Que adubos utilizar, quanto, quando, de que modo aplicar e
se vale a pena fertilizar as plantações
de eucalipto, são as questões mais frequentes da grande maioria dos produtores
florestais.
Não existem dúvidas sobre a importância de uma boa fertilização para o sucesso das plantações e para a garantia da produção lenhosa e rentabilidade do investimento. As respostas às questões referidas, dependem do caso concreto, do potencial do material genético, das condições de solo e clima, da disponibilidade de água no período de crescimento e da gestão da plantação, nomeadamente no que respeita ao controle de infestantes.
Uma abordagem expedita que a Altri Florestal utiliza é a que consta no folheto de Fertilização que pode descarregar neste blogue. Usamos também um modelo de apoio à fertilização, que considera o balanço de nutrientes, ou seja a diferença entre o que o povoamento necessita ao longo da sua vida, considerando a reciclagem, e a quantidade que o solo teoricamente tem capacidade para fornecer.
Não existem dúvidas sobre a importância de uma boa fertilização para o sucesso das plantações e para a garantia da produção lenhosa e rentabilidade do investimento. As respostas às questões referidas, dependem do caso concreto, do potencial do material genético, das condições de solo e clima, da disponibilidade de água no período de crescimento e da gestão da plantação, nomeadamente no que respeita ao controle de infestantes.
Uma abordagem expedita que a Altri Florestal utiliza é a que consta no folheto de Fertilização que pode descarregar neste blogue. Usamos também um modelo de apoio à fertilização, que considera o balanço de nutrientes, ou seja a diferença entre o que o povoamento necessita ao longo da sua vida, considerando a reciclagem, e a quantidade que o solo teoricamente tem capacidade para fornecer.
A tabela seguinte serve de orientação à recomendação de
fertilização para os primeiros 4-5anos anos da plantação de eucalipto, mas deve ser utilizada com a informação de análise de solos e monitorização do desenvolvimento da plantação:
Volume
(m3/ha)
|
Adubação a
repartir em várias aplicações
|
|||
N
|
P2O5
|
K2O
|
B
|
|
(kg/ha)
|
||||
120
|
60
|
60
|
50
|
2,8
|
180
|
80
|
60
|
60
|
3,5
|
240
|
100
|
75
|
75
|
4
|
Adubação de instalação (à plantação, de fundo)
1) Adubo de
libertação lenta (30g/planta) no fundo da cova e Superfosfato 18% (150 a
200g/planta) em duas covas laterais.
2) Adubo NPK
tradicional, 1:3:1 ou 1:5:1 (150 a 200g/planta), em duas covas laterais, no
momento da plantação ou uma semana após a plantação. Com esta adubação deve ser
dada atenção à distância de colocação do adubo, que deve ser enterrado e
distante cerca de 20cm da planta para que esta não sofra o risco de queima.
3)
Combinação entre (1) e (2): adubo de libertação lenta (15 g), com a colocação à plantação,
e adubo tradicional (150 g), algumas semanas depois, quando o período de plantação é muito
reduzido.
Adubação de cobertura
Efetuada
entre o 1º e 2º ano com adubo azotado, podendo também conter P2O5, K2O e B (150
a 200 kg de adubo tipo 20 unidades de N; 0 unidades de P2O5; e 0 unidades de K2O ou 20N; 10 P2O5 ,10 K2O com ou sem boro, ou
similares). A aplicação deve ser na projeção da copa e incorporado no solo, por exemplo com uma gradagem posterior à adubação.
Entre o 3º e 5º ano, em geral é feita uma adubação com adubo azotado (por exemplo N22%), 180 a 250 kg/ha, contendo 1% de boro. A aplicação deve ser a lanço e incorporado no solo. Em solos mais pobres, esta adubação deverá ser repetida ao 7º ou 8º ano.
Os adubos, em geral fornecem cálcio e enxofre, elementos também muito importantes para o bom desenvolvimento das plantas.
Adubação da talhadia
Como
o sistema radicular já instalado, a adubação é essencialmente à base de azoto,
podendo adicionar-se outros nutrientes, tais como o boro. As quantidades a
aplicar são semelhantes à 1ª rotação, sendo a 1ª adubação efetuada em geral antes da seleção de varas de modo a promover um bom
desenvolvimento das toiças.
A importância da adubação de instalação é ilustrada pelas
fotografias aqui apresentadas, tiradas em duas fases de desenvolvimento do
povoamento, localizado numa região com precipitação média de cerca de 1900mm e
com solo profundo e rico em matéria orgânica.
Fotografia 1 – Plantação com 3 meses de idade. A linha do meio não foi
adubada
|
Fotografia 2 - As mesmas linhas de plantação da Fotografia 1, ao 3º
ano
|
Após 3 anos de idade, as
plantas não recuperaram da falta de adubação tendo ficado
dominadas, com sinais evidentes de deficiência de nutrientes e da competição
exercida pelas plantas adubadas.
Assim, podemos concluir, que mesmo em solos ricos em matéria
orgânica, a adubação de fundo, à plantação, é essencial para o desenvolvimento
homogéneo e equilibrado das plantações de eucalipto, não só por impulsionar o
crescimento inicial das raízes, fundamental para a colonização do solo e assim aproveitar melhor os recursos de água e nutrientes, como também
contribui para o desenvolvimento de folhas que captam a fonte de energia para
produção. Uma boa adubação tem ainda o efeito de aumentar a sobrevivência das jovens
plantas, contribuindo para a homogeneidade do povoamento e domínio das
infestantes.
De facto, um outro fator muito importante a considerar, é o controlo das ervas daninhas durante pelo menos o primeiro ano de vida do povoamento.
A fertilização com os nutrientes
adequados tem também efeito benéfico contra pragas, doenças e stresse abiótico,
como secura e frio.










