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17 de julho de 2014

Instacork: instantes sobre tiragem de cortiça


A Altri Florestal tem sob sua gestão cerca de 3440 hectares de sobreiro. A maior parte desta área é formada por montados de sobro, tendo como um dos seus objetivos a produção de cortiça, que se encontra no âmbito dos nossos certificados de gestão florestal (FSC® e PEFC), tal como a madeira de eucalipto. O presente ano é particularmente intenso em tiragens de cortiça, o que tem provocado um maior foco de atenção nos montados, não apenas dos colegas da Direção de Produção, cujo carinho e dedicação por estas áreas é permanente, mas também de outros colaboradores temporários ou até menos prováveis.

Seguem alguns instantes, em fotografias e testemunhos na primeira pessoa.

Pormenores da cortiça extraída
 
«Tive oportunidade de acompanhar esta atividade numa manhã. O descortiçamento em si é feito por tiradores com elevada experiência, de modo a não se danificarem as árvores. Não menos importante é o trabalho das “ajuntadeiras” que, como o nome indica, juntam a cortiça em montes para posteriormente serem carregadas para o trator. A cortiça é rechegada para um carregadouro, onde é preparada e arrumada, para daí ser transportada para a indústria. Tudo parece simples nesta cadeia de trabalhos, mas na verdade tudo é fruto de vários anos de evolução de um trabalho ancestral, muito português.»
 Rita Santos (mestranda ISA)

 
 Momentos do descortiçamento de um sobreiro


«Considero que o trabalho de campo é muito importante para a minha atividade profissional, pois permite-me sentir aquilo que passa virtualmente pelas minhas mãos! Tive recentemente oportunidade de percorrer caminhos, montes e vales de algumas propriedades e ver ao vivo as diferentes ocupações, que habitualmente observo em gabinete, com recurso à fotografia aérea. O destino foi Casal dos Arcos, onde estava a ser feito o descortiçamento, uma atividade que eu desconhecia. Nada como ver “in loco” este trabalho minucioso, mas duro fisicamente, para se dar o devido valor a todos os objetos de cortiça que nos passam pelas mãos no nosso dia-a-dia. Fantástico!»
 Julieta Sousa (operadora SIG da Altri Florestal)

 O "pai de todos" do Casal do Arcos, segundo José Marcos da Fonseca

25 de julho de 2012

Desboia

A desboia é a primeira tiragem de cortiça de um sobreiro, originando pranchas de cortiça virgem.

É uma operação manual que exige experiência e saber fazer por parte do tirador, porque o seu resultado influencia a produção de cortiça secundeira e amadia, a mais valiosa das cortiças.

E, como todas as tiragens de cortiça, é uma operação muito bonita, marcada pelo silêncio, somente interrompido pelo som seco da machada e do soltar da prancha.



16 de fevereiro de 2012

O Sobreiro do Touro Fernando

Quem gosta do que faz sabe como é difícil esquecer a profissão, mesmo nos momentos de lazer. Às vezes dou comigo a criticar uma série de televisão por aparecer uma árvore em local e época muito improváveis, ou então determinado filme de animação que insiste em dizer às crianças que o prato preferido dos pombos são minhocas e lagartas. Todavia, na minha última constatação do género fui bem mais condescendente na minha critica.

Há uns dias, via com a minha filha uma antiga curta da Disney intitulada "O Touro Fernando" (Ferdinand the Bull, 1938), que conta a história de um touro espanhol que, em vez de andar às marradas com os outros touros, preferia cheirar flores à sombra do seu sobreiro. Ora, é precisamente esta "cork tree" que é representada de uma forma muito peculiar, frutificando literalmente rolhas sobre o calmo Touro Fernando. Não interpretei este detalhe como sendo um erro, mas como um raro momento de fino humor florestal. Acreditei mesmo que tal coisa só poderia vir de algum colega que, por qualquer motivo, mudou a sua atividade para o ramo da animação.

Imagem retirada daqui

14 de julho de 2011

Ação de sensibilização

No dia 12 de julho realizaram-se duas curtas ações de sensibilização, uma na Leirosa e outra em Constância, com os fornecedores de serviços florestais de exploração e florestação. Contámos com a presença de representantes de dezenas de empresas prestadores de serviços florestais.

Foram transmitidos aos gerentes das empresas de serviços florestais as novas medidas de proteção às espécies arbóreas protegidas, com destaque para os sobreiros e as azinheiras.

Ficou estabelecido que, em caso de presença de sobreiros ou azinheiras no interior de eucaliptais em exploração, deve ser respeitada uma zona de proteção de 10 metros a partir da copa destas espécies, na qual o abate só pode ser executada pela máquina processadora e não por abate manual. Desta forma, o risco de eucaliptos cairem sobre os sobreiros ou azinheiras é reduzida de forma muito significativa, porque as cabeças de corte conseguem controlar muito melhor a queda dos eucaliptos.

Também em operações de florestação, ficou definido que os trabalhos de mobilização do solo e plantação devem respeitar uma zona de proteção de 3 metros a partir da copa de sobreiros e azinheiras.

Em segundo lugar, foram abordados os procedimentos de saúde e segurança em vigor, em que se apelou ao seu cumprimento, para o bem dos trabalhadores florestais que estão sujeitos a riscos laborais significativos. É através da prevenção dos riscos laborais que podemos manter os indicadores de sinistralidade tão baixo como temos tido nos últimos anos.

Por fim, foi apresentado o sistema de avaliação de empenho dos fornecedores de serviços florestais e de que forma os resultados desta avaliarção será tido em conta nas futuras contratações de serviços.

No fim, foram respondidas algumas questões pertinentes colocadas por algumas pessoas presentes.

Henk Feith