24 de dezembro de 2013

A Floresta a rock n' rollar... Feliz Natal

The Trees by Rush


 
There is unrest in the forest,
There is trouble with the trees,
For the maples want more sunlight
And the oaks ignore their pleas.

The trouble with the maples,
(And they're quite convinced they're right)
They say the oaks are just too lofty
And they grab up all the light.
But the oaks can't help their feelings
If they like the way they're made.
And they wonder why the maples
Can't be happy in their shade.

There is trouble in the forest,
And the creatures all have fled,
As the maples scream "Oppression!"
And the oaks just shake their heads

So the maples formed a union
And demanded equal rights.
"The oaks are just too greedy;
We will make them give us light."
Now there's no more oak oppression,
For they passed a noble law,
And the trees are all kept equal
By hatchet, axe, and saw.

22 de dezembro de 2013

Something for hope

Regeneração natural de carvalho-alvarinho e sobreiro - Tondela
Something for hope
 
At the present rate it must come to pass
And that right soon, that the meadowsweet
And steeple bush, not good to eat,
Will have crowded out the edible grass.
 
Then all there is to do is wait
For maple, birch, and spruce to push
Through meadowsweet and steeple bush
And crowd them out at a similar rate.
 
No plow among these rocks would pay.
So busy yourself with other things
While the trees put on their wooden rings
And with long-sleeved branches hold their sway.
 
Then cut down the trees when lumber grown,
And there’s your pristine earth all freed
From lovely blooming but wasteful weed
And ready again for the grass to own.
 
A cycle we’ll say of a hundred years.
Thus foresight does it and laissez-faire,
A virtue in which we all may share
Unless a government interferes.
 
Patience and looking away ahead,
And leaving some things to take their course.
Hope may not nourish a cow or horse,
But spes alit agricolam ‘tis said.
 
ROBERT FROST (1874-1963)

11 de dezembro de 2013

12 de novembro de 2013

Solo bom solo mau - Notas do Campo II

anterior pastagem do lado esquerdo, anterior eucaliptal ao lado direito
Num reflorestação recente em Benavente, reparámos num fenómeno interessante. A reflorestação incidiu sobre uma área onde existia um eucaliptal muito antigo, provavelmente plantado nos anos 70 e já com vários cortes realizados. No entanto, para além deste eucaliptal antigo, o projeto de reflorestação também incluiu uma pequena parcela de pastagem, já abandonada há algum tempo.

Depois da preparação de terreno, plantação e fertilização, igual em toda a área, observou-se um desenvolvimento das plantas muito diferente nas duas parcelas: enquanto na área anteriormente ocupada pelo eucaliptal as plantas se desenvolveram com normalidade, na anterior pastagem o desenvolvimento foi muito inferior, como se pode ver nas fotografias.

zona de pastegem à frente, área do antigo eucaliptal no fundo
É sabido que o sistema radicular de eucaliptos tem uma dinámica muito elevada, em que as raizes finas e muito finas crescem e morrem de forma contínua. O solo beneficia deste processo, uma vez que estas raizes finas mortas aumentam o teor de máteria orgânica e dão estrutura ao solo. Também a deposição de folhas e ramos no solo, ao longo de várias décadas, terá dado um contributo à qualidade do solo atravês da sua decomposição e mineralização. A pastagem agora arborizada não só não beneficiou destes processos, como terá sofrido um enpobrecimento do solo devido à constante exportação de matéria orgânica e nutrientes.

A comparação das duas parcelas nos leva a concluir que o eucaliptal anterior, após décadas de cultura, deixou um solo bastante melhor que a cultura arvense de pastagem.

8 de novembro de 2013

Parabéns Terraprima

É com enorme satisfação que recebemos a notícia de que o projeto Pastagens Semeadas Biodiversas, do qual a Altri Florestal participa com uma pequena pastagem, venceu o prémio europeu da Comissão Europeia - "The World You Like Challenge".

Pastagem biodiversa da Altri Florestal em Vendas Novas
Os nossos parabéns para a equipa da Terraprima que, com inovação e perseverança, alcançou este importante contributo nacional para a perceção dos europeus de que os valores de biodiversidade podem e devem caminhar lado a lado com a produção agrícola e florestal.


  

30 de outubro de 2013

Gestão do fogo e do território


Lá estaremos nós (para vizualizar melhor, clique no cartaz).

Para mais informações, veja aqui.

22 de outubro de 2013

Alhos com bugalhos

Reflorestação de eucalipto no Ribatejo: habitat preferencial de chasco-ruivo
O número de estudos científicos Ibéricos sobre a ecologia de plantações de eucalipto é notoriamente baixo. A razão desta escassez parece ser mais sentimental que científico: não são muitos os biólogos que escolham um habitat considerado pobre em biodiversidade como objeto de estudo. Não há mal nisso, mas impede um apuramento mais objetivo e isento dessa biodiversidade.

No entanto, de vez em quando surgem publicações, como é o caso desta na revista de renome Forest Ecology and Management, na edição de outubro: Effectiveness of eucalypt plantations as a surrogate habitat for birds. No artigo são comparados vários habitats florestais galegos, com o objetivo de avaliar sua importância para a diversidade avifaunísticas na perspetiva de uma paisagem fragmentada, onde estes habitats se alternam.

