20 de setembro de 2011

Mais socalcos

Socalcos, agora com arrozais - foto obtida aqui

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Henk Feith

1 comentário:

  1. Caros colegas, os terraços serão sempre um tema polémico, não só aqui como também o é na vizinha Espanha. Por exemplo, na Andaluzia e na Galiza são proibidos novos terraços, apesar que na segunda não é proibida a ripagem no sentido do maior declive. Em Portugal penso que a gota de água foram as enxurradas em 1998 aqui em Monchique (nunca consegui saber onde!!?), que levou ao extremar de posições. É certo e nós sentimos isso na pele, que muitos terraços em Monchique e noutras zonas do pais foram mal construídos, já que são estreitos ( com o pressuposto errado, que mais plantas é mais volume/há), sem estarem à curva de nível e ligados entre sí, o que nos leva na gíria a falar na reconstrução, de em cada “três ficarem dois”.
    O que me espanta é que uma operação que está "legalizada" por portaria seja dificultada ou mesmo impedida de ser realizada em algumas zonas do país. Que eu saiba a regionalização foi chumbada e os pareceres devem ser julgados à luz da lei e não da opinião pessoal, mesmo que quem analise não concorde com ela.
    E depois quando se pedem soluções remetem-nos para os covachos, como que uma floresta de produção possa retirar retorno por essa via, ainda por cima, quando estamos quase sempre a falar em rearborizações, onde temos que eliminar os cepos. Mesmo, a retroaranha que é utilizada nas Astúrias e Galiza será difícil operar aqui, porque a maior parte dos solos portugueses são litossolos, com pouca matéria orgânica e baixa espessura, ao contrário daqueles. A este aspecto junta-se depois as manutenções subsequentes e no final, o corte da matéria prima, que vai levar à abertura de “ruas ou trilhos”, que não são mais do que terraços... Ou seja, à questão produtiva junta-se a questão operacional com subsequente aumento dos custos. Não há dúvida que o aspecto inicial desta operação é menos impactante (ver a Mata Nacional da Herdade da Parra em Silves), mas pelo menos e até agora, o material plantado nos terraços reconstruidos e na vale e combro está melhor do que na retroaranha e no futuro virão as manutenções e pode não haver fundos… ou não virem, quando deviam…
    Um ciclo de uma árvore mesmo nos eucaliptos é no mínimo de 24 anos e é sobre este ciclo que o devemos analisar nas suas componentes ambientais e produtivas.
    Podemos e devemos melhorar os mesmos, e não me importo de tentar contribuir para a melhoria deste tema (por curiosidade temos melhores produções nos terraços até agora) sempre que for necessário, numa base técnica e de bom senso.

    Saudações florestais a todos.

    Paulo Maio

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