17 de novembro de 2014

Menos Papel = Mais Verde. Será mesmo verdade?


Somos diariamente confrontados com campanhas publicitárias que nos dizem que substituir papel por digital é uma ajuda para o ambiente.

Acontece que estas campanhas são normalmente motivadas por objetivos de redução de custos e não de melhoria ambiental. Não há nada contra objetivos de redução de custos, bem pelo contrário, mas quando estes objetivos são escondidos atrás de supostos objetivos ambientais, então estamos perante greenwashing.

Mais grave se torna quando a própria afirmação é de veracidade duvidosa, como inúmero estudos indicam: as alternativas ao papel, produto de um recurso renovável, as chamadas ICT (Information and Communication Tecnologies) têm pegadas ambientais muito significativas e são baseadas em indústrias de exploração de recursos não renováveis.

A organização TwoSides, promovida pela indústria Norte-americana de pasta e papel, publicou alguns factsheets sobre o assunto, que merecem uma leitura:

http://www.twosidesna.org/includes/files/upload/files/TwoSidesFacts_GenericLCA_F%282%29.pdf

http://www.twosidesna.org/includes/files/upload/files/TwoSidesFacts_BestPractices_F%282%29.pdf

É sabido que o tema é terra fértil para discussões. Mas fica aqui o desafio para olhar para além do slogan.

6 de novembro de 2014

Águia-cobreira salva no Galisteu

Imagem obtida na newsletter do ICNF-Centro
Foi com agrado que tomámos conhecimento do artigo no newsletter do ICNF-Centro, no qual se relata o salvamento de uma água-cobreira, encontrada na nossa propriedade Galisteu.

Segue o texto integral do artigo:

No passado mês de julho fomos informados pelos responsáveis da Herdade do Monte do Galisteu – Grupo Altri Florestal, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional, da existência de uma águia que havia caído do ninho. Nesse mesmo dia o ICNF deslocou-se ao local onde identificou a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), e procedeu à sua entrega num centro de recuperação, o CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais, pertença do núcleo regional de Castelo Branco da Quercus. Após um cuidado exame à ave, verificou-se que tinha apenas uma pequena ferida na asa esquerda, resultante do embate no solo.

Após algumas semanas de recuperação, sobretudo para recuperar a maturação suficiente e com o contributo de todos, mas principalmente com a colaboração dos responsáveis da Herdade do Monte do Galisteu, conseguimos salvar uma Águia-cobreira.

Resta-nos agradecer às pessoas do ICNF e do CERAS a dedicação e empenho na recuperação desta ave, tão característica das serras e montes de Portugal.

3 de novembro de 2014

O grande sorriso do Casal Novo

Para quem não sabe, geocaching é uma atividade ao ar livre na qual se utiliza um recetor GPS para se encontrar um “tesouro” ou geocache, que consiste normalmente numa pequena caixa fechada, de tamanho variável, contendo um livro de registos e por vezes alguns objetos. Um código de honra entre os praticantes define que, após encontrada, a geocache deve ser recolocada no mesmo local. Esta atividade têm-se tornado muito popular como passatempo ou desporto, principalmente após a vulgarização do GPS nos telemóveis. São surpreendentes as milhares de geocaches atualmente escondidas em Portugal.

"Eu uso satélites de vários milhões de dólares para encontrar tupperwares na floresta. Qual é o seu passatempo?"

Recentemente em conversa com uma colega da Caima, assumida apaixonada por geocaching, descobri que algo de surpreendente se anda a passar numa propriedade sob nossa gestão. Quando me apresentava um mapa com um dos maiores desafios de geocaching da zona, rapidamente reparei que se situava na propriedade Casal Novo, em Vila Nova da Barquinha. Tratam-se de 25 geocaches tradicionais e 2 geocaches enigma dispostas de forma a desenharem um enorme smile. Os criadores do projeto apresentam uma lista das geocaches e várias instruções e recomendações para quem pretenda enfrentar este desafio, que deve ser feito a pé.

O grande smile de geocaches do Casal Novo

O multiuso dos espaços florestais é um tema recorrente no nosso dia-a-dia, mas nunca deixamos de nos surpreender até onde este conceito pode chegar.