O montado é por muitos considerado sinónimo de sustentabilidade. As imagens são conhecidas, mesmo para quem nunca saiu de Lisboa. Vejam, um exemplo de um montado de azinho a sul de Monforte:
Está lá tudo, o coberto arbóreo esparso, a vegetação herbácea já seca, as vistas, a beleza cénica. Sim senhor, rico montado.
Acontece que, do outro lado do caminho florestal que se vê do lado direito da foto, há um eucaliptal nosso. Não é grande coisa, admito, mas tem dado o seu rendimento de dez em dez anos (não convém cortar mais tarde nesta zona), já por quatro vezes, com uma regularidade surpreendente.
Curiosamente, a azinheira tem convivido bem com os nossos eucaliptos. Os exemplares adultos dispersos têm se aguentado muito bem e têm assistido a uma regeneração natural bastante abundante em seu redor. As fotos seguintes mostram-no bem:
Se abstrairmo-nos um pouco da romântica e dos preconceitos e perguntamo-nos onde é que é mais provável encontrarmos azinheiras daqui a, vá lá, 50 anos, qual será a resposta?
Eu não sei qual a vossa opinião, mas a minha aposta vai para o atual eucaliptal, onde verificamos uma regeneração abundante, ao contrário do montado na primeira foto. Para mim, daqui a 50 anos, o montado terá passado para uma pastagem estepária com, se calhar, umas poucas azinheiras envelhecidas que aguentaram os anos, sem qualquer recrutamento em seu redor, enquanto o povoamento de eucalipto terá evoluído para um povoamento misto de eucalipto com azinheiras de todas as classes de idade. Qual sustentabilidade do montado ...
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15 de julho de 2012
A insustentável leveza de ser ... montado
5 de julho de 2012
Recuperação de Montados de Sobro e Galerias Ripícolas
No âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), a Altri Florestal promoveu várias acções em propriedades próprias, nomeadamente de Ordenamento e Recuperação de Povoamentos (Montados de sobro) e de Promoção do Valor Ambiental dos Espaços Florestais (Manutenção e Recuperação de Galerias Ripícolas).
Nalgumas áreas de sobro que arderam em 2003, foram efectuadas podas de formação nas árvores de futuro para garantir um fuste direito e o aproveitamento da regeneração natural. Realizaram-se também podas sanitárias para eliminação de focos de contaminação, procedendo-se à remoção e queima dos sobrantes com o objectivo de diminuir o risco de incêndio e a propagação de pragas e doenças.
| Regeneração natural de sobreiro |
| Controlo de vegetação espontânea com grade de discos |
| Controlo mecânico de vegetação espontânea com corta matos |
| Controlo motomanual de vegetação espontânea |
| Beneficiação de caminho florestal |
| Montado de sobro após acções de recuperação |
As Acções de Promoção do Valor Ambiental dos Espaços Florestais tiveram como objectivo melhorar as galerias ripícolas em três propriedades próprias que arderam em 2003. Após o incêndio foram eliminadas algumas áreas de eucalipto e procedeu-se à reposição da galeria através do aproveitamento da regeneração de freixos e salgueiros. Nas áreas de intervenção sem regeneração natural, foram eliminadas as espécies exóticas e invasoras do habitat, e procedeu-se à plantação de espécies ripícolas privilegiadas na região em conformidade com o PROF do Ribatejo.
| Freixo jovem |
| Plantação de espécies ripícolas |
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