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| Socalcos na Serra de Lousã |
Os socalcos são como as casas: uma vez bem construídos, servem várias gerações. E, depois de décadas de assegurar a proteção das encostas, na altura da reflorestação, a sua recuperação é fácil e de baixo impacte: não é mais do que uma passagem da máquina para alisar as plataformas, reassegurando a ligeira inclinação negativa delas para promover a máxima infiltração das águas de chuva.
Socalcos são em muitos sítios a única forma de implementar culturas, sejam de cariz agrícola ou silvícola, oferecendo bons accessos e proteção contra a erosão. A técnica empregada proporciona um maior volume de solo mobilizado, permitindo um bom desenvolvimento das plantas, sobretudo em solos mais delgados, como verifiquei recentemente em plantações feitas pela ENCE em Andaluzia, perto de Rosal de la Frontera, província de Huelva.
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| Socalcos - Lamego - Vale do Douro |
Socalcos são a resposta mais lógica em situações de encostas de declive pronunciado, permitindo simultaneamente controlo do risco de erosão, facilidade de aplicar tratamentos culturais e bons acesso aos povoamento propriamente dito.
Sempre houve dualidade de critérios na apreciação dos socalcos. Enquanto técnica de instalação de vinhas no vale do Douro, é unanimamente apreciada. Essa mesma apreciação positiva não é tão generalizada quando se trata de plantações florestais. Ora, não há racionalidade nessa distinção. No campo de avaliação meramente estética, inevitalmente subjetiva, cada um fala por si e eu, falando por mim, considero uma encosta trabalhada em socalco, uma das imagens culturais mais bonitas que conheço. Mas isto vale o que vale...
Henk Feith


Fiz um longo comentário sobre as diferenças de percepção dos diferentes socalcos, nomeadamente entre socalcos de criação de solo (os agrícolas, cuja construção é a partir do muro preenchendo de solo o espaço que separa o muro da encosta), os socalcos suportados muros e feitos num tempo longo, embora funcionalmente semelhantes aos socalcos florestais (os do douro, cuja função principal é gerir a água, quer na seca, quer na enxurrada) e estes socalcos florestais contra os quais nada tenho mas que além de desinteressantes paisagisticamente rapidamente desaparecerão afogados na monotonia dos povoamentos.
ResponderEliminarMas o comentário perdeu-se nestye esquema de identificação que é pouco user friendly.
henrique pereira dos santos
Que pena de se ter perdido o longo comentário. Já me aconteceu no Ambio e é muito aborrecido. Agora salvo sempre o texto antes de submeter o comentário.
ResponderEliminarNão sei qual é o problema dos comentários...
O comentário anterior é meu; não me lembrei de o assinar...
ResponderEliminarHenk Feith
Honestamente acredito que o principal problema dos socalcos, não é a operação florestal em si mas aquilo que se lhe quer plantar em cima.
ResponderEliminarSe estivesse-mos a falar de quercineas (com se pode observar na Serra do Caldeirão, por exemplo), esta situação nem se colocava nestes termos.
As instituições que intervêm na autorização destas operações (AFN, CCDR's, ICNB ARH's) sofrem, a meu ver, de um estigma relativo à associação entre socalcos e eucaliptos.
Até não imperarem critérios unicamente técnicos para a sua execução (ou não) será sempre mais difícil implementar este tipo de operação.
Cumprimentos
Vasco Ferreira