo de Invasoras
Na nossa propriedade Nova Austrália em Abrantes o combate ao género Acacia continua. O crescimento do eucalipto começa a produzir o efeito desejado de ensombramento ao acacial que dominava a propriedade.
No entanto, o maior desafio encontra-se no controlo das áreas que dedicámos à conservação. A regeneração através do banco de sementes e rebentos de raiz é impressionante.
O sentimento de desânimo é efémero porque, num olhar mais atento observamos com surpresa sinais positivos da recuperação da vegetação. É o caso desta bonita orquídea (Serapia cordigera)
O sentimento de desânimo é efémero porque, num olhar mais atento observamos com surpresa sinais positivos da recuperação da vegetação. É o caso desta bonita orquídea (Serapia cordigera)
19 de maio de 2011
Vale Mouro - início atividades da comissão independente de acompanhamento
A Altri Florestal chegou a um entendimento com três especialistas convidados para constituir a comissão independente de acompanhamento do projeto de florestação de Vale Mouro.
A constituição desta comissão veio em resposta aos problemas de erosão verificados na execução da primeira fase do projeto e tem como objetivo aconselhar sobre as medidas corretivas e preventivas a levar a cabo na área de projeto, acompanhar a execução das mesmas e avaliar a sua eficácia.
Pretende-se com os contributos da comissão, aumentar a solidez técnica das operações a executar na propriedade, nas áreas erosionadas, nas áreas por reflorestar tal como nas áreas de conservação de valores ecológicos a implementar ou consolidar.
A comissão é composta pelos seguintes especialistas:
Prof. Emérito Alfredo Gonçalves Ferreira, da Universidade de Évora, especialista em erosão, solos, hidráulica e ordenamento florestal
Dr. Luís Miguel Rosalino, biólogo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e especialista em biodiversidade em paisagens dominadas por eucaliptais
Eng.º José Matos, da Autoridade Florestal Nacional, especialista em silvicultura do eucalipto.
Na primeira visita à propriedade foram analisadas as características gerais da área de projeto, o tipo de solo e orografia, o ordenamento florestal proposto no projeto, as diversas medidas corretivas já implementadas no terreno, a criação de corredores ecológicos ao longo de linhas de água e melhorias a implementar nas charcas temporárias já formadas em algumas zonas baixas.
Foram discutidas técnicas alternativas de mobilização do solo, tal com intervenções de controlo de escoamento das águas pluviais nas encostas mais sensíveis, que serão implementadas numa área experimental nas reflorestações do próximo outono.
Uma das medidas já implementadas foi, na mobilização dos socalcos pre-existentes, a mantutenção da vegetação arbustiva nos taludes, por forma a aumentar a sua consolidação. A fotografia abaixo mostra um exemplo desta operação.
Exemplo de terraços mobilizados, mantendo a vegetação no talude.
14 de maio de 2011
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