9 de junho de 2011

Notas de Vale Mouro 1

O projeto de reflorestação de Vale Mouro continua esta primavera, mostrando os primeiros resultados em vários vertentes.

A área que foi reflorestada esta primavera, num dos vales, com a preparação de terreno em curva de nível ainda bem visível. 

Também a encosta onde se verificou a erosão durante o inverno foi alvo de uma intervenção de reconstrução de socalcos, aumentando a sua capacidade de absorção e infiltração de chuvadas fortes.

O clone híbrido YG15 mostra a sua elevada resistência ao encharcamento: após ter passado vários meses em terreno encharcado numa baixa, a plantação com este clone não sofreu mais do que 5% de mortalidade:
O alargamento e consolidação da charca está a ganhar forma, com a plantação de freixo (Fraxinus angustifolia):
Área de proteção criada a montante da charca, com plantação de freixos 

Charca a ganhar forma

Nas áreas plantadas constatou-se alguma mortalidade devido à presença de Melolontha, cuja larve come o sistema radicular da pequena árvore, como se pode ver na imagem. Felizmente, essa mortalidade é muito pontual.
Exemplo de planta com sistema radicular destruído

Uma das medidas preventivas implementadas no Vale Mouro é a gradagem por faixas, em vez da gradagem total. Desta forma, o terreno mantém algumas faixas com vegetação, oferecendo maior proteção contra a erosão.


O Vale Mouro está a mudar, com todas as medidas corretivas e preventivas que estamos a implementar. Depois das dificuldades encontradas no inverno, a recuperação vai no bom sentido e o resultado final vai mostrar que a propriedade melhorou muito com a sua reflorestação. Mais produtivo, maior biodiversidade e melhor proteção.

Henk Feith

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