Até aqui nada de anormal. As plantações de eucalipto têm de facto diversidades avifaunísticas relativamente baixas quando comparado com habitats naturais; já não será assim com outros habitats com plantações de espécies de produção lenhosa. Falo por experiência própria em estudos como Atlas das Aves Nidificantes, Censo das Aves Comuns e outros em que realizei trabalho de campo, opinião que qualquer observador de aves pode confirmar.

Porém, o que me surpreendeu no artigo foi a escolha dos habitats: plantações de eucalipto (três classes de idade: jovem, idade de corte e envelhecido), carvalhal adulto, pinhal adulto e matos. Se o objetivo é comparar a importância da espécie arbórea na diversidade avifaunística de habitats florestais, porquê introduzir uma variação na comparação, que é a idade, logo a estrutura dos dois habitats considerados naturais? Porquê comparar plantações de eucalipto (ecologicamente sempre jovens) como povoamentos sobremaduros de pinheiro bravo e adultos de carvalho? Porquê não comparar plantações de eucalipto com plantações de pinheiro e carvalho com a mesma estrutura e/ou desenvolvimento?

Como era de esperar, a conclusão do estudo foi que os eucaliptais estudados têm muito menos diversidade avifaunística que pinhais e carvalhais adultos. Mas então, como podemos concluir que essas diferenças são consequência da espécie e não da estrutura da vegetação? Qual seria a conclusão quando se tivesse comparado uma plantação de um eucaliptal com uma plantação de pinheiro ou mesmo um carvalhal com uma estrutura semelhante?

No meu entender, o estudo devia ter comparado habitats de espécies diferentes mas com estruturas semelhantes, uma vez que a estrutura tem uma importância primordial para a biodiversidade em geral, incluindo a diversidade avifaunística. Comparar um carvalhal adulto ou pinhal sobre-maduro (idade > 60 anos) com uma plantação de eucalipto de 10 ou 20 anos é comparar alhos com bugalhos.

No entanto, o que interessa sobretudo na ecologia das plantações de eucalipto, não é o que as plantações não têm, mas sim o que têm. Do pouco que se sabe sobre a ecologia dos eucaliptais (por ser muito mal estudada), eles constituem habitats de nidificação para várias espécies de aves classificadas como ameaçadas, como por exemplo aves de rapina como águia-real, águia de Bonelli, açor, águia-calçada, mas também as duas espécies de noitibó, chasco-ruivo, alcaravão etc.

O que interessa estudar é a importância da dinâmica dos eucaliptais, com a sua elevada frequência de cortes, oferecendo às diferentes espécies diferentes estados de desenvolvimento do habitat. Uma espécie que depende de um certo estado de desenvolvimento, encontrará sempre algures esse estado num espaço geográfico relativamente reduzido. Por exemplo, essa dinâmica cria uma elevada extensão de ecótonos, nomeadamente em áreas de minifúndio, zonas de elevada importância para muitas espécies.

O que interessa também conhecer é qual o papel das plantações de eucalipto para espécies ameaçadas:
  • chasco-ruivo (Oenanthe hispanica) nidifica regularmente em plantações recentes (até 2 anos de idade) de eucalipto (ver foto acima). Em regiões onde as reflorestações de eucalipto são abundantes, este habitat está permanentemente disponível, embora em parcelas temporalmente distribuídas. Esta dinâmica e sua importância para a espécie em causa nunca foi estudada (que eu saiba).
  • As duas espécies de noitibó (noitibó de Europa Caprimulgus europaeus e noitibó-de-nuca-vermelha Caprimulgus ruficollis), nidificam no solo em formações florestais. A sua utilização de plantações de eucalipto é conhecida, e para tal recorrem sobretudo a eucaliptais com solo nu ou vegetação esparsa, resultado dos tratamentos silvícolas de controlo de matos, evitando subbosque densos e altos.
  • Em áreas altamente humanizadas, a ave-de-rapina açor (Accipiter gentilis), espécie florestal por excelência, recorre frequentemente a eucaliptais de produção para nidificar,como já foi relatado neste e neste post). E este ano, até um casal de águia-real (Aquila chryseatus) ocupou uma plataforma colocada num eucaliptal no Parque Natural do Tejo Internacional, como se pode ler aqui.

O estudo parece querer concluir o óbvio: "The poor avifauna in eucalypt plantations suggests their limited value as a habitat for birds of either native forests or shrublands, in contrast to pine plantations, which showed their potential to favor connectivity among native forest patches.", no entanto não comparou formações comparáveis, invalidando essas mesmas conclusões. Também não foi capaz de identificar espécies ameaçadas relativamente abundantes na Galiza que utilizam eucaliptais para nidificar (açor, noitibó de Europa), negando aos eucaliptais um valor relevante em termos de avifauna.
Outra conclusão, "A more intensive management with understory removal, a common practice in plantations controlled by the forestry industry, would negatively affect bird diversity in eucalypt plantations.)" parece ignorar a especificidade ecológica de algumas espécies florestais. A manutenção de um subbosque denso e alto beneficiaria sobretudo espécies generalistas, em detrimento das espécies referidas acima.

