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6 de novembro de 2014

Águia-cobreira salva no Galisteu

Imagem obtida na newsletter do ICNF-Centro
Foi com agrado que tomámos conhecimento do artigo no newsletter do ICNF-Centro, no qual se relata o salvamento de uma água-cobreira, encontrada na nossa propriedade Galisteu.

Segue o texto integral do artigo:

No passado mês de julho fomos informados pelos responsáveis da Herdade do Monte do Galisteu – Grupo Altri Florestal, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional, da existência de uma águia que havia caído do ninho. Nesse mesmo dia o ICNF deslocou-se ao local onde identificou a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), e procedeu à sua entrega num centro de recuperação, o CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais, pertença do núcleo regional de Castelo Branco da Quercus. Após um cuidado exame à ave, verificou-se que tinha apenas uma pequena ferida na asa esquerda, resultante do embate no solo.

Após algumas semanas de recuperação, sobretudo para recuperar a maturação suficiente e com o contributo de todos, mas principalmente com a colaboração dos responsáveis da Herdade do Monte do Galisteu, conseguimos salvar uma Águia-cobreira.

Resta-nos agradecer às pessoas do ICNF e do CERAS a dedicação e empenho na recuperação desta ave, tão característica das serras e montes de Portugal.

27 de outubro de 2014

Um dia no Tejo Internacional

Na semana passada, realizámos uma vista à nossa propriedade Galisteu, inserido no Parque Natural do Tejo Internacional.

A visita teve como objetivo monitorizar as áreas da propriedade classificadas como Alto Valor de Conservação, com base na presença de ecossistemas e habitats com relevante interesse para a conservação da biodiversidade local e regional.

O dia estava magnífico, com uma temperatura acima do esperado para esta altura do ano e condições de luminosidade que permitiram a utilização das nossas modestas máquinas fotográficas.

Quando se chega ao Galisteu a primeira reação do visitante habitual é olhar para o horizonte e para cima em busca das aves mais emblemáticas presentes no território do Tejo Internacional.

E, no dia de ontem fomos brindados com a presença de três aves de rapina que entusiasmam um fotógrafo de fim-de-semana (estou a falar da minha pessoa). Deixo-vos alguns dos melhores momentos destas magníficas aves, que amavelmente nos cederam estas imagens.

Águia-Imperial (Aquila adalberti)


Abutre-Preto (Aegypius monachus)

Grifo (Gyps fulvus)

13 de junho de 2013

Errare humanum est

Telefonou-me o Carlos Pacheco. Para pedir desculpas, tinha-se enganado. Afinal, o casal de rapinas que ocupou a plataforma artificial no Galisteu,como descrito neste post, não são águias de Bonelli, mas ... águas-reais!

As duas crias da águia-real no ninho artificial
Disse ao Carlos que, com erros assim, eu podia bem. Não é com menor satisfação que tomamos conhecimento de um casal da maior e mais emblemática rapina de Portugal, a impressionante águia-real.

