26 de junho de 2011

Altri Florestal no Biodiversity4All

A Altri Florestal começou a introduzir os registos de espécies de fauna e flora, recolhidos nas propriedades sob sua gestão, na base de dados Biodiversity4All.


Contando com projetos de estudo ou de monitorização que estão em curso, o número de registos já alcançou a marca de 150:

















Curioso é o facto do grupo com maior número de registos ser o dos mamíferos, muito por conta do trabalho da bióloga Joana Cruz.


Para mais informação, veja no site da Biodiversity4All.


Com ainda muitos registos por apurar, nomeadamente dos projetos de monitorização NaturSAPO (anfíbios) e do serviço prestado pela Mãe d'Água (aves), esperamos alcançar os 500 registos ainda este ano. Será um modesto contributo nossa para o sucesso desta base de dados, que já ultrapassou os 64 mil registos desde o seu início em março de 2010.

22 de junho de 2011

Visão Noturna

A Bíologa Joana Cruz, no âmbito do seu programa de doutoramento, instalou na propriedade do Galisteu, algumas câmaras noturnas para visualização e contagem de mamíferos que utilizam o habitat eucaliptal. A câmara foi montada junto de uma pequena charca, recém construída, em pleno eucaliptal. Curiosamente, e ao contrário do que se podia esperar, foi registada uma séria de mamíferos carníveros, como fuinha, gineta, sacarrabos, raposa, javali e texugo. Destes últimos dois colocámos aqui dois vídeos curtos e engraçados.

17 de junho de 2011

Ribeira da Foz

Hoje, numa visita à Ribeira da Foz, em companhia com o Carlos Pacheco e Sandra Mesquita, descobrímos um lagarto-de-água (Lacerta schreiberii). Este lagarto não estava referido para a quadrícula em causa (ND56), portanto estamos perante a descoberta de uma presença desconhecida desta espécie, que é bastante rara a sul do Tejo, com populações de pequena dimensão nas Serras de São Mamede e Monchique.
O lagarto-de-água encontrava-se num leito secundário da ribeira, com águas paradas, numa área de floresta aluvial composta por amieiros e lodão-bastardos.

No mesmo sítio, encontrava-se um lagostim-de-água-doce (Astacus astacus), espécie exótica originária do sul de Estados Unidos da América, cujo comportamento invasor é conhecido.

Um pouco mais acima, demos conta da presença de um jovem carvalho-alvarinho (Quercus robur), espécie bastante rara a sul do Tejo.


A Ribeira da Foz continua a surpreender. Durante a visita, o canto da estrelinha-de-poupa foi constante e ouviu-se crias de uma águia-calçada, indicando a sua nidificação nas árvores de grande porte que constituem a galeria ripícola da ribeira.

9 de junho de 2011

Notas de Vale Mouro 1

O projeto de reflorestação de Vale Mouro continua esta primavera, mostrando os primeiros resultados em vários vertentes.

A área que foi reflorestada esta primavera, num dos vales, com a preparação de terreno em curva de nível ainda bem visível. 

Também a encosta onde se verificou a erosão durante o inverno foi alvo de uma intervenção de reconstrução de socalcos, aumentando a sua capacidade de absorção e infiltração de chuvadas fortes.

O clone híbrido YG15 mostra a sua elevada resistência ao encharcamento: após ter passado vários meses em terreno encharcado numa baixa, a plantação com este clone não sofreu mais do que 5% de mortalidade:
O alargamento e consolidação da charca está a ganhar forma, com a plantação de freixo (Fraxinus angustifolia):
Área de proteção criada a montante da charca, com plantação de freixos 

Charca a ganhar forma

Nas áreas plantadas constatou-se alguma mortalidade devido à presença de Melolontha, cuja larve come o sistema radicular da pequena árvore, como se pode ver na imagem. Felizmente, essa mortalidade é muito pontual.
Exemplo de planta com sistema radicular destruído

Uma das medidas preventivas implementadas no Vale Mouro é a gradagem por faixas, em vez da gradagem total. Desta forma, o terreno mantém algumas faixas com vegetação, oferecendo maior proteção contra a erosão.


O Vale Mouro está a mudar, com todas as medidas corretivas e preventivas que estamos a implementar. Depois das dificuldades encontradas no inverno, a recuperação vai no bom sentido e o resultado final vai mostrar que a propriedade melhorou muito com a sua reflorestação. Mais produtivo, maior biodiversidade e melhor proteção.

Henk Feith