Por vezes, não é importante o número de espécies que ocorrem num habitat, mas sim qual é a importância desse habitat para espécies ameaçadas ou relevantes em termos da biodiversidade.

9 de outubro de 2013

Caranguejo-peludo-chinês na Ribeira da Foz

Caranguejo-peludo-chinês (imagem obtida aqui)
Pois foi uma surpresa, quando numa visita recente à Ribeira da Foz encontrámos um exemplar do caranguejo-peludo-chinês (Eriocheir sinensis). Tratou-se de uma fêmea e já estava morta quando foi encontrada.

A espécie em causa, promptamente identificada pelos nossos colegas do ICNF com base em fotografias enviadas, é exótica, como indica o nome, e ocorre de forma esporádica na bacia do Tejo. Conforme DL 565/99, é classificada como invasora na bacia do Tejo.

De acordo com esta página da Wikipédia, o caranguejo-peludo-chinês passa a maior parte da sua vida em água doce, mas deve regressar ao mar para procriar. Durante o quarto ou quinto ano de vida, no final do verão, migra rio abaixo e atinge maturidade sexual nas zonas tidais dos estuários. Depois de procriar, as fêmeas continuam a migrar em direção do mar, onde invernam em águas mais profundas. Elas regressam às águas salobras na primavera seguinte para a postura dos ovos. Depois do seu desenvolvimento como larvas, os caranguejos juvenis migram gradualmente rio acima até à água doce, completando desta forma o ciclo de vida.

Assim sendo, estão identificadas duas espécies de invertabrados invasoras na Ribeira da Foz, com o já conhecido lagostim-vermelho-da-louisiana (Procarambus clarkii).

Resta-me só agradecer aos colegas do ICNF a identificação da espécie.

30 de setembro de 2013

"Bom filho a casa torna"


O nosso colega Aníbal Almeida voltou ao trabalho.
 
Depois de um grande susto, pois o coração nem sempre avisa, e quando avisa nem sempre lhe damos a devida atenção, e após uma estadia no Hospital Pulido Valente para recuperar, veio renovado, pois a vista que tinha do quarto assim o ajudou (estádio de Alvalade).



Começou o trabalho esta sexta feira, com menos cerca de 6 quilos, cheio de "pedalada" para terminar os respetivos orçamentos.

Bem-vindo, e um abraço dos colega.


30 de julho de 2013

Estagiário sem Fronteiras

No âmbito do programa brasileiro de intercâmbio e mobilidade internacional, denominado Ciência sem Fronteiras fomentado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), parti do Rio Grande do  Sul - Brasil e fixei residência em Portugal, em setembro de 2012, realizando atividades acadêmicas na Universidade de Évora, no curso de Engenharia Florestal - Sistemas Mediterrânicos.  Em um período de dois semestres, diferentes realidades, principalmente culturais, surgiram, o que não impediu que novas visões e aprendizados fossem obtidos, contribuindo e complementando o desenvolvimento pessoal e acadêmico. Com o interesse de conhecer mais de perto a realidade de empresas do setor florestal, a Altri Florestal oportunizou a realização de estágio curricular em seus domínios.
 
Auditoria Interna de Segurança
As atividades desenvolvidas tiveram como base o acompanhamento dos processos de produção florestal, auditorias e dossiê de segurança florestal, atividades envolvendo corte e rechega de madeira, avaliação das condições das estradas florestais primárias e secundárias, visitas a locais em que efetuou-se criação de charcos, visando aumento da fauna e flora, assim como zonas onde os problemas de erosão foram controlados, bem como as medidas adotadas para recuperar os locais afetados. Além das atividades citadas, monitorizações e avaliações, como identificação da avifauna e pesca elétrica para identificação das espécies e populações de peixes, permitiram perceber a preocupação e respeito constante da Altri Florestal com os elementos da biodiversidade.
 
Área de Alto Valor de Conservação
Participações em reuniões, auditorias e revisão das normas certificadoras permitiram dar um enfoque especial nos processos de Certificação Florestal,  uma realidade imprescindível para o manejo florestal adequado, promovendo uma gestão responsável, o que de fato contribui para a sociedade em geral. Tenho convicção que este período de estágio é de elevada importância para a capacitação, aprendizado e formação profissional, sendo assim, desde já agradeço pelo apoio e oportunidade de conviver e aprender com os profissionais da Altri Florestal.
 
Douglas Edson Carvalho 
 
 

23 de julho de 2013

Formação em Exploração Florestal

A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) está a promover a realização de ações de formação modulares certificadas em vários temas, nomeadamente nos equipamentos e técnicas relacionados com a exploração florestal.

 
A Altri Florestal considera estas ações bastante relevantes, porque permitem a qualificação de um conjunto alargado de operadores florestais, garantindo que as mesmas qualificações obtidas estarão de acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações.
 
Divulgamos aqui esta excelente iniciativa, incentivando as empresas florestais que colaboram connosco a participar nestas ações de formação, por forma, a capacitar os seus colaboradores com as melhores técnicas e procedimentos de segurança no trabalho florestal.  
 
