31 de maio de 2011

Visita a Mato de Alter

Foto obtida aqui. Hoje, num dia de campo dedicado à região florestal Alto Tejo, visitámos a propriedade Mato de Alter, perto de Alter do Chão. O objetivo da visita era avaliar o projeto de reflorestação em curso. No entanto, logo à entrada da área reflorestada, fomos surpreendidos pela presença de um casal de alcaravões, ave classificada como Vulnerável pelo IUCN e ameaçada no Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal. Esta ave nidifica em terrenos abertos e vegetação esparsa, aproveitando assim áreas recém florestadas para nidificar. Eis um bom exemplo de como florestações podem criar condições para a procriação de espécies ameaçadas, tal como se verifica com outras espécies ameaçadas como o chasco-ruivo e o noitibó-europeu e o noitibó-de-nuca-vermelha. No terreno foi possível observar os excelentes resultados obtidos nas plantações realizadas na primavera de 2009, com as melhores árvores, agora com dois anos, atingirem os cinco metros de altura. Neste caso foram utilizados clones especialmente adaptados às condições de crescimento típicos da região, caracterizadas por verões quentes e secos e invernos frios. Estes resultados alimentam elevadas perspetivas para as futuras florestações a realizar na propriedade.

20 de maio de 2011

Controlo de Invasoras

Na nossa propriedade Nova Austrália em Abrantes o combate ao género Acacia continua. O crescimento do eucalipto começa a produzir o efeito desejado de ensombramento ao acacial que dominava a propriedade. No entanto, o maior desafio encontra-se no controlo das áreas que dedicámos à conservação. A regeneração através do banco de sementes e rebentos de raiz é impressionante. O sentimento de desânimo é efémero porque, num olhar mais atento observamos com surpresa sinais positivos da recuperação da vegetação. É o caso desta bonita orquídea (Serapia cordigera)

Mãos à obra. Neste caso todas as mãos são necessárias para eliminarmos as invasoras. Para mais informações sobre o projeto, vejam aqui

19 de maio de 2011

Vale Mouro - início atividades da comissão independente de acompanhamento

A Altri Florestal chegou a um entendimento com três especialistas convidados para constituir a comissão independente de acompanhamento do projeto de florestação de Vale Mouro.
A constituição desta comissão veio em resposta aos problemas de erosão verificados na execução da primeira fase do projeto e tem como objetivo aconselhar sobre as medidas corretivas e preventivas a levar a cabo na área de projeto, acompanhar a execução das mesmas e avaliar a sua eficácia.
Pretende-se com os contributos da comissão, aumentar a solidez técnica das operações a executar na propriedade, nas áreas erosionadas, nas áreas por reflorestar tal como nas áreas de conservação de valores ecológicos a implementar ou consolidar.
A comissão é composta pelos seguintes especialistas:


  • Prof. Emérito Alfredo Gonçalves Ferreira, da Universidade de Évora, especialista em erosão, solos, hidráulica e ordenamento florestal




  • Dr. Luís Miguel Rosalino, biólogo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e especialista em biodiversidade em paisagens dominadas por eucaliptais




  • Eng.º José Matos, da Autoridade Florestal Nacional, especialista em silvicultura do eucalipto.
    Na primeira visita à propriedade foram analisadas as características gerais da área de projeto, o tipo de solo e orografia, o ordenamento florestal proposto no projeto, as diversas medidas corretivas já implementadas no terreno, a criação de corredores ecológicos ao longo de linhas de água e melhorias a implementar nas charcas temporárias já formadas em algumas zonas baixas.
    Foram discutidas técnicas alternativas de mobilização do solo, tal com intervenções de controlo de escoamento das águas pluviais nas encostas mais sensíveis, que serão implementadas numa área experimental nas reflorestações do próximo outono.
    Uma das medidas já implementadas foi, na mobilização dos socalcos pre-existentes, a mantutenção da vegetação arbustiva nos taludes, por forma a aumentar a sua consolidação. A fotografia abaixo mostra um exemplo desta operação.
    Exemplo de terraços mobilizados, mantendo a vegetação no talude.
  • 14 de maio de 2011

    Vou plantar uns eucaliptos



    Nada como a alegria brasileira para ficar bem-disposto.
    Vejam este clip no you tube.

    8 de maio de 2011

    Manobra a sangue frio

    Há certos operadores com habilidades fora de comum. Vejam só a seguinte vídeo:

    Não se recomenda repetir a façanha...

    Henk Feith

    4 de maio de 2011

    Abril águas mil

    Com as abundantes chuvas da segunda quinzena de abril, o surgimento em força da vegetação herbácea verificada era de esperar nas áreas recém plantadas.
    As fotos mostram bem a concorrência que esta vegetação espontânea faz com as plantas de eucalipto e o seu controlo é fundamental para o sucesso da plantação. Na foto acima, observa-se o efeito da gradagem na entrelinha, que deverá ser acompanhada de uma sacha à volta das plantas para o controlo da vegetação na linha de plantação (ainda não efetuada neste caso).
    Com o desenvolvimento das árvores e consequente ensombramento da vegetação espontânea, o problema da concorrência vai-se reduzindo. No entanto, o desenvolvimento do subbosque deverá ser acompanhado ao longo da rotação e controlado sempre que proporcione um fator de concorrência por água e nutrientes com o povoamento principal, nomeadamente em regiões onde esses são fatores limitantes para o crescimento das árvores.
    Henk Feith