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| Povoamento de 6 anos com árvores tombadas em Rio Maior |
Tempestades desta intensidade ocorrem com alguma regularidade; o que marcou a de janeiro foi a sua extensão, tendo atingido com intensidade praticamente toda a zona costeira de Portugal a Norte de Lisboa, provocando estragos significativos até dezenas de quilómetros da costa. São calamidades naturais comparáveis com incêndios florestais ou geadas negras e fazem parte da realidade em que trabalhamos.
Nas nossas plantações, os danos mais significativos verificaram-se nos povoamentos em primeira rotação, com idades entre 2 e 6 anos. Estas árvores têm uma copa bastante grande em relação ao sistema radicular, e as raizes, com pouca aderência no solo encharcado, não conseguem aguentar a árvore de pé, originando a sua inclinação ou mesmo tombamento.
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| Povoamento de 2 anos com árvores inclinadas em Vila Nova de Barquinha |
Em breve iremos iniciar as intervenções nos povoamentos atingidos. Os povoamentos com árvores com volume comercial, e quando a percentagem de árvores caídas é elevada, são cortados por completos, iniciando a segunda rotação. Nos povoamentos jovens, as árvores mais pequenas são postas de pé, as restantes são cortadas para promover a rebentação das toiças e um novo ciclo de crescimento das árvores.