Para mais informações devem aceder ao site da ANEFA

3 de julho de 2013

Os peixes como indicadores de gestão florestal

A Altri Florestal em colaboração com o Instituto Superior de Agronomia, iniciou um projeto de avaliação das populações de peixes nas ribeiras mais próximas e adjacentes às áreas sob gestão da empresa. Esta avaliação pretende estabelecer a relação entre o habitat ripícola, a gestão florestal nas imediações e as espécies de peixes e suas populações aí presentes.

O projeto apoia-se na aplicação da técnica de pesca elétrica. Esta técnica de amostragem piscícola é bastante eficiente e praticamente inofensiva para os peixes. Baseia-se na criação de um campo elétrico na massa de água que provoca nos peixes um efeito de relaxamento muscular permitindo a sua captura com um simples camaroeiro.

O trabalho iniciou-se nas ribeiras a sul do tejo e os resultados são bastante animadores, nomeadamente, pela presença abundante de espécies nativas e pelas elevadas densidades obtidas nas amostras já realizadas.

Ribeira de Alferreira - Troço amostrado
Ribeira da Foz - Troço amostrado

Técnica de Pesca Elétrica

Barbo
Escalo
Boga de boca arqueada
 

18 de junho de 2013

A distribuição do eucalipto globulus

A distribuição do eucalipto globulus

 
A distribuição natural

O eucalipto globulus é uma das 700 espécies de eucalipto, originário da Austrália, foi introduzido em Portugal há quase 200 anos.
O Eucalyptus globulus forma um complexo de espécies, com 4 populações, descritas por quatro subspécies (ssp): E. globulus Labill ssp. globulus; E. globulus Labill ssp. bicostata; E. globulus Labill ssp. pseudoglobulus; E. globulus Labill ssp. maidenii.
Estas quatro subspécies são diferenciadas pelos frutos (cápsulas): o globulus tem uma cápsula por umbela; o bicostata e pseudoglobulus têm 3, mas  as do pseudoglobulus são mais pequenos, e o maidenii tem até 7 frutos por umbela e são pequenos. O E. globulus, ssp globulus ocorre na Tasmania e Victoria, na latitude 38º30´a 43º30´S  e altitude  de 600m.

                        

 
Plantações de eucalipto globulus no mundo

A estimativa de plantações de E. globulus, era, em 2009, de 2,3 milhões de ha, cerca de 11% do total de plantações de eucalipto no mundo. Os países com maior área plantada de E. globulus são Portugal, Espanha, Chile, Austrália e Uruguai.


Iglesias-Trabado, G & Wilstermann, D (2008) Eucalyptus universalis. Global cultivated eucalypt forests map 2008. Version 1.0.1. In GIT Forestry Consulting's EUCALYPTOLOGICS. www.git-forestry.com

13 de junho de 2013

Errare humanum est

Telefonou-me o Carlos Pacheco. Para pedir desculpas, tinha-se enganado. Afinal, o casal de rapinas que ocupou a plataforma artificial no Galisteu,como descrito neste post, não são águias de Bonelli, mas ... águas-reais!

As duas crias da águia-real no ninho artificial
Disse ao Carlos que, com erros assim, eu podia bem. Não é com menor satisfação que tomamos conhecimento de um casal da maior e mais emblemática rapina de Portugal, a impressionante águia-real.

Não deixa de ser curiosa a escolha deste casal, sendo invulgar a utilização de eucaliptos por parte da águia-real. Entretanto, recebi mais informação sobre a presença das duas espécies no Galisteu do Carlos:
Aproveito para esclarecer um pouco mais a história dos casais de Bonelli e real no Galisteu: entre pelo menos 1990 (ano em que conheci o casal) e 2006 havia 1 território de Bonelli que se reproduzia regularmente num ninho em escarpa, dentro do Galisteu (na foz da ribeira do Marmelal). Nesse mesmo período havia também um casal de águia-real, que tinha ninhos na zona este do Galisteu e na ribeira da Aurela, em Espanha, onde se reproduz na actualidade. Voltando às Bonelli do Marmelal, entretanto, em 2007, desapareceu a fêmea deste casal e o macho andou por lá pelo menos mais 2 anos, aparentemente sozinho, e não voltou a haver tentativas de reprodução que tenha detectado desde então. Em 2010 instalou-se neste território um casal novo de águias-reais, ambas ind.sub-adultos, que ocuparam 1 dos 2 ninhos construídos pelo casal de Bonelli. Este ninho caiu a meio da época de reprodução do ano passado, com a perda dos ovos ou de crias muito pequenas (tenho a certeza que o casal estava a incubar ou com crias muito pequenas poucos dias antes de ter caído). Este ano, no final do Inverno, o casal de reais voltou a ser observado junto da foz do Marmelal pelo que depreendi que tivessem voltado ao local antigo, sem no entanto verificar a ocupação do antigo local do ninho. Entretanto verifiquei que na escarpa onde estava o ninho que caiu tudo continuava igual, pelo que seguramente foi este casal que ocupou o ninho artificial.
Também no início do ano recebi do pessoal da Quercus algumas observações de águias de Bonelli adultas a caçar na zona do Monte Barata, pelo que achei altamente provável que pudessem ser estas as ocupantes do ninho artificial.
Ainda em 2010, encontrei um ninho novo com um casal de águias de Bonelli, com um macho adulto e uma fêmea sub-adulta um pouco a jusante do Galisteu, já nas escarpas da Fraldona. Assumi que este fosse o antigo casal do Marmelal, cujo território havia sido usurpado pelas reais. No entanto este casal apenas utilizou este ninho um ano e não voltou a ser localizado desde então. Assim concluo que naquela zona existem 2 casais de águia-real (o antigo da Aurela e o mais recente da foz do Marmelal) e um casal de águia de Bonelli (que deverá corresponder ao antigo da foz do Marmelal), cujo ninho é desconhecido na actualidade. Nas escarpas do rio tenho quase a certeza absoluta que não está, pelo que deverá ter mudado para uma árvore e continua por lá à espera de ser descoberto...

