9 de fevereiro de 2013

E tudo o vento levou

Povoamento de 6 anos com árvores tombadas em Rio Maior
Bom, tudo também não. Mas que a tempestade de 19 janeiro deixou um rasto de árvores caídas, não há dúvida. A combinação de um solo encharcado em consequência das chuvas abundantes dos últimos meses com rajadas de ventos superiores a 150 km/hora, criou condições para o tombamento de muitas árvores.

Tempestades desta intensidade ocorrem com alguma regularidade; o que marcou a de janeiro foi a sua extensão, tendo atingido com intensidade praticamente toda a zona costeira de Portugal a Norte de Lisboa, provocando estragos significativos até dezenas de quilómetros da costa. São calamidades naturais comparáveis com incêndios florestais ou geadas negras e fazem parte da realidade em que trabalhamos.

Nas nossas plantações, os danos mais significativos verificaram-se nos povoamentos em primeira rotação, com idades entre 2 e 6 anos. Estas árvores têm uma copa bastante grande em relação ao sistema radicular, e as raizes, com pouca aderência no solo encharcado, não conseguem aguentar a árvore de pé, originando a sua inclinação ou mesmo tombamento.

Povoamento de 2 anos com árvores inclinadas em Vila Nova de Barquinha
Nos povoamentos em talhadia, os estragos são limitados a algumas árvores caídas, devido ao sistema radicular mais desenvolvido da árvore. Normalmente não se verifica dano significativo neles.

Em breve iremos iniciar as intervenções nos povoamentos atingidos. Os povoamentos com árvores com volume comercial, e quando a percentagem de árvores caídas é elevada, são cortados por completos, iniciando a segunda rotação. Nos povoamentos jovens, as árvores mais pequenas são postas de pé, as restantes são cortadas para promover a rebentação das toiças e um novo ciclo de crescimento das árvores.

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