20 de dezembro de 2012

Descubra as diferenças - soluções e resultados

Agradeço o interesse e a participação no desafio proposto. Tal como prometido, seguem as soluções e os resultados:

Tabela 1 - Soluções
Descrição
Diferença
Sim ou Não
Foto A
Diga qual
Foto B
Diga qual
Região
Não
Norte
Norte
Idade (anos)
Não
2
2
Material genético
Sim
Seleccionado
 Clone Altri Florestal 
(GM2-58)
Preparação de terreno
Sim
Giratória
Incorporação de resíduos + ripagem
Gestão: manutenção
Sim
Fertilizaçao
Fertilização e controle de vegetação

Tabela 2 - Respostas certas em percentagem (%) -Não vos digo o nº de participantes!

Descrição
Diferença
Sim ou Não
Foto A
Diga qual
Foto B
Diga qual
Região
80%
40%
40%
Idade (anos)
80%
60%
80%
Material genético
100%
80%
60%
Preparação de terreno
100%
80%
100%
Gestão: manutenção
100%
20%
100%


 Relativamente às respostas obtidas, podemos concluir que há uma grande segurança quanto à preparação de terreno e manutenção na situação de melhor crescimento (100% de respostas certas); no material genético há também uma grande percepção de que são diferentes, mas no que respeita a tipo de material, no caso da situação de boa produtividade as opiniões dividem-se entre Cruzamentos controlados e Clone Altri Florestal, mas são unânimes quanto ao ser material melhorado Altri! Grande confiança!

As duas plantações estão lado a lado e foram plantadas no mesmo dia. A da Foto A não é da Altri Florestal; a da Foto B, é da Altri Florestal - Caparosinha.

Em conclusão, a diferença no crescimento deve-se a dois factores determinantes da produtividade: melhoramento genético e silvicultura. A preparação do terreno da Foto A, levou à inversão dos horizontes orgânicos; na situação da Foto B, não se inverteram os horizontes orgânicos e promoveu-se a manutenção dos resíduos de biomassa junto à zona do desenvolvimento radicular. No caso da Foto A, as plantas não tiveram qualquer melhoramento genético ou selecção; as plantas da Foto B, resultam de mais de 15 anos de melhoramento: selecção; cruzamentos controlados; clonagem, teste, avaliação, selecção e produção clonal.

Sobre este tema, recomendo o próximo post, "O valor da Silvicultura e Melhoramento Genético". Estejam atentos.

Bom Natal

Clara Araújo

28 de novembro de 2012

Descubra as Diferenças


Em baixo têm duas fotografias de plantações de Eucalipto, tiradas no mesmo dia (com neblina), na mesma hora, mas a distâncias diferentes. Proponho o desafio de descobrirem e anotarem as diferenças entre a Foto A e Foto B.


Foto A


Foto B

                                   
Descrição
Diferença
Sim ou Não
 Foto A
Diga qual
Foto B
Diga qual
Região



Idade



Material genético



Preparação de terreno



Gestão: manutenção




Se quiser pode indicar o que parece caracterizar cada uma das fotos:
Regiões possíveis: Norte; Oeste; Médio Tejo; Alto Tejo; Beira Interior
Idade – opções: 1, 2, 3, 4, 5 anos

Material Genético: Seminal seleccionado (S) ; Cruzamentos controlados (CC);
                            Clone Altri Florestal (CAF); Clone OUTROS (CO)
Preparação de terreno: Incorporação de resíduos + ripagem (RR)
                                   Extracção de biomassa + ripagem (EBR)
                                    Preparação de terreno com giratória (G)
Manutenção e fertilização: Sem manutenção (S/M)
                                          Apenas controle de infestantes (CI)
                                          Apenas fertilização pós plantação (F)
                                          Fertilização e controle de vegetação (FCI)

Pode copiar o quadro, preencher e enviar a resposta para: caraujo (at) altri.pt

Brevemente poderá ver aqui a resposta.

20 de novembro de 2012

A rã do Palmeiro

Logo à entrada da nossa propriedade Palmeiro, em pleno Parque Natural de São Mamede, o colega Pedro Serafim chamava à atenção que nos encontrávamos num pequeno reduto isolado de habitat da rã-ibérica. Por sorte, não foi muito difícil encontrar a dita rã nas áreas encharcadas, nas margens da ribeira que corria com algum vigor. Saltou para cima de uma folha, posou alguns momentos para a foto abaixo, mergulhou e nunca mais ninguém a viu...

A rã-ibérica da propriedade Palmeiro
A rã-ibérica (Rana iberica), como o próprio nome sugere, é um endemismo na Península Ibérica. A sua coloração é usualmente acastanhada, embora com tons muito variados. É facilmente identificada por uma mancha mais escura atrás e abaixo dos olhos (de difícil visibilidade nesta fotografia). Raramente ultrapassa os 5,5 cm de comprimento. O espécime encontrado teria entre 2,5 a 3 cm.

17 de novembro de 2012

Gestão da Biodiversidade - Monchique

A Altri Florestal, considera que a melhor forma de gestão é aquela que partilha as diferentes técnicas, opções e por vezes emoções das pessoas envolvidas e tenta chegar à melhor decisão através do melhor conhecimento dísponivel.