Não deixa de ser curiosa a escolha deste casal, sendo invulgar a utilização de eucaliptos por parte da águia-real. Entretanto, recebi mais informação sobre a presença das duas espécies no Galisteu do Carlos:
Aproveito para esclarecer um pouco mais a história dos casais de Bonelli e real no Galisteu: entre pelo menos 1990 (ano em que conheci o casal) e 2006 havia 1 território de Bonelli que se reproduzia regularmente num ninho em escarpa, dentro do Galisteu (na foz da ribeira do Marmelal). Nesse mesmo período havia também um casal de águia-real, que tinha ninhos na zona este do Galisteu e na ribeira da Aurela, em Espanha, onde se reproduz na actualidade. Voltando às Bonelli do Marmelal, entretanto, em 2007, desapareceu a fêmea deste casal e o macho andou por lá pelo menos mais 2 anos, aparentemente sozinho, e não voltou a haver tentativas de reprodução que tenha detectado desde então. Em 2010 instalou-se neste território um casal novo de águias-reais, ambas ind.sub-adultos, que ocuparam 1 dos 2 ninhos construídos pelo casal de Bonelli. Este ninho caiu a meio da época de reprodução do ano passado, com a perda dos ovos ou de crias muito pequenas (tenho a certeza que o casal estava a incubar ou com crias muito pequenas poucos dias antes de ter caído). Este ano, no final do Inverno, o casal de reais voltou a ser observado junto da foz do Marmelal pelo que depreendi que tivessem voltado ao local antigo, sem no entanto verificar a ocupação do antigo local do ninho. Entretanto verifiquei que na escarpa onde estava o ninho que caiu tudo continuava igual, pelo que seguramente foi este casal que ocupou o ninho artificial.
Também no início do ano recebi do pessoal da Quercus algumas observações de águias de Bonelli adultas a caçar na zona do Monte Barata, pelo que achei altamente provável que pudessem ser estas as ocupantes do ninho artificial.
Ainda em 2010, encontrei um ninho novo com um casal de águias de Bonelli, com um macho adulto e uma fêmea sub-adulta um pouco a jusante do Galisteu, já nas escarpas da Fraldona. Assumi que este fosse o antigo casal do Marmelal, cujo território havia sido usurpado pelas reais. No entanto este casal apenas utilizou este ninho um ano e não voltou a ser localizado desde então. Assim concluo que naquela zona existem 2 casais de águia-real (o antigo da Aurela e o mais recente da foz do Marmelal) e um casal de águia de Bonelli (que deverá corresponder ao antigo da foz do Marmelal), cujo ninho é desconhecido na actualidade. Nas escarpas do rio tenho quase a certeza absoluta que não está, pelo que deverá ter mudado para uma árvore e continua por lá à espera de ser descoberto...

Vamos ver se com este casal de reais, se a nossa esperança de ter um casal de águia-imperial na outra plataforma, não sai prejudicada, sendo as duas espécies muito competitivas entre elas. O futuro dirá...

Mais novidades quando as houver.

27 de maio de 2013

Águia de Bonelli ocupa plataforma para nidificar

 
Panorama da mancha deixada em pé
Galisteu tem um novo inquilino! É um casal de águia de Bonelli, que ocupou está primavera a plataforma artificial colocada num eucalipto em janeiro de 2012, como se pode ler aqui.

Após a descoberta, esta primavera, de um ninho de abutre-preto, embora sem sucesso reprodutor, numa propriedade nossa na região, é a segunda grande notícia do ano relacionada com espécies ameaçadas.

Foi com enorme satisfação que recebemos a notícia da ocupação da plataforma do biólogo Carlos Pacheco. Pela sua rápida ocupação (logo na segunda época de nidificação após colocação) verifica-se o excelente trabalho do Carlos. Com base na sua experiência e grande conhecimento da ecologia da espécie, soube escolher a mancha e a árvore certas.

No centro da foto vê-se (mal) o ninho
Esta espécie nidificou no passado no Galisteu, mas nos últimos anos não tem sido registado como nidificante na propriedade. É caso para dizer: bem-vindo de regresso!

Temos duas crias no ninho, já com um mês de idade. Seguramente vamos acompanhar o processo de nidificação e esperemos poder observar no verão os primeiros voos de aprendizagem das crias pelos céus do Galisteu.

Close-up do ninho
Para quem quer saber um pouco mais sobre esta impressionante ave de rapina, recomendo consultar a sua página no site Aves de Portugal.

No ano anterior, foi colocada uma outra plataforma, mas afastada do rio, num pinheiro de grande porte. Temos esperança que será igualmente ocupada por uma rapina de grande porte, contribuindo desta forma para o papel importante que a propriedade tem para os valores do Parque Natural do Tejo Internacional, que já conta com a maior colónia de grifos do Parque, tal como a nidificação de outras espécies classificadas como ameaçadas em Portugal (ver Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal), como a cegonha-preta, o chasco-ruivo e o noitibó-de-nuca-vermelha. Também e de referir a presença do cágado-de-carapaça-estriada, réptil classificado como Em Perigo.

