18 de setembro de 2012

E agora um evento completamente diferente…



O Geocamp é um evento que pode ser designado por “desconferência”, organizado por um grupo de apaixonados por assuntos da geografia, sem quaisquer interesses comerciais. Se deseja assistir a apresentações descomprometidas, sem gravatas ou outras formalidades, se quer aproveitar para realizar uma apresentação própria ou simplesmente trocar ideias acerca de temáticas geográficas, este é o evento onde deve estar presente.

Este ano, a 2ª edição nacional do Geocamp será realizada em Campo Maior, já no dia 22 de Setembro. Para mais informações siga o Blogue ou Facebook dos geocampers.
  
A Altri Florestal utiliza diariamente um Sistema de Informação Geográfica, também reunindo colaboradores apaixonados por este tema. Marcámos presença na primeira edição, em Vila Nova da Barquinha, e vamos, com certeza, tentar estar presentes no próximo sábado.

Colaboradores da Altri Florestal e um "rebento" no Geocamp 2011, integrados num grupo do "Desafio do Marshmallow"

13 de setembro de 2012

Recuperação de lagoa dunar em Leiria

É frequente incluir ações de restauro de áreas de conservação em projetos de florestação. Estas ações constituem na sua maioria, intervenções de remoção de eucaliptais, dando espaço ao desenvolvimento da vegetação natural característica do sítio.

Um bom exemplo destas intervenções é a recuperação de uma lagoa dunar num eucaliptal no concelho de Leiria. Estas lagoas, bastante comuns, são naturalmente formadas nas zonas baixas do sistema dunar, alimentadas por águas pluviais ou lenções freáticos e mantêm-se húmidas durante a primavera e parte do verão por causa de camadas inpermes no subsolo, conhecidas como surraipas, formadas pelos processos de podzolização do solo.

O eucaliptal existente foi alvo de um projeto de reflorestação em 2011. Na avaliação prévia de impacte ambiental foi identificada a existência de uma pequena lagoa no interior do povoamento, em avançado estado de degradação.

Tendo em conta a importância destas pequenas zonas húmidas para a biodiversidade, foi decidido excluir a área da reflorestação e, desta forma, promover a recuperação da vegetação natural da lagoa.

A foto representa a situação, no inverno de 2011, após o corte do povoamento e o arranque das toiças.

Como parte do restauro foram plantados exemplares de frângula (Frangula alnus), arbusto típico de zonas húmidas em espaço florestal.

Um ano e meio mais tarde, a vegetação já mostra sinais de naturalização, como se pode ver na foto seguinte. No final do verão, a lagoa apresenta-se totalmente seca, o que é normal e não afeta a qualidade deste habitat.


Neste momento assistimos ao surgimento de regeneração natural de pinheiro bravo, que será eliminada manualmente em breve de forma a evitar a ocupação da lagoa por esta espécie arbórea.

Este exemplo mostra que projetos de reflorestação são excelentes oportunidades para promover a biodiversidade, sem necessidade de grandes investimentos ou perdas significativas de áreas de produção.