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4 de abril de 2013

Avaliação de Impactes Ambientais e Sociais

Uma das atividades que decorre previamente a uma obra de exploração florestal é a avaliação dos impactes ambientais e sociais da atividade nos valores naturais presentes e nas comunidades adjacentes.

Em Lamego, uma propriedade gerida pela Altri Florestal consegue conciliar, eu diria, o melhor dos dois mundos, isto é, produtividades na produção de rolaria de eucalipto (Eucalyptus nitens) bastante acima da média e a presença de valores naturais únicos.


Rio Balsemão

A avaliação de impactes da exploração florestal foi realizada com o envolvimento do fornecedor de serviços (corte e rechega) e do responsável da AF pelo acompanhamento da obra.
Com esta medida pretende-se salvaguardar as duas galerias ripícolas (Rio Balsemão e ribeira afluente), onde ocorrem o maior número de espécies e habitats.
Durante a avaliação, os aspetos sociais também foram abordados, e foi decidido uma alternativa de saída da madeira que evita a passagem junto de habitações e de passagens estreitas com muros e sebes.

15 de fevereiro de 2013

Charcas para Anfíbios


Charca principal - vista sul

A ideia surgiu naturalmente, foi a própria natureza que nos levou a isso. Com os trabalhos de reflorestação da propriedade Vale Mouro, e com os cuidados na proteção das linhas de água, tivemos a preocupação de preservar uma zona húmida, onde se acumulava uma massa de água suficiente para se poderem desenvolver anfíbios.


Charca principal - vista norte

A partir daí, foi fácil. Tendo o apoio do manual de "Construção e conservação de pontos de água para anfíbios" da autoria da bióloga Joana Cruz, em colaboração com o CIBIO, tivemos o cuidado de não danificar a zona envolvente da charca. Foram criados um conjunto de charcas de diferentes tamanhos, formas e profundidades, para assim, com esta diversidade de habitats, se poder dar condições de desenvolvimento de diferentes espécies tornando mais rica a biodiversidade que o local poderá comportar.


Charca pequena
 Além da charca principal, com profundidades variadas, temos outras charcas mais pequenas e de menor profundidade, que irão aquecer mais com a radiação solar, permitindo o desenvolvimento dos girinos.
Estas charcas temporárias terão tendência a desaparecer na época estival, mas são responsáveis por uma parte da diversidade de anfíbios, insectos e plantas, tendo a charca principal como salvaguarda das espécies que aí se desenvolverem.

Vegetação das margens (1)
Tivemos o cuidado de criar margens "suaves", para no período mais chuvoso, aumentar a área menos profunda da charca, favorecendo o desenvolvimento da vegetação marginal, servindo de abrigo para a fauna, e a criação de lameiros sem arborização.

Vegetação das margens (2)
As margens envolventes têm freixos, plátanos, salgueiros, um pequeno bosquete de eucaliptos mais velhos (potencial local de nidificação) e um conjunto de arbustos que são abrigos importantes para a fauna, diminuem a temperatura da água e a evaporação.


Charca e bosquete
A Região florestal Oeste, achou este desafio muito interessante, e incentivou-nos a criar mais duas charcas nesta propriedade, neste caso de menores dimensões.

Vegetação das margens (3)
O passo seguinte será a monitorização destas áreas, o seu registo na cartografia da propriedade, e com uma manutenção cuidada sem perturbar o habitat que se vier a desenvolver, evitando a sua degradação, complementando-se com a plantação de algumas árvores e arbustos, de espécies já existentes na região, com a preocupação de demarcar bem a zona da charca, evitando-se assim a passagem de viaturas e maquinaria.

21 de março de 2012

Narcisos

A primavera anuncia-se nas florestas da Altri Florestal.
Numa pesquisa direccionada à flora no SIC de Carregal do Sal, a equipa da Mãe D'Água encontrou uma pequena pérola da nossa flora nacional (endemismo português), o Narcissus scaberulus. Esta planta está geralmente associada a solos pobres e rochosos de origem granítica. Pode ocorrer também em prados e em clareiras de giestais.



Na propriedade em questão a população desta espécie era bastante relevante. Este tipo de "descobertas" relevam a importância da monitorização dos valores naturais como uma ferramenta útil na  gestão florestal. Neste caso em particular a recomendação de gestão é não perturbar estas clareiras, que estão associadas aos afloramentos graníticos, zonas que já tinham sido excluídas da florestação.

Para mais detalhes (fotográficos) sobre esta espécie recomendo o site Flora-On da Sociedade Portuguesa de Botânica.

Um bom dia da árvore e das florestas para todos.