31 de outubro de 2012

Recaptura britango anilhado no Galisteu


Foto relatório interno Carlos Pacheco
 Na nossa propriedade Galisteu no PN do Tejo Internacional cria um casal de britango. O casal, como outras espécies ameaçadas, é seguido pelo biólogo Carlos Pacheco, que colabora com a Altri Florestal na identificação das espécies ameaçadas que ocorrem no nosso património, entre outros trabalhos.

Há umas semanas recebi um e-mail do Carlos, com a notícia de uma recaptura de um britango anilhado como cria no Galisteu este ano:

Bom dia,

Segue em anexo a folha de controlo de um abutre do Egipto que marquei este ano no Galisteu. Infelizmente foi encontrado morto no sul de Espanha e a causa de morte é, por enquanto, desconhecida. Vou tentar averiguar e obter mais informação junto da pesosa que o encontrou.
Recentemente encontrei uma anilha de cor, partida, junto a um ninho de águia imperial, de outro abutre do Egipto marcada no Galisteu, no mesmo ninho, em 2008. Pelos indicíos recolhidos e tendo em conta que o local é regularmente por mim visitado para recolher os restos e regurgitações das águias imperiais, este indivíduo encontra-se vivo, mas terá perdido a anilha de cor. Certamente foi à base do ninho procurar restos de presas deixados pelas águias e provavelmente estará a nidificar (ou a pensar nisso, dado que apenas têm 4 anos e els começama criar aos 4-5 anos) no Tejo Internacional.

Abraço

Carlos


Para mais informações, vejam a folha de controlo desta recaptura:

https://www.dropbox.com/s/jha6rdfpxp6eo5a/Recaptura%20cegonha%20preta%202012.pdf

Esperemos que as outras crias anilhadas no Galisteu tenham mais sorte e chegar à idade reprodutora.


27 de janeiro de 2012

Plataforma para rapinas

Esta semana foi colocada a segunda plataforma para rapinas na nossa propriedade Galisteu, no Parque Natural do Tejo Internacional.


O trabalho de colocação foi realizado pelo Carlos Pacheco e Rui Caratão.

A árvore escolhida insere-se numa mancha que irá ser excluída do corte do restante povoamento, formando um bosque dedicado à possibilidade de um local de reprodução de uma rapina de maior porte, mais provavelmente uma águia de Bonelli (mas pode haver surpresas maiores!).



A mancha encontra-se a meio de uma encosta virada a norte, garantido condições de longevidade das árvores devido à maior humidade do sítio e excelentes condições de entrada e saida das aves em voo.

A colocação da plataforma só pode ser feita por pessoas qualificadas, como é o caso do Carlos Pacheco, com ampla experiência neste tipo de trabalhos. Eis uma imagem da subida do Carlos à copa da árvore.


Chegado ao topo da árvore, o Carlos inicia a colocação da estrutura metálica que irá suportar o ninho artificial.



Depois da estrutura segue o enchimento dela com ramos e folhas.


O resultado final é um convite a uma águia de Bonelli para ocupar um T0 com vista para o Tejo Internacional! Seria de estranhar se não houvesse uma para aproveitar do convite e ocupar o ninho.


Estaremos nós para esperar pela boa notícia da sua ocupação. E que, seguramente, será divulgada aqui.

22 de junho de 2011

Visão Noturna

A Bíologa Joana Cruz, no âmbito do seu programa de doutoramento, instalou na propriedade do Galisteu, algumas câmaras noturnas para visualização e contagem de mamíferos que utilizam o habitat eucaliptal. A câmara foi montada junto de uma pequena charca, recém construída, em pleno eucaliptal. Curiosamente, e ao contrário do que se podia esperar, foi registada uma séria de mamíferos carníveros, como fuinha, gineta, sacarrabos, raposa, javali e texugo. Destes últimos dois colocámos aqui dois vídeos curtos e engraçados.