19 de janeiro de 2013

Fajarda - visita a plantações recentes

Como é sabido, a Altri Florestal aposta nas reflorestações para aumentar a sua capacidade produtiva. Estamos numa fase em que muitas plantações iniciais, realizadas nos anos 80 e 90, chegaram ao fim do seu ciclo produtivo e a sua reflorestação é uma oportunidade, não só para introduzir novo material genético, como promover melhorias no ordenamento florestal e a criação ou recuperação de áreas de conservação de valores de natureza e biodiversidade.

A propriedade Fajarda, no concelho de Coruche, já descrito neste post, enquadra-se na perfeição nesta estratégia. Visitámos as plantações realizadas desde 2011.

Em 2011 e 2012 foram plantadas diversas proveniências genéticas, de origem seminal e clonal. Um dos primeiros aspetos que salta à vista é que as plantas de origem seminal têm um crescimento inicial mais rápido que as plantas clonais. Por vezes de forma espantosa, como se pode ver na foto em baixo:

Plantação com 2 anos de idade
No projeto as zonas de proteção às linhas de água foram excluídas da reflorestação, deixando as toiças nelas intatas. Neste momento, o desenvolvimento em altura da nova plantação já se aproxima da rebentação das toiças ao lado:

plantação (esq.) vs. talhadia (dir.)
Os eucaliptos reagem de forma muito marcada a pequenas variações nas condições de crescimento. Na foto em baixo vê-se uma pequena mancha com um solo muito arenoso, sem capacidade de retenção de água no verão, resultando na morte das árvores plantadas. 20 metros afastados deste local, as condições são melhores, permitindo um crescimento vigoroso das árvores.
plantação com 2anos de idade
Entre as medidas de promoção dos valores de conservação e biodiversidade está a criação de uma charca temporária, localizada numa pequena baixa, excluída da área a plantar. Esta área estava ocupada por eucaliptos no povoamento original, mas devido ao regular encharcamento, as árvores tinham um desenvolvimento muito fraco. Estas intervenções são exemplos de reconversão, em que a perda de produção é muito reduzida, compensado por ganhos significativos em valores de conservação e biodiversidade.
As abundantes chuvas deste outono e inverno entretanto já encheram o local com água. Estas pequenas charcas, que secam no verão, são importante para muitas espécies de animais, entre as quais se destacam os anfíbios.
Charca temporária criada na reflorestação




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