A partir do desafio de elaborar planos de gestão da biodiversidade, para todo o património inserido em áreas classificadas, surgiu a ideia de ceder a gestão dos valores naturais a alguém que faça melhor que nós.

Esta ideia foi já foi para o terreno e revela-se, comprovadamente eficaz e muito enriquecedora. - Projeto Cabeço Santo

A partir desta ideia, lançámos, no inicio de novembro, um caderno de encargos para a cedência da gestão a um conjunto de organizações seleccionadas pelo seu mérito e experiência em atividades de gestão ativa, conservação e divulgação dos valores naturais.

Por desconhecermos todas as organizações que se possam enquadrar neste desafio, colocamos aqui no nosso blog o respetivo caderno de encargos que define as condições e a  localização das áreas (Sitio de Importância Comunitária - Monchique) e, nas quais será estabelecido um protocolo entre a empresa e a organização seleccionada.

Ficam aqui umas fotografias de algumas espécies da flora presentes nas propriedades da Altri Florestal incluidas no cadeerno de encargos:



       

16 de novembro de 2012

Passeio Micológico - Vale da Lama 2012

Depois das fantásticas fotografias postadas pelo colega Luís Ferreira, coube-me a "tarefa" de elaborar um breve report sobre o evento que decorreu no passado dia 10 de Novembro na propriedade Vale da Lama (Chamusca).

O Passeio Micológico iniciou-se com uma breve sessão de introdução ao mundo dos cogumelos silvestres pelo Grupo Universitário de Micologia de Évora (GUME), nas pessoas de Paulo de Oliveira, Carlos Vila-Viçosa e Ricardo Castilho.

Ínício do Passeio Micológico

No decorrer da visita no campo, foram vários os cogumelos encontrados, fotografados e recolhidos pelos participantes, sendo que alguns deles foram facilmente identificados in situ pelos técnicos do GUME.


Tentando identificar um cogumelo...

Teste do amoníaco (Xerocomus subtomentosus (L.) Quél.)

Pisolithus arhizus (scop.) rauschert

No período da tarde, e já em espaço coberto, todos os cogumelos recolhidos durante a visita foram expostos para melhor identificação e caracterização dos mesmos, com recurso a guias técnicos e avaliação por parte da equipa GUME.


Em resultado destas observações, foram identificadas cerca de 40 espécies nas áreas visitadas, conforme Lista de Macrofungos

Citando GUME: Na corrente estação de frutificação, a data correspondia a uma fase precoce, marcada pela presença de Boletus aereus e Amanita caesarea, e pela predominância do género Russula. Outro indicador de precocidade é a ainda reduzida ocorrência de frutificações no pinhal. Globalmente, a variedade de espécies ectomicorrízicas indicia povoamentos em bom estado vegetativo, sendo o elenco de espécies relativamente comum para o que é habitual ver-se no Sul de Portugal em povoamentos de sobreiro e de eucalipto. Deverão seguir-se outras espécies, nesta estação de frutificação,cujo registo daria uma noção mais precisa da diversidade de macrofungos existente, não só nos povoamentos onde normalmente há maior diversidade (sobreiro) mas também pela quase totalidade que ainda falta ocorrer em pinhal, assim como eventuais ocorrências adicionais associadas ao eucaliptal ...

Em conclusão, este encontro permitiu aos participantes um convívio agradável, com a mais valia do enriquecimento cultural sobre o mundo dos cogumelos, tanto na perspectiva da sua valorização nos ecossistemas florestais, bem como na vertente gastronómica. :-)

15 de novembro de 2012

Nova espécie de Eucalyptus em Portugal

Numa visita de campo recente, descobrimos o que se julga ser uma espécie totalmente nova para Portugal: a Eucalyptus bolotus:


13 de novembro de 2012

Imagens do nosso Reino Fungi

Depois da minha primeira experiência a fotografar cogumelos de uma forma sistemática, concluí que é muito mais difícil do que parecia. É verdade que eles não fogem, mas exigem que estejamos o mais perto possível do local onde eles se encontram, ou seja, na maior parte dos casos, do chão! Penso que o único truque para captar a sua essência é mesmo colocar os joelhos, os cotovelos ou mesmo o peito na terra. Assim, com o nosso passeio micológico do último sábado, ganhei alguns conhecimentos, uma valente dor de costas, um conjunto de roupa suja e as seguintes fotos selecionadas de entre cerca de 160:

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

j)

l)

m)

Como estive mais preocupado com as fotografias do que com os apontamentos, optei por não arriscar em nenhuma legenda. Assim, sintam-se à vontade para enviarem as vossas classificações. De qualquer forma, sei que uma colega, muito mais experiente neste reino do que eu, irá em breve escrever um post bastante mais científico do que este, acerca da nossa aprendizagem micológica na propriedade Vale da Lama.

6 de novembro de 2012

Passeio micológico em Chamusca


A Altri Florestal vai realizar um passeio micológico na propriedade Vale da Lama, em Chamusca, no próximo sábado, dia 10 de novembnro. O passeio será orientado pelo prof. Paulo de Oliveira, da universidade de Évora.

