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23 de dezembro de 2014

ciclo da vida ou o cogumelo vencedor


Foi com esta fotografia que a nossa colega Maria João Loureiro venceu o primeiro concurso fotográfico da Altri Florestal.

Para além de ser muito bonita, a foto acaba por representar o ciclo da vida: a folha caída de eucalipto, já seca, e após ter contribuído para o crescimento da sua árvore-mãe, dá origem a novas formas de vida, neste caso a uns cogumelos minúsculos mas de uma elegância perfeita com seu pé preto de alfinete e o chapéu delicado a balançar sobre ele. Até há um ar um pouco vaidoso neles...

Parabéns Maria João e boas festas para todos.

Henk Feith 

27 de outubro de 2014

Um dia no Tejo Internacional

Na semana passada, realizámos uma vista à nossa propriedade Galisteu, inserido no Parque Natural do Tejo Internacional.

A visita teve como objetivo monitorizar as áreas da propriedade classificadas como Alto Valor de Conservação, com base na presença de ecossistemas e habitats com relevante interesse para a conservação da biodiversidade local e regional.

O dia estava magnífico, com uma temperatura acima do esperado para esta altura do ano e condições de luminosidade que permitiram a utilização das nossas modestas máquinas fotográficas.

Quando se chega ao Galisteu a primeira reação do visitante habitual é olhar para o horizonte e para cima em busca das aves mais emblemáticas presentes no território do Tejo Internacional.

E, no dia de ontem fomos brindados com a presença de três aves de rapina que entusiasmam um fotógrafo de fim-de-semana (estou a falar da minha pessoa). Deixo-vos alguns dos melhores momentos destas magníficas aves, que amavelmente nos cederam estas imagens.

Águia-Imperial (Aquila adalberti)


Abutre-Preto (Aegypius monachus)

Grifo (Gyps fulvus)

17 de julho de 2014

Instacork: instantes sobre tiragem de cortiça


A Altri Florestal tem sob sua gestão cerca de 3440 hectares de sobreiro. A maior parte desta área é formada por montados de sobro, tendo como um dos seus objetivos a produção de cortiça, que se encontra no âmbito dos nossos certificados de gestão florestal (FSC® e PEFC), tal como a madeira de eucalipto. O presente ano é particularmente intenso em tiragens de cortiça, o que tem provocado um maior foco de atenção nos montados, não apenas dos colegas da Direção de Produção, cujo carinho e dedicação por estas áreas é permanente, mas também de outros colaboradores temporários ou até menos prováveis.

Seguem alguns instantes, em fotografias e testemunhos na primeira pessoa.

Pormenores da cortiça extraída
 
«Tive oportunidade de acompanhar esta atividade numa manhã. O descortiçamento em si é feito por tiradores com elevada experiência, de modo a não se danificarem as árvores. Não menos importante é o trabalho das “ajuntadeiras” que, como o nome indica, juntam a cortiça em montes para posteriormente serem carregadas para o trator. A cortiça é rechegada para um carregadouro, onde é preparada e arrumada, para daí ser transportada para a indústria. Tudo parece simples nesta cadeia de trabalhos, mas na verdade tudo é fruto de vários anos de evolução de um trabalho ancestral, muito português.»
 Rita Santos (mestranda ISA)

 
 Momentos do descortiçamento de um sobreiro


«Considero que o trabalho de campo é muito importante para a minha atividade profissional, pois permite-me sentir aquilo que passa virtualmente pelas minhas mãos! Tive recentemente oportunidade de percorrer caminhos, montes e vales de algumas propriedades e ver ao vivo as diferentes ocupações, que habitualmente observo em gabinete, com recurso à fotografia aérea. O destino foi Casal dos Arcos, onde estava a ser feito o descortiçamento, uma atividade que eu desconhecia. Nada como ver “in loco” este trabalho minucioso, mas duro fisicamente, para se dar o devido valor a todos os objetos de cortiça que nos passam pelas mãos no nosso dia-a-dia. Fantástico!»
 Julieta Sousa (operadora SIG da Altri Florestal)

 O "pai de todos" do Casal do Arcos, segundo José Marcos da Fonseca

20 de novembro de 2012

A rã do Palmeiro

Logo à entrada da nossa propriedade Palmeiro, em pleno Parque Natural de São Mamede, o colega Pedro Serafim chamava à atenção que nos encontrávamos num pequeno reduto isolado de habitat da rã-ibérica. Por sorte, não foi muito difícil encontrar a dita rã nas áreas encharcadas, nas margens da ribeira que corria com algum vigor. Saltou para cima de uma folha, posou alguns momentos para a foto abaixo, mergulhou e nunca mais ninguém a viu...

A rã-ibérica da propriedade Palmeiro
A rã-ibérica (Rana iberica), como o próprio nome sugere, é um endemismo na Península Ibérica. A sua coloração é usualmente acastanhada, embora com tons muito variados. É facilmente identificada por uma mancha mais escura atrás e abaixo dos olhos (de difícil visibilidade nesta fotografia). Raramente ultrapassa os 5,5 cm de comprimento. O espécime encontrado teria entre 2,5 a 3 cm.

13 de novembro de 2012

Imagens do nosso Reino Fungi

Depois da minha primeira experiência a fotografar cogumelos de uma forma sistemática, concluí que é muito mais difícil do que parecia. É verdade que eles não fogem, mas exigem que estejamos o mais perto possível do local onde eles se encontram, ou seja, na maior parte dos casos, do chão! Penso que o único truque para captar a sua essência é mesmo colocar os joelhos, os cotovelos ou mesmo o peito na terra. Assim, com o nosso passeio micológico do último sábado, ganhei alguns conhecimentos, uma valente dor de costas, um conjunto de roupa suja e as seguintes fotos selecionadas de entre cerca de 160:

a)

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f)

g)

h)

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j)

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m)

Como estive mais preocupado com as fotografias do que com os apontamentos, optei por não arriscar em nenhuma legenda. Assim, sintam-se à vontade para enviarem as vossas classificações. De qualquer forma, sei que uma colega, muito mais experiente neste reino do que eu, irá em breve escrever um post bastante mais científico do que este, acerca da nossa aprendizagem micológica na propriedade Vale da Lama.