9 de outubro de 2013

Caranguejo-peludo-chinês na Ribeira da Foz

Caranguejo-peludo-chinês (imagem obtida aqui)
Pois foi uma surpresa, quando numa visita recente à Ribeira da Foz encontrámos um exemplar do caranguejo-peludo-chinês (Eriocheir sinensis). Tratou-se de uma fêmea e já estava morta quando foi encontrada.

A espécie em causa, promptamente identificada pelos nossos colegas do ICNF com base em fotografias enviadas, é exótica, como indica o nome, e ocorre de forma esporádica na bacia do Tejo. Conforme DL 565/99, é classificada como invasora na bacia do Tejo.

De acordo com esta página da Wikipédia, o caranguejo-peludo-chinês passa a maior parte da sua vida em água doce, mas deve regressar ao mar para procriar. Durante o quarto ou quinto ano de vida, no final do verão, migra rio abaixo e atinge maturidade sexual nas zonas tidais dos estuários. Depois de procriar, as fêmeas continuam a migrar em direção do mar, onde invernam em águas mais profundas. Elas regressam às águas salobras na primavera seguinte para a postura dos ovos. Depois do seu desenvolvimento como larvas, os caranguejos juvenis migram gradualmente rio acima até à água doce, completando desta forma o ciclo de vida.

Assim sendo, estão identificadas duas espécies de invertabrados invasoras na Ribeira da Foz, com o já conhecido lagostim-vermelho-da-louisiana (Procarambus clarkii).

Resta-me só agradecer aos colegas do ICNF a identificação da espécie.

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