18 de junho de 2013

A distribuição do eucalipto globulus

A distribuição do eucalipto globulus

 
A distribuição natural

O eucalipto globulus é uma das 700 espécies de eucalipto, originário da Austrália, foi introduzido em Portugal há quase 200 anos.
O Eucalyptus globulus forma um complexo de espécies, com 4 populações, descritas por quatro subspécies (ssp): E. globulus Labill ssp. globulus; E. globulus Labill ssp. bicostata; E. globulus Labill ssp. pseudoglobulus; E. globulus Labill ssp. maidenii.
Estas quatro subspécies são diferenciadas pelos frutos (cápsulas): o globulus tem uma cápsula por umbela; o bicostata e pseudoglobulus têm 3, mas  as do pseudoglobulus são mais pequenos, e o maidenii tem até 7 frutos por umbela e são pequenos. O E. globulus, ssp globulus ocorre na Tasmania e Victoria, na latitude 38º30´a 43º30´S  e altitude  de 600m.

                        

 
Plantações de eucalipto globulus no mundo

A estimativa de plantações de E. globulus, era, em 2009, de 2,3 milhões de ha, cerca de 11% do total de plantações de eucalipto no mundo. Os países com maior área plantada de E. globulus são Portugal, Espanha, Chile, Austrália e Uruguai.


Iglesias-Trabado, G & Wilstermann, D (2008) Eucalyptus universalis. Global cultivated eucalypt forests map 2008. Version 1.0.1. In GIT Forestry Consulting's EUCALYPTOLOGICS. www.git-forestry.com

13 de junho de 2013

Errare humanum est

Telefonou-me o Carlos Pacheco. Para pedir desculpas, tinha-se enganado. Afinal, o casal de rapinas que ocupou a plataforma artificial no Galisteu,como descrito neste post, não são águias de Bonelli, mas ... águas-reais!

As duas crias da águia-real no ninho artificial
Disse ao Carlos que, com erros assim, eu podia bem. Não é com menor satisfação que tomamos conhecimento de um casal da maior e mais emblemática rapina de Portugal, a impressionante águia-real.

Não deixa de ser curiosa a escolha deste casal, sendo invulgar a utilização de eucaliptos por parte da águia-real. Entretanto, recebi mais informação sobre a presença das duas espécies no Galisteu do Carlos:
Aproveito para esclarecer um pouco mais a história dos casais de Bonelli e real no Galisteu: entre pelo menos 1990 (ano em que conheci o casal) e 2006 havia 1 território de Bonelli que se reproduzia regularmente num ninho em escarpa, dentro do Galisteu (na foz da ribeira do Marmelal). Nesse mesmo período havia também um casal de águia-real, que tinha ninhos na zona este do Galisteu e na ribeira da Aurela, em Espanha, onde se reproduz na actualidade. Voltando às Bonelli do Marmelal, entretanto, em 2007, desapareceu a fêmea deste casal e o macho andou por lá pelo menos mais 2 anos, aparentemente sozinho, e não voltou a haver tentativas de reprodução que tenha detectado desde então. Em 2010 instalou-se neste território um casal novo de águias-reais, ambas ind.sub-adultos, que ocuparam 1 dos 2 ninhos construídos pelo casal de Bonelli. Este ninho caiu a meio da época de reprodução do ano passado, com a perda dos ovos ou de crias muito pequenas (tenho a certeza que o casal estava a incubar ou com crias muito pequenas poucos dias antes de ter caído). Este ano, no final do Inverno, o casal de reais voltou a ser observado junto da foz do Marmelal pelo que depreendi que tivessem voltado ao local antigo, sem no entanto verificar a ocupação do antigo local do ninho. Entretanto verifiquei que na escarpa onde estava o ninho que caiu tudo continuava igual, pelo que seguramente foi este casal que ocupou o ninho artificial.
Também no início do ano recebi do pessoal da Quercus algumas observações de águias de Bonelli adultas a caçar na zona do Monte Barata, pelo que achei altamente provável que pudessem ser estas as ocupantes do ninho artificial.
Ainda em 2010, encontrei um ninho novo com um casal de águias de Bonelli, com um macho adulto e uma fêmea sub-adulta um pouco a jusante do Galisteu, já nas escarpas da Fraldona. Assumi que este fosse o antigo casal do Marmelal, cujo território havia sido usurpado pelas reais. No entanto este casal apenas utilizou este ninho um ano e não voltou a ser localizado desde então. Assim concluo que naquela zona existem 2 casais de águia-real (o antigo da Aurela e o mais recente da foz do Marmelal) e um casal de águia de Bonelli (que deverá corresponder ao antigo da foz do Marmelal), cujo ninho é desconhecido na actualidade. Nas escarpas do rio tenho quase a certeza absoluta que não está, pelo que deverá ter mudado para uma árvore e continua por lá à espera de ser descoberto...

Vamos ver se com este casal de reais, se a nossa esperança de ter um casal de águia-imperial na outra plataforma, não sai prejudicada, sendo as duas espécies muito competitivas entre elas. O futuro dirá...

Mais novidades quando as houver.

4 de junho de 2013

Visita a plantações recentes de eucalipto no Médio Tejo



Eng.º Borges junto a uma plantação de 3 anos do clone AC58 - Nova Austrália 
A Direção de Produção teve esta semana o privilégio de receber o Eng.º Borges de Oliveira, administrador do grupo Altri, para uma visita a várias plantações recentes na região florestal Médio Tejo.

O objetivo era mostrar os resultados dos investimentos em florestações realizados desde 2010, com especial atenção para o empenho produtivo dos diferentes materiais genéticos utilizados nelas.

A visita decorreu num ambiente descontraído e tempo agradável, permitindo informar o Eng.º Borges sobre as particularidades dos trabalhos realizados, como as opções na preparação do terreno e a escolha do material genético em cada um dos projetos.

Eng.ª Clara Araújo explica a escolha do material genético - Nova Austrália

Ensaio de proveniências genéticas - Coelheira

Na propriedade Coelheira visitámos o ensaio de proveniências, onde estão foram plantadas grande parte dos principais materiais genéticos produzidos pela Altri Florestal. O ensaio permite comparar a fenologia e empenho desses materiais, informação essencial no momento da escolha para projetos concretos.

Dr. Ferreira Matos junto a uma plantação de 2 anos do cruzamento controlado VR1014 - 593, Trabanda


Casal Ventoso - AC58 - 3 anos. Que orgulho!


YG15 - 2 anos - Arripiado

A visita terminou na propriedade Arripiado, onde há um plano de reflorestação em curso há vários anos e onde foi possível observar o empenho dos diferentes materiais em diferentes condições de crescimento.

No fim, o Eng.º Borges nos desafiou de organizar futuras visitas florestais com regularidade sobre os mais diversos temas relacionados com a gestão florestal, desafio esse que aceitamos com agrado e satisfação.