24 de julho de 2011

Couto de Cima protegido no incêndio florestal de Oledo

                                    Foto do incêndio obtida aqui

Na terça-feira dia 19 de julho deflagrou um incêndio florestal na localidade de Oledo, Idanha-a-Nova. Não sendo controlado na fase inicial, o incêndio atingiu grande dimensão durante a tarde. Ao fim da tarde aproximou-se à nossa propriedade Couto de Cima, perto da localidade de Mata. Os meios internos disponíveis foram mobilizados junto da estrema da propriedade, onde se encontravam de prevenção e vigilância os colegas João Ramos, Fernando Mendes e António João, aos quais se juntou o Rui Pires da Rosa. À medida que o fogo se aproximava, foram solicitados reforços por parte da AFOCELCA, que estava a combater o mesmo incêndio num outro local. Em momento oportuno se juntaram à frente do incêndio um Unimog e duas brigadas ligeiras. Quando o incêndio chegou à propriedade, ele foi travado junto ao aceiro que rodeia toda a propriedade e as projeções para dentro do povoamento foram rapidamente extintas, trabalho facilitado pela reduzida quantidade de vegetação no subbosque.

O combate prolongou-se durante várias horas, até que o incêndio deixou de ameaçar a propriedade. Esta intervenção eficaz seguramente evitou que a propriedade fosse atingida pelas chamas, mas também que se aproximasse da localidade Mata, que se situa a poucos centenas de metros da propriedade, que serviu de barreira à sua progressão.

Mais uma vez ficou provado que, quando se junta à silvicultura preventiva, nomeadamente a manutenção de aceiros e o controlo da vegetação espontânea no interior dos povoamentos, um dispositivo de combate rápido e profissional, os incêndios florestais não são uma fatalidade no nosso património florestal.

Deixo aqui uma palavra de agradecimento aos nossos colegas da região Beira Interior e às brigadas da AFOCELCA para o seu esforço e para o resultado obtido neste incêndio.

Henk Feith

14 de julho de 2011

Ação de sensibilização

No dia 12 de julho realizaram-se duas curtas ações de sensibilização, uma na Leirosa e outra em Constância, com os fornecedores de serviços florestais de exploração e florestação. Contámos com a presença de representantes de dezenas de empresas prestadores de serviços florestais.

Foram transmitidos aos gerentes das empresas de serviços florestais as novas medidas de proteção às espécies arbóreas protegidas, com destaque para os sobreiros e as azinheiras.

Ficou estabelecido que, em caso de presença de sobreiros ou azinheiras no interior de eucaliptais em exploração, deve ser respeitada uma zona de proteção de 10 metros a partir da copa destas espécies, na qual o abate só pode ser executada pela máquina processadora e não por abate manual. Desta forma, o risco de eucaliptos cairem sobre os sobreiros ou azinheiras é reduzida de forma muito significativa, porque as cabeças de corte conseguem controlar muito melhor a queda dos eucaliptos.

Também em operações de florestação, ficou definido que os trabalhos de mobilização do solo e plantação devem respeitar uma zona de proteção de 3 metros a partir da copa de sobreiros e azinheiras.

Em segundo lugar, foram abordados os procedimentos de saúde e segurança em vigor, em que se apelou ao seu cumprimento, para o bem dos trabalhadores florestais que estão sujeitos a riscos laborais significativos. É através da prevenção dos riscos laborais que podemos manter os indicadores de sinistralidade tão baixo como temos tido nos últimos anos.

Por fim, foi apresentado o sistema de avaliação de empenho dos fornecedores de serviços florestais e de que forma os resultados desta avaliarção será tido em conta nas futuras contratações de serviços.

No fim, foram respondidas algumas questões pertinentes colocadas por algumas pessoas presentes.

Henk Feith