O objetivo é de dar a conhecer a riqueza micológica dos sistemas florestais e o papel importante dos cogumelos no funcionamento ecológico destes sistemas. O tempo tem decorrido de perfeição, com chuva e tempo frio, e tudo leva a crer que vamos observar cogumelos em quantidade e diversidade.

Ainda há algumas (poucas) vagas disponíveis para o passeio; os interessados podem inscrever-se. Para tal, basta enviar um e-mail à Maria João Loureiro (mloureiro (at) altri.pt).

31 de outubro de 2012

Recaptura britango anilhado no Galisteu


Foto relatório interno Carlos Pacheco
 Na nossa propriedade Galisteu no PN do Tejo Internacional cria um casal de britango. O casal, como outras espécies ameaçadas, é seguido pelo biólogo Carlos Pacheco, que colabora com a Altri Florestal na identificação das espécies ameaçadas que ocorrem no nosso património, entre outros trabalhos.

Há umas semanas recebi um e-mail do Carlos, com a notícia de uma recaptura de um britango anilhado como cria no Galisteu este ano:

Bom dia,

Segue em anexo a folha de controlo de um abutre do Egipto que marquei este ano no Galisteu. Infelizmente foi encontrado morto no sul de Espanha e a causa de morte é, por enquanto, desconhecida. Vou tentar averiguar e obter mais informação junto da pesosa que o encontrou.
Recentemente encontrei uma anilha de cor, partida, junto a um ninho de águia imperial, de outro abutre do Egipto marcada no Galisteu, no mesmo ninho, em 2008. Pelos indicíos recolhidos e tendo em conta que o local é regularmente por mim visitado para recolher os restos e regurgitações das águias imperiais, este indivíduo encontra-se vivo, mas terá perdido a anilha de cor. Certamente foi à base do ninho procurar restos de presas deixados pelas águias e provavelmente estará a nidificar (ou a pensar nisso, dado que apenas têm 4 anos e els começama criar aos 4-5 anos) no Tejo Internacional.

Abraço

Carlos


Para mais informações, vejam a folha de controlo desta recaptura:

https://www.dropbox.com/s/jha6rdfpxp6eo5a/Recaptura%20cegonha%20preta%202012.pdf

Esperemos que as outras crias anilhadas no Galisteu tenham mais sorte e chegar à idade reprodutora.


28 de outubro de 2012

Saída de campo dos estudantes de Eng. do Ambiente da ESAC


No dia 23 de Outubro realizou-se na região de Penela uma saída de campo organizada pela Altri Florestal para estudantes de Eng. do Ambiente da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) no âmbito da cadeira de Proteção Florestal, lecionada pela Professora Teresa Vasconcelos. Esta visita contou também com a gentil presença da Eng. Manuela Ferraz, responsável pelo Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal de Penela.

Foi realizada uma primeira visita a povoamentos muito afetados pelo gorgulho do eucalipto (Gonipterus plantensis) onde se falou da praga, do seu impacte no eucaliptal português e nos meios de controlo  a que a Altri Florestal recorre no combate a este problema. Seguidamente foi visitado o local onde foram realizadas largadas experimentais do novo parasitoide de ovos Anaphes inexpectatus e terminou-se com a visita a um povoamento tratado com inseticida na Primavera de 2012.

Espera-se que a visita de campo tenha sido tão educativa quanto agradável.



25 de outubro de 2012

Eucalyptus deglupta - The Rainbow Eucalyptus

Dos muitos e-mails que recebemos diariamente, há sempre um ou outro que se destaca por alguma peculiaridade, às vezes por questões profissionais, outras de cariz mais pessoal.
Esta semana houve um que se distinguiu de uma forma sublime, não só  pela particularidade do título - The Rainbow Eucalyptus - bem como pelo conteúdo de imagens.
Nada como "googlar" para tentar saber um pouco mais sobre o assunto...

Eucalyptus deglupta (www.allpe.com)
Devido à beleza de cores que apresenta a casca jovem no tronco, o Eucalyptus deglupta é vulgarmente conhecido por Eucalipto Arco-Íris e é uma das poucas espécies de Eucalyptus não endémica da Austrália. Tem uma distribuição que se estende desde a Papua Nova Guiné, ilhas da Indonésia até ao sul das Filipinas. Em termos de silvicultura, e especialmente em regiões tropicais, o E. deglupta é amplamente utilizado para produção de celulose, papel e madeira.
 
Em algumas zonas da sua área de distribuição natural, esta espécie encontra-se em risco de extinção devido à perda de habitat e à exploração de madeira e lenha. De acordo com a equipa do projecto "Phylogeography of Eucalyptus deglupta" da Royal Botanic Gardens Melbourne: “Uma melhor compreensão da sua estrutura populacional ajudará na gestão da sua conservação, providenciando uma base para pesquisas futuras sobre variações entre proveniências, conduzindo a um melhor conhecimento das espécies para aplicações comerciais”.

Fontes bibliográficas:
Phylogeography of Eucalyptus deglupta