Vamos ver se com este casal de reais, se a nossa esperança de ter um casal de águia-imperial na outra plataforma, não sai prejudicada, sendo as duas espécies muito competitivas entre elas. O futuro dirá...

Mais novidades quando as houver.

4 de junho de 2013

Visita a plantações recentes de eucalipto no Médio Tejo



Eng.º Borges junto a uma plantação de 3 anos do clone AC58 - Nova Austrália 
A Direção de Produção teve esta semana o privilégio de receber o Eng.º Borges de Oliveira, administrador do grupo Altri, para uma visita a várias plantações recentes na região florestal Médio Tejo.

O objetivo era mostrar os resultados dos investimentos em florestações realizados desde 2010, com especial atenção para o empenho produtivo dos diferentes materiais genéticos utilizados nelas.

A visita decorreu num ambiente descontraído e tempo agradável, permitindo informar o Eng.º Borges sobre as particularidades dos trabalhos realizados, como as opções na preparação do terreno e a escolha do material genético em cada um dos projetos.

Eng.ª Clara Araújo explica a escolha do material genético - Nova Austrália

Ensaio de proveniências genéticas - Coelheira

Na propriedade Coelheira visitámos o ensaio de proveniências, onde estão foram plantadas grande parte dos principais materiais genéticos produzidos pela Altri Florestal. O ensaio permite comparar a fenologia e empenho desses materiais, informação essencial no momento da escolha para projetos concretos.

Dr. Ferreira Matos junto a uma plantação de 2 anos do cruzamento controlado VR1014 - 593, Trabanda


Casal Ventoso - AC58 - 3 anos. Que orgulho!


YG15 - 2 anos - Arripiado

A visita terminou na propriedade Arripiado, onde há um plano de reflorestação em curso há vários anos e onde foi possível observar o empenho dos diferentes materiais em diferentes condições de crescimento.

No fim, o Eng.º Borges nos desafiou de organizar futuras visitas florestais com regularidade sobre os mais diversos temas relacionados com a gestão florestal, desafio esse que aceitamos com agrado e satisfação.

27 de maio de 2013

Águia de Bonelli ocupa plataforma para nidificar

 
Panorama da mancha deixada em pé
Galisteu tem um novo inquilino! É um casal de águia de Bonelli, que ocupou está primavera a plataforma artificial colocada num eucalipto em janeiro de 2012, como se pode ler aqui.

Após a descoberta, esta primavera, de um ninho de abutre-preto, embora sem sucesso reprodutor, numa propriedade nossa na região, é a segunda grande notícia do ano relacionada com espécies ameaçadas.

Foi com enorme satisfação que recebemos a notícia da ocupação da plataforma do biólogo Carlos Pacheco. Pela sua rápida ocupação (logo na segunda época de nidificação após colocação) verifica-se o excelente trabalho do Carlos. Com base na sua experiência e grande conhecimento da ecologia da espécie, soube escolher a mancha e a árvore certas.

No centro da foto vê-se (mal) o ninho
Esta espécie nidificou no passado no Galisteu, mas nos últimos anos não tem sido registado como nidificante na propriedade. É caso para dizer: bem-vindo de regresso!

Temos duas crias no ninho, já com um mês de idade. Seguramente vamos acompanhar o processo de nidificação e esperemos poder observar no verão os primeiros voos de aprendizagem das crias pelos céus do Galisteu.

Close-up do ninho
Para quem quer saber um pouco mais sobre esta impressionante ave de rapina, recomendo consultar a sua página no site Aves de Portugal.

No ano anterior, foi colocada uma outra plataforma, mas afastada do rio, num pinheiro de grande porte. Temos esperança que será igualmente ocupada por uma rapina de grande porte, contribuindo desta forma para o papel importante que a propriedade tem para os valores do Parque Natural do Tejo Internacional, que já conta com a maior colónia de grifos do Parque, tal como a nidificação de outras espécies classificadas como ameaçadas em Portugal (ver Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal), como a cegonha-preta, o chasco-ruivo e o noitibó-de-nuca-vermelha. Também e de referir a presença do cágado-de-carapaça-estriada, réptil classificado como Em Perigo.

