10 de janeiro de 2012

O que fazer?

Numa propriedade nossa no Cartaxo há um carvalho cerquinho de grande porte. Mesmo muito grande, como se pode ver na imagem abaixo.


Sobreviveu a diferentes repúblicas, regimes, revoltas e revoluções. Terá mais de cem anos, seguramente.

Mas alguém achou que o fim mais digno desta árvore era a sua lareira, e resolveu cortar o câmbio da árvore com uma motosserra, com o intuíto de a fazer secar e, presumemos nós, depois cortar para lenha.

Os sinais estão a vista...



E depois de ter visto isso, uma pessoa questiona-se: o que fazer para evitar isso?

10 comentários:

  1. Pois nem sei bem. É triste, e quase criminoso que alguém tenha feito tal dano a essa árvore. Sensibilização, educação e talvez maior vigilância sejam a solução.
    Tecnicamente voces saberão melhor do que eu, e espero que o corte não tenha sido demasiado profundo. Enfim...

    ResponderEliminar
  2. O direito cinegético e florestal do regime geral, nos finais do século XVIII e princípios do XIX, encontrava-se estabelecido, essencialmente, nas Ordenações do Reino. Estas atribuíam às autoridades locais (câmaras) e regionais (corregedores) a obrigatoriedade de promover, fomentar e mesmo executar o plantio de árvores para produção de madeira e frutos. O corte de árvores de fruto, ou de árvores que estavam destinadas a produzir madeira para as armadas reais, era punido com a pena de açoites e de dois anos de degredo. Eram igualmente interditos os fogos florestais, sendo os incendiários castigados com “açoites, baraço e pregão pelas vilas”

    extraído de: http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=7&cid=14400&bl=1&viewall=true

    ResponderEliminar
  3. Caro colega Henk, não haverá nenhum colaborador/funcionário que possa investigar e encontrar o criminoso ? Temos um ditado português que diz "a culpa morre sempre solteira". Neste caso, não deverão permitir que assim seja.

    ResponderEliminar
  4. A Altri Florestal está a desenvolver esforços para identificar a pessoa que causou os danos ao carvalho, nomeadamente através de contactos com as populações locais.

    Não é de esquecer que não é possível ter um vigilante em cada esquina da floresta e quando inconsciência vai de mãos dadas com a ignorância, atos como estes podem sempre acontecer, por muito que custa.

    Ao mesmo tempo, irão ser contactados especialistas em arboricultura para avaliar as possibilidades de recuperar o carvalho dos golpes, embora se apresentam remotas. E, com sorte, a árvore sobreviverá a mais um fenómeno social.

    Henk Feith

    ResponderEliminar
  5. Um tiro no escuro, mas a única coisa possível seria cortar totalmente de forma limpa e colocar a parte de cima em cima da parte de baixo e esperar, tipo enxertia, que grande parte dos canículos de xilema e floema permitisse circular. Teria de se reduzir substancialmente a copa, e em termos de engenharia é provavelmente impossível estabelizar o tronco para tal operação. Mas não vejo outra solução. Reduzir a copa parece-me inevitável. Enfim, devaneios, eu tenho alguns cerquinho, metade desses e custa tanto pensar nesta possibilidade...

    ResponderEliminar
  6. Olá Rui,

    No sábado passado visitámos a árvore em companhia com uma especialista em arboricultura. Com base nas recomendações desta especialista, vamos promover vários tratamentos, desde a aplicação a uma pasta reparadora na ferida, a aplicação de um spray na folhada nova e o corte de todos os ramos secos na copa.

    A probabilidade da árvore sobreviver é pequena, mas existe. Iremos fazer o possível para que isto aconteça.

    Henk Feith

    ResponderEliminar
  7. Estive ao pé dela há duas semanas. Passados 4 anos, a árvore ainda está viva, por incrível que pareça. Muito debilitada, mas vai aguentando. É velha, mas riga!

    ResponderEliminar
  8. Eu vi logo que era sorte a mais existir uma árvore destas intacta no Cartaxo...
    Descobriram quem a tentou cortar? Deve ser um daqueles gajos que vende lenha para lareiras.

    ResponderEliminar
  9. Não, nunca foi descoberta quem fez. Agora pouco interessa. Vamos ver quanto tempo ela aguenta.

    ResponderEliminar