27 de janeiro de 2012

Plataforma para rapinas

Esta semana foi colocada a segunda plataforma para rapinas na nossa propriedade Galisteu, no Parque Natural do Tejo Internacional.


O trabalho de colocação foi realizado pelo Carlos Pacheco e Rui Caratão.

A árvore escolhida insere-se numa mancha que irá ser excluída do corte do restante povoamento, formando um bosque dedicado à possibilidade de um local de reprodução de uma rapina de maior porte, mais provavelmente uma águia de Bonelli (mas pode haver surpresas maiores!).



A mancha encontra-se a meio de uma encosta virada a norte, garantido condições de longevidade das árvores devido à maior humidade do sítio e excelentes condições de entrada e saida das aves em voo.

A colocação da plataforma só pode ser feita por pessoas qualificadas, como é o caso do Carlos Pacheco, com ampla experiência neste tipo de trabalhos. Eis uma imagem da subida do Carlos à copa da árvore.


Chegado ao topo da árvore, o Carlos inicia a colocação da estrutura metálica que irá suportar o ninho artificial.



Depois da estrutura segue o enchimento dela com ramos e folhas.


O resultado final é um convite a uma águia de Bonelli para ocupar um T0 com vista para o Tejo Internacional! Seria de estranhar se não houvesse uma para aproveitar do convite e ocupar o ninho.


Estaremos nós para esperar pela boa notícia da sua ocupação. E que, seguramente, será divulgada aqui.

14 de janeiro de 2012

Notas de Vale Mouro III

Durante o outono foram implementadas várias medidas preventivas no Vale Mouro.

Foram construídas várias caixas de retenção das águas pluviais, junto aos caminhos. Desta forma, evita-se a escorrência das águas nos caminhos, frequentemente causadora de fenómenos erosivos. Revelaram-se muito eficaz como medida preventiva da erosão e promovem a infiltração das águas de chuva no solo.

Na área na parte meridional da propriedade, onde se vai executar a segunda fase do projeto de reflorestação, foram identificadas várias manchas e bosquetes com sobreiros, que serão alvo de medidas de proteção especial, por forma a salvaguardá-las.

Conforme previsto no projeto aprovado pela AFN, estão a ser implementada várias faixas de descontinuidade, que acompanham zonas de escorrência e linhas de água efémeras. Estas faixas irão constituir futuramente corredores ecológicos com uma vegetação natural que compartimentará as plantações de eucalipto circundantes.
Um caminho existente junto da linha de água foi encerrada, com o objetivo de evitar perturbação do corredor que virá desenvolver-se no local.

10 de janeiro de 2012

O que fazer?

Numa propriedade nossa no Cartaxo há um carvalho cerquinho de grande porte. Mesmo muito grande, como se pode ver na imagem abaixo.


Sobreviveu a diferentes repúblicas, regimes, revoltas e revoluções. Terá mais de cem anos, seguramente.

Mas alguém achou que o fim mais digno desta árvore era a sua lareira, e resolveu cortar o câmbio da árvore com uma motosserra, com o intuíto de a fazer secar e, presumemos nós, depois cortar para lenha.

Os sinais estão a vista...



E depois de ter visto isso, uma pessoa questiona-se: o que fazer para evitar isso?

4 de janeiro de 2012

Interpretação de Cartas de Solos

Podemos dizer que são poucos os que tratam os solos pelo seu “nome próprio”. Muitos produtores agrícolas ou florestais experientes poderão não conhecer a correta designação do solo de que dispõem, embora conheçam bastante bem as capacidades e as limitações do mesmo. Todos concordarão que é preferível assim que o inverso. Porém, mesmo com alguma experiência, é difícil conhecer rapidamente e com algum rigor as características essenciais dos solos presentes em áreas extensas ou de aquisição recente. Nestes casos, poderá ser muito vantajosa a utilização de uma carta de solos.

Todavia, para uma correta interpretação destas cartas é requerido um bom conhecimento da classificação utilizada e das características morfológicas associadas a cada tipo de solo. Por esta razão, para interpretação da Carta de Solos de Portugal (SROA), a Altri Florestal adotou recentemente a metodologia proposta pelo Prof. Gonçalves Ferreira (FERREIRA et al, 2001), que, embora em fase de utilização inicial na empresa, tem revelado uma boa aproximação à realidade. Na prática, foi implementado um algoritmo em SIG que determina a característica-diagnóstico mais limitante de cada complexo de solos, através da seleção da característica mais limitante à aptidão florestal ou da característica do solo principal, caso um solo seja significativamente mais representado no complexo.

Carta de solos com classificação SROA e carta de solos interpretada

Este trabalho foi realizado para todas as propriedades geridas pela Altri Florestal abrangidas por folhas da Carta de Solos de Portugal (1/25000), o que se traduz numa cobertura de cerca de 75% da nossa área de gestão. Maiores desafios se colocam com a interpretação dos solos da restante área de gestão, coberta com outros tipos de carta de solos ou mesmo sem este tipo de cartografia. De qualquer forma, temos já algumas ideias interessantes para resolver este problema, que prometemos partilhar, logo que chegarmos a resultados interessantes.