21 de maio de 2013

Atividade Pé na Terra - Charcos com Vida

A Altri Florestal vai realizar uma atividade de monitorização da biodiversidade na propriedade Vale Mouro, na Azambuja, no próximo sábado, dia 25 de Maio. A atividade consiste na construção de um novo charco numa zona da propriedade e a monitorização de um charco já construído anteriormente (ver aqui).


O objetivo é dar a conhecer a riqueza deste tipo de ecossistemas e o papel relevante dos charcos para um conjunto alargado de espécies de anfíbios, repteis, invertebrados e mamíferos.
 
Esta atividade insere-se no âmbito da participação da Altri Florestal no evento Pé n'a Terra organizado pelo portal Biodiversity4All . Todos os levantamentos de flora e fauna serão efetuados com o apoio das fichas de campo desenvolvidas pela equipa do Bio4All.

Ainda há algumas vagas disponíveis para a atividade. Os interessados podem inscrever-se. Para tal, basta enviar um e-mail para pserafim@altri.pt

14 de maio de 2013

Blogue Altri Florestal - 100 posts!

Imagem da autoria do criativo Luís Ferreira
Este é o centésimo post do nosso blogue. É com bastante satisfação, algum esforço e muito divertimento que chegámos aqui. É um momento para olhar para frente, de procurar novos tópicos, de envolver mais colegas, de comunicar mais e melhor, de ser mais informativo, por vezes mais atrevido e mais inovador.

Vamos começar o caminho para os 200.

7 de maio de 2013

Participação na ExpoFlorestal

 
Stand da Altri
Mais uma vez a Altri associou-se à maior feira do sector em Portugal.
A nossa participação prolongou-se pelos três dias da exposição com a organização e participação no seminário sobre os novos regulamentos nos mercados da madeira (dia 4 de maio) e, com a presença de um conjunto alargado de colaboradores no nosso stand, situado no principal pavilhão de expositores.

A presença massiva de visitantes permite confirmar que o setor florestal se encontra claramente em contraciclo com a realidade económica nacional. E é com agrado que verificámos que a maioria das abordagens e questões se relacionavam com a vontade de investir, com a segurança na afirmação de que, a floresta é um investimento seguro.
  
Imagem retirada daqui

Da nossa parte demos o nosso melhor para esclarecermos as dúvidas sobre a melhores plantas, as melhores técnicas e sobre as formas mais eficientes de produção florestal respeitando os valores de biodiversidade.


Parabéns à organização pelo maior e melhor evento florestal em Portugal.

1 de maio de 2013

...mas pelo menos têm um cheiro "lindo"!

«Adoro Portugal. Já estive no sul, como a maior parte dos turistas, várias vezes. E gosto daquela zona um pouco antes da costa, um pouco para o interior quando tudo fica muito verde. Eu e a Linda passámos lá bons tempos. Costumávamos passear a pé, mais nas aldeias pequenas. Passei lá bons momentos, é um sítio muito simpático. Gosto das pessoas e é um pouco menos turístico do que Espanha. Em certos aspetos é mais simpático. Agora, os espanhóis vão ficar zangados comigo… Mas é um sítio ótimo. Lembro-me de viajar de carro, do sul para Lisboa e de sentir o cheiro dos eucaliptos, lindo! É um sítio ótimo!»

Paul McCartney in

23 de abril de 2013

Novamente o açor a nidificar num eucaliptal



Exemplo de um ninho de açor num eucaliptal (foto de Nuno Mota)
Em fevereiro de 2012, foi descoberto um ninho de açor num eucaliptal, como foi relatado neste post.

O casal reproduziu com sucesso, apesar de ter mudado de ninho durante o mês de março, construindo um novo a poucas dezenas de metros do anterior, no mesmo eucaliptal. Este facto reforçou a opinião de que a espécie é muito flexível no processo de reprodução e escolha o local conforme as condições específicas. Inesperadamente, "deslocou" o ninho do interior do povoamento para junto da sua orla, onde curiosamente decorria um corte num eucaliptal vizinho. Aparentemente não se incomodou muito com os trabalhos lá em curso.

Esta experiência juntou-se a várias outras que revelam que rapinas florestais como o açor são menos exigentes no que diz respeito ao local de nidificação, ao contrário por exemplo das grandes águas (real, imperial e Bonelli). É sabido que alternam com frequência entre os ninhos disponíveis no seu território, às vezes porque são simplesmente corridos deles por outras espécies de rapinas.

Este ano o ninho voltou a ser ocupado e estamos esperançados que o casal tenha novamente sucesso reprodutivo. O povoamento faz parte do plano de cortes deste ano, e o planeamento temporal do corte foi adaptado de forma a não coincidir com o período de nidificação. Somente quando as crias são totalmente autónomas e independentes do ninho, avançaremos com o corte.

Não posso deixar de dedicar uma palavra de agradecimento ao Jorge Vicente, o voluntário que dedica muito do seu tempo à prospeção das florestas da região Oeste e que tem revelado a presença deste e outros ninhos que de outra forma seriam desconhecidos para nós. A Altri tem a sorte de poder colaborar com vários voluntários em diferentes regiões do país, que, através do seu esforço, nos permitem gerir melhor as nossas florestas.

