31 de outubro de 2012

Recaptura britango anilhado no Galisteu


Foto relatório interno Carlos Pacheco
 Na nossa propriedade Galisteu no PN do Tejo Internacional cria um casal de britango. O casal, como outras espécies ameaçadas, é seguido pelo biólogo Carlos Pacheco, que colabora com a Altri Florestal na identificação das espécies ameaçadas que ocorrem no nosso património, entre outros trabalhos.

Há umas semanas recebi um e-mail do Carlos, com a notícia de uma recaptura de um britango anilhado como cria no Galisteu este ano:

Bom dia,

Segue em anexo a folha de controlo de um abutre do Egipto que marquei este ano no Galisteu. Infelizmente foi encontrado morto no sul de Espanha e a causa de morte é, por enquanto, desconhecida. Vou tentar averiguar e obter mais informação junto da pesosa que o encontrou.
Recentemente encontrei uma anilha de cor, partida, junto a um ninho de águia imperial, de outro abutre do Egipto marcada no Galisteu, no mesmo ninho, em 2008. Pelos indicíos recolhidos e tendo em conta que o local é regularmente por mim visitado para recolher os restos e regurgitações das águias imperiais, este indivíduo encontra-se vivo, mas terá perdido a anilha de cor. Certamente foi à base do ninho procurar restos de presas deixados pelas águias e provavelmente estará a nidificar (ou a pensar nisso, dado que apenas têm 4 anos e els começama criar aos 4-5 anos) no Tejo Internacional.

Abraço

Carlos


Para mais informações, vejam a folha de controlo desta recaptura:

https://www.dropbox.com/s/jha6rdfpxp6eo5a/Recaptura%20cegonha%20preta%202012.pdf

Esperemos que as outras crias anilhadas no Galisteu tenham mais sorte e chegar à idade reprodutora.


3 comentários:

  1. Henk,
    Falas em cegonha negra mas o carlos fala em abutre do egipto.
    Em que ficamos?
    henrique

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  2. Tens toda a razao! É um caso típico de cegueira de proximidade. Vou corrigir o post. Obrigado.

    Henk

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  3. Bom dia,

    Chegou-me recentemente a confirmação da causa de morte deste juvenil anilhado em 2012. Foi encontrado morto por uma equipa que trabalha para o governo da Andaluzia em prospecção de uso ilegal de venenos. A ave estava numa zona de caça onde havia já casos suspeitos (em investigação e com processo no Ministério Público) e o tipo de produto detectado indiciam fortemente que se tratará de um caso de uso ilegal de venenos para controlo de predadores no âmbito da actividade cinegética.
    Este problema de envenenamentos é a principal causa de morte não natural para esta espécie na Península Ibérica, sendo a única espécie de abutre em declínio das 3 que ocorrem em Portugal.

    Carlos Pacheco

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