28 de junho de 2012

A princesa dos anfíbios

O mundo dos anfíbios e répteis pode repugnar algumas pessoas mais sensíveis e influenciadas desde tenra idade pelos contos e histórias infantis onde, nem sempre, este grupo de espécies foi bem visto no universo da fantasia.

Da nossa parte desde que iniciámos a nossa colaboração no projeto NaturSapo com o CIBIO, passámos a olhar para este grupo de espécies com um carinho e uma atenção especial.

Como podem ver uma espécie como a salamandra-lusitanica deve ser olhada por todos como uma "princesa" e não um "sapo", dada a sua beleza comprovada por esta foto na nossa propriedade Cabeço Santo em Águeda.


No âmbito do projeto NaturSapo a Altri Florestal está a criar micro-reservas em áreas onde foram observados valores naturais relevantes no grupo dos anfíbios, através de atividades de restauro do habitat ribeirinho.

Tal como com outros animais que foram claramente denegridos pelas histórias que ouvimos em crianças (ex. Lobo, Morcegos), devemos dar uma segunda oportunidade a estas jóias da natureza.

27 de junho de 2012

Silvicultura do eucalipto - notas do campo I

É sabido que a fertilização à plantação é uma operação fundamental para o sucesso da mesma. Mas são nos momentos em que, por qualquer motivo, esta operação falha que se verifica no campo a importância dela.

Um bom exemplo observámos numa visita de campo recente numa plantação de Eucalyptus nitens em Tarouca. Nesta plantação, a fertilização constituiu de 15 gramas de adubo de libertação lenta, colocado por baixo do sistema radicular da planta e, passadas umas semanas, uma adubação com 200 gramas de NPK 5:30:5, enterrados a 20 cm de distância nos dois lados da planta na linha de plantação, em duas doses de 100 g.

Aconteceu que uma curta linha manca não levou a segunda adubação de 200 g. de NPK. Após um bom arranque proporcionado pelo adubo de libertação lenta, o efeito da falta de adubo NPK se fez sentir e, passado um ano, resultou num desenvolvimento muito inferior como se vê na imagem abaixo.

No centro da imagem vê se a linha de plantação sem adubo NPK
Dois anos mais tarde, a linha manca continua com um desenvolvimento muito inferior às plantas que foram devidamente adubadas à plantação, com se pode observar nesta imagem:

Linha sem adubação NPK à plantação, agora com 3 anos de idade
Esta situação é um exemplo da importância de uma adequada adubação à plantação para o crescimento do povoamento. Em simultâneo, é de assinalar o excelente crescimento do povoamento em geral, como já foi relatado neste post sobre a mesma plantação.

18 de junho de 2012

Arboreto


Durante Maio a equipa de I&D instalou um arboreto de diferentes materiais genéticos de eucalipto, incluindo algumas espécies resistentes à geada, clones do programa de Melhoramento 3D, clones do 4º ciclo de melhoramento genético da Altri Florestal, (4D), híbridos e clones tri-crosses (híbridos cruzados com E. globulus). Para além de constituir um banco de conservação de material genético, este arboreto tem como objectivo avaliar o comportamento deste material em condições de geada.

A ocupação prévia deste local era um parque de produção de sementes, que por estar num local muito afectado pela geada, teve que ser abandonado. Atendendo às características do solo, a preparação de terreno foi feita entre cepos, com um dente subsolador.

13 de junho de 2012

Clones para condições de secura estival

Ao abrigo de um protocolo de colaboração com o centro de investigação da ENCE de Huelva, a Altri Florestal tem efetuado plantações experimentais de material genético adaptado a condições de secura estival.

Na propriedade Mato de Alter, em Alter do Chão, Alto Alentejo, estas plantações fizeram agora 3 anos e continuam a surpreender pela elevada taxa de sobrevivência e de crescimento, como se pode observar nas seguintes imagens.

Plantação clonal com 3 anos em Alter do Chão


11 de junho de 2012

Previsões com Qualidade

Começo por dizer que fui vivamente incentivado pelo meu Diretor em escrever este post (não a começá-lo assim), não fosse ele o anterior responsável pelo inventário florestal, conhecendo muito bem os sabores dos insucessos e, sobretudo, no seu caso particular, de vários sucessos nesta área. Devo confessar que acedi ao seu pedido com alguma relutância, pois a curvinha verde que pode ser observada no gráfico abaixo, a subir repentinamente, começara a inquietar-me. Mas, sucessivos controlos mensais dos desvios entre volumes previstos e entregues, num total equivalente a quase dois anos de cortes de madeira de eucalipto, com o mesmo esquema de inventário florestal e um desvio médio em totais acumulados de apenas 0,06%, chegaram bem para me convencer que, de facto, existem bons motivos para anunciar um claro sucesso nesta área.


O gráfico acima representa os desvios percentuais encontrados num volume acumulado fixo de entregas, analisado em cada mês e limitado pela exclusão das entregas mais antigas. Uma vez que a principal intenção desta análise é a avaliação da qualidade das estimativas realizadas a partir do inventário de eucalipto, foram consideradas apenas áreas com resultados de inventário florestal e, pelos mesmos motivos, excluídas quaisquer áreas afetadas por incêndios, com aproveitamentos para biomassa, ou com qualquer outro motivo que provoque à partida perdas significativas. Por outro lado, estão incluídas nesta amostra situações em que a madeira cortada permaneceu períodos significativos na mata ou áreas afetadas por pragas ou geadas.

Por fim, aproveito a oportunidade para partilhar este sucesso com os nossos fornecedores de serviços, que realizam a recolha dos dados de campo com a fundamental qualidade, com a minha equipa dos Sistemas de Apoio à Gestão (SAG), que mantem continuamente os nossos sistemas de informação em bom funcionamento, também com os encarregados florestais, que contribuem para a manutenção da qualidade da cartografia base, assim como com todos os exigentes clientes do inventário florestal, pois afinal são eles que motivam tudo isto!