18 de abril de 2013

Nova praga do eucalipto em Portugal

Foi detetada recentemente em Portugal a presença de um novo inseto causador de danos no eucaliptal. Trata-se de um agente sugador originário da Austrália cujo nome comum é percevejo bronzeado do eucalipto (Thaumastocoris peregrinus).
Thaumastocoris peregrinus: ovos, ninfas e adultos

Este fitófago suga o conteúdo celular das folhas e reduz a capacidade fotossintética da planta levando à seca e à queda das folhas. O seu nome provém da cor "bronze" que deixa nas folhas. Em casos de densidades populacionais elevadas, em espécies de eucaliptos susceptíveis à praga, os danos causados podem resultar na morte das árvores.

T. peregrinus em folhas de eucalipto

Desfolhas em Eucalyptus urograndis
O percevejo bronzeado do eucalipto está presente em vários países da América do Sul (Argentina, Chile, Brasil e Uruguai) e na África do Sul. Na Europa o percevejo bronzeado foi detetado em Itália em 2011, causando danos severos. Em Portugal foi encontrado pontualmente na região de Lisboa, no arboreto de espécies do Instituto Superior de Agronomia (ISA) e em eucaliptos do Jardim Zoológico. Em algumas árvores pertencentes ao arboreto os danos já se revelaram significativos.

Esta praga é atualmente considerada a mais danosa para os povoamentos de eucalipto, principalmente para as espécies E. camaldulensis, E. nicholli, E. scoparia, E. tereticornis, E. viminalis, E. nitens e E. benthamii. No entanto tem-se constatado que o percevejo bronzeado é muito polífago e que ameaça também os povoamentos de Eucalyptus globulus, que é a espécie mais comum em Portugal. 

No Brasil e no Uruguai já foram iniciados os primeiros passos na via de controlo biológico, com largadas do inimigo natural Clercoides noackae (Hymenoptera: Mymaridae) ver artigo. Outros meios de controlo utilizados em alguns países onde este inseto é uma ameaça têm sido a aplicação aérea e injeção no tronco de inseticidas e bioinsecticidas.


É importante acompanhar a evolução das densidades populacionais em Portugal e avançar com medidas mitigadoras o quanto antes. Dado que a instalação desta nova espécie em Portugal ainda está numa fase inicial e que as suas populações se restringem a uma pequena área, será importante concentrar esforços, reunindo as entidades oficiais e privadas para combater os focos de Thaumastocoris peregrinus atualmente existentes.

Agradecemos que qualquer indício de presença do percevejo bronzeado do eucalipto nos seja reportado para o endereço de email areis@altri.pt.


(Fotografias gentilmente cedidas por Carlos F. Wilcken)





13 de abril de 2013

Produzir é preciso - editorial newsletter Floresta Altri


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Portugal  atravessa um período de grande recessão económica e encontra-se no meio de uma crise que ultrapassa a dimensão do nosso país. As notícias socio-económicas falam-nos de falências, desemprego e quebras bruscas no poder de compra dos cidadãos.

Se há consenso, é sobre a necessidade imperiosa de aumentar a produtividade da economia Portuguesa, de re-equilibrar a balança comercial com o exterior e de criar valor a partir de recursos naturais endógenos ao nosso dispor.

A fileira de pasta e papel encaixa na perfeição nesta necessidade. Temos em Portugal espaços florestais abundantes para produzir a matéria prima para a indústria, temos produtores florestais disponíveis para investir na produção e proteção florestal, temos centros de investigação capacitados para encontrar soluções para os desafios que a floresta nos coloca, temos unidades fabris das mais competitivas do mundo e temos um produto de excelência, procurado pelos lideres mundiais dos sectores de papel de escrita e “tissue”.

A fileira Portuguesa de pasta e papel tem margem para crescer, para produzir e vender mais, para aumentar a sua criação de riqueza. No entanto, é do lado da oferta da matéria prima da indústria que encontramos o principal entrave ao crescimento da fileira. É urgente olhar para a produção florestal nacional e para as formas de a aumentar.

O dados do VI Inventário Florestal Nacional revelam um crescimento modesto da área de eucalipto em Portugal.  No entanto, a sua produtividade é bastante inferior à que potencialmente poderia ocorrer. O eucaliptal Português encontra-se envelhecido, mal ordenado e subaproveitado. As densidades são baixas e por consequência as produtividades também.

As reflorestações são não só urgentes como possíveis. As pragas e doenças obrigam a explorar novos materiais genéticos que começam a estar disponíveis. Temos os agentes da fileira disponíveis para investir ou para apoiar quem quer investir. Portugal tem condições para produzir muito mais e pode reduzir em muito a necessidade da indústria de complementar a oferta nacional de madeira com madeira importada.

