20 de abril de 2012

Monitorização da erosão em novas plantações de eucalipto

A gestão florestal sustentável é a estratégia adoptada pela Altri Florestal com o objetivo de aumentar a produtividade nas matas sob sua gestão. Este objetivo leva a empresa a investir em novas plantações, renovando o material genético e implementando novas técnicas que visam minimizar os impactes associados às mobilizações do solo.
A erosão é a perda de solo que ultrapassa uma determinada fronteira, devido a diferentes agentes: Água, vento, temperatura e organismos; potenciados pela força da gravidade (declive).
Para a Altri Florestal, o principal impacto sobre o solo é proveniente da erosão hídrica, que é mais relevante no solo mobilizado das novas plantações.
A Altri Florestal faz monitorização das áreas recém plantadas. Esta monitorização, consiste no registo do tipo de erosão e dos locais de ocorrência, permitindo avaliar as opções tomadas na altura da execução do projeto e se necessário recomendar novas medidas para travar o avanço da erosão.
Monitorização da erosão depois das primeiras chuvas, após a plantação.
 
Erosão difusa, na propriedade Vale das Traves

A erosão difusa é a remoção de uma pequena camada de solo causada pelo impacto direto das gotas da chuva no solo, esta remoção é apenas de alguns centímetros.

Sulco com escala de dezenas de metros, propriedade Sarangalheiro
Os sulcos são um tipo de erosão concentrada, provocada pela ação da escorrência superficial das águas da chuva. Estes sulcos começam por ser pequenos canais que podem ir aumentando até apresentarem alguns centímetros de profundidade.

Avaliação da eficácia de algumas das medidas implementadas na plantação

Desvio de água, propriedade Vale das Traves

Os desvios de água diminuem o volume e a velocidade da água nos caminhos, distribuindo a água pela área da plantação. Devem ser feitos na execução do projeto florestal como medida preventiva.

Caixas de sedimentação, na propriedade Vale Mouro
As caixas de sedimentação são uma nova técnica com bons resultados em solos com textura mais arenosa. A técnica consiste em abrir uma caixa no solo, para onde é direccionada a água. A velocidade das águas pluviais é travada e são retidos os sedimentos. As caixas de sedimentação promovem a distribuição e infiltração da água pelo povoamento.

Preparação do terreno por faixas, propriedade Paio Correia
Esta preparação deixa uma faixa de terreno não mobilizado, com alguma vegetação entre as linhas de plantação, funcionando como um travão à progressão da erosão. Técnica recomendada em zonas com alguma inclinação e solos mais destacáveis.

Exclusão de algumas áreas na plantação, propriedade Barreiro
Zonas de linhas de água, áreas com interesse ecológica e as áreas mais sensíveis à erosão, são protegidas das mobilizações de solo.

Depois da monitorização, sempre que necessário, reforçam-se as medidas para travar a erosão verificada



Colocação de cepos num sulco com escala de dezenas de metros, propriedade Vale Olas
Esta técnica impede o aumento do sulco e fixa os sedimentos entre os cepos. Os cepos são um material estável ao arrastamento e permitem que a água procure o caminho por entre os espaços entre eles, pois não é um material estanque.

Colocação de estacaria e alguma biomassa, propriedade Vale Mouro
A colocação de estacas permite que o solo se vá acumulando no espaço de onde foi removido pela erosão, preenchendo e estabilizando o local.

As novas florestações são uma necessidade do sector onde opera a Altri Florestal, são também a oportunidade de revitalizar povoamentos em declínio, ou de aproveitar áreas incultas gerando riqueza e criando trabalho.

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