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9 de outubro de 2013

Caranguejo-peludo-chinês na Ribeira da Foz

Caranguejo-peludo-chinês (imagem obtida aqui)
Pois foi uma surpresa, quando numa visita recente à Ribeira da Foz encontrámos um exemplar do caranguejo-peludo-chinês (Eriocheir sinensis). Tratou-se de uma fêmea e já estava morta quando foi encontrada.

A espécie em causa, promptamente identificada pelos nossos colegas do ICNF com base em fotografias enviadas, é exótica, como indica o nome, e ocorre de forma esporádica na bacia do Tejo. Conforme DL 565/99, é classificada como invasora na bacia do Tejo.

De acordo com esta página da Wikipédia, o caranguejo-peludo-chinês passa a maior parte da sua vida em água doce, mas deve regressar ao mar para procriar. Durante o quarto ou quinto ano de vida, no final do verão, migra rio abaixo e atinge maturidade sexual nas zonas tidais dos estuários. Depois de procriar, as fêmeas continuam a migrar em direção do mar, onde invernam em águas mais profundas. Elas regressam às águas salobras na primavera seguinte para a postura dos ovos. Depois do seu desenvolvimento como larvas, os caranguejos juvenis migram gradualmente rio acima até à água doce, completando desta forma o ciclo de vida.

Assim sendo, estão identificadas duas espécies de invertabrados invasoras na Ribeira da Foz, com o já conhecido lagostim-vermelho-da-louisiana (Procarambus clarkii).

Resta-me só agradecer aos colegas do ICNF a identificação da espécie.

24 de outubro de 2012

Sement Event 2012



A Fundação Mata do Bussaco vai organizar o Sement Event 2012, nos dias 17 a 25 de novembro.

Inserida no programa do evento, realizar-se-á o seminário "Conservação de Habitats autóctones e controlo de espécies exóticas invasoras".
A Altri Florestal vai estar presente no seminário com duas palestras:
  • Recuperação ripícola no âmbito de Florestas de Alto Valor de Conservação em áreas de Produção
  • O controlo/erradicação de invasoras numa perspetiva de apoio e valorização da produção florestal
A primeira palestra relata o projeto de conservação e restauro de duas ribeiras afluentes do Tejo, em Chamusca, a Ribeira da Foz (ver mais aqui e aqui) e a Ribeira das Lamas.
A segunda apresenta os esforços e resultados do projeto de erradicação de acácias em 400 hectares numa propriedade em Abrantes, a Nova Austrália, inserido num projeto de reflorestação da propriedade.

5 de março de 2012

Sarcoscypha sp. na Ribeira da Foz


Numa visita em fevereiro à Ribeira da Foz, encontrámos uma espécie de cogumelo do género Sarcoscypha, conhecidos como taça-escarlate. São espécies de ambientes florestais húmidos e aparecem sobretudo no inverno.


Foi depois de ter colocado as fotografias no forum Cogumelos de Portugal que foi sugerido por especialistas que mais provavelmente se trata da espécie Sarcoscypha austriaca, uma espécie relativamente rara que surge sobretudo associada a amiais, como é o caso de Ribeira da Foz. No entanto, somente análise microscópica dos espóros pode determinar com rigor a espécie. 

O registo foi já colocado no Biodiversity4All para dar a conhecer a quem se interessar por ele, tal como a sua localização.

17 de junho de 2011

Ribeira da Foz

Hoje, numa visita à Ribeira da Foz, em companhia com o Carlos Pacheco e Sandra Mesquita, descobrímos um lagarto-de-água (Lacerta schreiberii). Este lagarto não estava referido para a quadrícula em causa (ND56), portanto estamos perante a descoberta de uma presença desconhecida desta espécie, que é bastante rara a sul do Tejo, com populações de pequena dimensão nas Serras de São Mamede e Monchique.
O lagarto-de-água encontrava-se num leito secundário da ribeira, com águas paradas, numa área de floresta aluvial composta por amieiros e lodão-bastardos.

No mesmo sítio, encontrava-se um lagostim-de-água-doce (Astacus astacus), espécie exótica originária do sul de Estados Unidos da América, cujo comportamento invasor é conhecido.

Um pouco mais acima, demos conta da presença de um jovem carvalho-alvarinho (Quercus robur), espécie bastante rara a sul do Tejo.


A Ribeira da Foz continua a surpreender. Durante a visita, o canto da estrelinha-de-poupa foi constante e ouviu-se crias de uma águia-calçada, indicando a sua nidificação nas árvores de grande porte que constituem a galeria ripícola da ribeira.