A renovação do eucaliptal Português merece ser um desígnio nacional. É uma oportunidade de modernizar os sistemas florestais, de adequá-los às exigências do futuro, não só em termos de produtividade mas também em termos de sustentabilidade social e ambiental, com fomento de emprego e de promoção da biodiversidade, permitindo a sua valorização através da certificação florestal. Apesar da área certificada ter vindo a aumentar, o seu crescimento está muito aquém do desejável, pelo que deve ser uma aposta de todos os agentes. Há dificuldades crescentes de colocação da pasta não certificada o que pode perigar a competitividade da nossa fileira

O licenciamento das florestações conta atualmente com o envolvimento de diversas entidades públicas, em vez de estar nas mãos da única autoridade nacional vocacionada para o efeito, o ICNF. O proprietário florestal que procura cumprir a legislação em vigor, sujeita-se a um processo demorado e incompreensivelmente complexo. Este processo constitui um obstáculo considerável ao investimento e à renovação e modernização do eucaliptal Português e necessita urgentemente de ser simplificado.

A produtividade do eucaliptal não se resolve só com a sua renovação. É fundamental unir esforços no controlo das ameaças como os fogos florestais e atualmente a principal praga, o gorgulho do eucalipto. Mas também a realização das medidas silvícolas como fertilizações, controlo de infestantes e seleção de varas são fundamentais para aumentar a produção e rentabilidade. Se juntarmos a esses esforços um crescimento responsável da área de eucalipto em Portugal, a nossa indústria de pasta e papel pode continuar a contribuir para a riqueza e crescimento económico durante largas décadas.

A fileira de pasta e papel pode e deve desempenhar um papel essencial na recuperação da economia e do bem-estar das empresas e famílias Portuguesas.

9 de abril de 2013

Habitats de Portugal - vamos cartografá-los


A Altri tem vindo a apoiar a iniciativa Biodiversity4All desde o seu início. Apoiou com dados recolhidos no seu património, com a divulgação da iniciativa e com a participação em eventos como Pé na Terra. Mas também promoveu diretamente o desenvolvimento e implementação de uma novidade: a possibilidade de registar áreas com habitats.

As base de dados sobre biodiversidade existentes na Internet permitem introduzir observações de espécies, como por exemplo PortugalAves, eBirds, NaturData etc. Até agora não era possivel registar uma área ocupada por um habitat como um montado, um freixial, um azinhal ou um urzal, por exemplo.

Isto mudou. Biodiversity4All agora permite o registo de áreas com habitats, utilizando a estrutura da diretiva Habitats. As áreas com habitats no nosso património já lá estão. Esperemos que, aos poucos, Bio4All vai se tornando uma fonte de informação relevante no que diz respeito aos habitats em Portugal.

6 de abril de 2013

Blogue Altri Florestal - 2º aniversário!


Faz hoje 2 anos que abrímos um novo trilho na nossa comunicação com quem nos rodeia. Foi com este primeiro post que Altri Florestal deu o primeiro passo na blogosfera.

Não foi fácil dar este passo: estávamos perante um meio totalmente desconhecido, sem exemplos de outras empresas que optáram pela mesma forma de comunicar. Enquanto vimos as empresas da fileira entrar no Facebook, incluindo a nossa empresa-irmã Celbi, escolhemos um meio alternativo, mais volátil, menos institucional. Um meio povoado por grupos de pressão, de ativistas, de voluntários, um meio marcadamente não-comercial, ao contrário do Facebook.

Não ficámos a meio: abrímos a caixa dos comentários a quem quiser, anónimos incluídos. Não sabíamos o que ia acontecer. Alguns receavam críticas ferozes e escárnio, outros nem tanto.

E assim foi. Fomos os primeiros da nossa fileira. Agora, passados já dois anos, estamos prestes a atingir a marca dos 100 posts, recebemos 82 comentários, houve 37 mil visualizações do blogue e temos 65 pessoas que se registaram como seguidores.

Nestes posts falámos um pouco de tudo, de trabalho e de lazer, de eucaliptos e de sobreiros, de pessoas e animais, de problemas e de soluções, do passado e do presente, e até de bolos de maçã, cenas voodoo e orangotangos!

Passados dois anos, podemos concluir que foi uma aposta ganha. O próximo passo é de levar mais colegas a publicar posts, que o meio é de todos e não de alguns. Porque é na diversidade de autores, posts e assuntos que está o valor do blogue. Vamos a isto.

4 de abril de 2013

Avaliação de Impactes Ambientais e Sociais

Uma das atividades que decorre previamente a uma obra de exploração florestal é a avaliação dos impactes ambientais e sociais da atividade nos valores naturais presentes e nas comunidades adjacentes.

Em Lamego, uma propriedade gerida pela Altri Florestal consegue conciliar, eu diria, o melhor dos dois mundos, isto é, produtividades na produção de rolaria de eucalipto (Eucalyptus nitens) bastante acima da média e a presença de valores naturais únicos.


Rio Balsemão

A avaliação de impactes da exploração florestal foi realizada com o envolvimento do fornecedor de serviços (corte e rechega) e do responsável da AF pelo acompanhamento da obra.
Com esta medida pretende-se salvaguardar as duas galerias ripícolas (Rio Balsemão e ribeira afluente), onde ocorrem o maior número de espécies e habitats.
Durante a avaliação, os aspetos sociais também foram abordados, e foi decidido uma alternativa de saída da madeira que evita a passagem junto de habitações e de passagens estreitas com muros e sebes.