25 de abril de 2017

Surpresa no dia da liberdade

Para comemorar o dia da liberdade nada como uma caminhada pela floresta da Altri Florestal mais próxima de casa.

Durante estas caminhadas os sentidos vão sempre atentos ao meio em nosso redor, ouvindo o som característico do Abelharuco ou olhando para as rapinas que cruzam o céu à nossa frente (Águia-de-asa-redonda, Peneireiro-comum e Águia-cobreira).

Abelharuco (Merops apiaster)
Já de regresso a casa, já não contávamos com a surpresa deste dia especial. Um dos mamíferos mais comuns da floresta portuguesa estava ali na outra encosta, ainda por cima num retrato familiar exemplar. Uma Mãe Raposa (Vulpes vulpes) tratava da sua ninhada de 7 crias !!

Deixo-vos este pequeno vídeo da vida privada desta família que nos deixou embevecidos com o carinho demonstrado por esta mãe dedicada.


Deixámos esta família sossegada, porque afinal também elas são livres...

17 de novembro de 2016

Sim... ainda estamos por cá... falando agora de Segurança e Qualificação

Sim, continuamos por cá e não temos dado a devida atenção a este nosso e vosso espaço de partilha de noticias, informações técnicas e por vezes apenas curiosidades sobre as nossas atividades.

Assim e após este interregno, aproveito para divulgar o nosso último projeto em Segurança e Qualificação das atividades de Exploração Florestal.

A partir da nossas ações de formação na frente de trabalho e, da divulgação pelos nossos prestadores de serviço do código de práticas florestais, decidimos reforçar a componente de segurança das operações no nosso dia-a-dia das operações florestais.

Para tal resumimos os conteúdos de Segurança das Operações Florestais em pequenos vídeos, que pretendem retratar os principais riscos de segurança associados a cada operação e os procedimentos e boas práticas para evitar a ocorrência de acidentes de trabalho.

Através da utilização de novos recursos (Técnico de Desenvolvimento de Fornecedores e Carrinha de Formação Itinerante) poderemos assim chegar com os conteúdos de formação mais próximo das operações a decorrer e das pessoas que pretendemos qualificar.


Carrinha de Formação Itinerante
 
Formação na Frente de Trabalho 

Iniciámos este projeto pela Exploração Florestal e iremos publicar brevemente os vídeos de segurança das atividades de Florestação e Manutenção.  De seguida mostramos o vídeo sobre as regras de segurança no abate manual.


21 de abril de 2016

Mortalidade por secura estival

Toiças a rebentar após corte outonal (Salvaterra de Magos, fev-2016)
O ano 2015 foi marcado por uma pluviosidade extremamente baixa. Em grande parte do território continental, a quantidade de chuva foi 50% inferior ao valor médio das últimas décadas. A este facto acrescenta-se o período invulgarmente longo da secura estival, que agravou o efeito da baixa pluviosidade.

Nestas circunstâncias, algumas plantações de eucalipto são afetadas pela falta de água no solo e mostram sinais de secura na parte aérea da árvore, nomeadamente na folhada. Esta secura pode assumir proporções por vezes maciças, com a perda da maioria das árvores na plantação.

Este efeito verifica-se quase exclusivamente em povoamentos em primeira rotação e sobretudo com idades entre 2 e 6 anos. A secura de árvores em talhadia assume um caráter mais isolado, e raramente atinge povoamentos por inteiro. O sistema radicular das árvores jovens em primeira rotação ainda está limitado às camadas superficiais do solo, e quando esta camada perde a totalidade da humidade, a árvore não consegue compensar a transpiração com a absorção de água do solo. Em situações de maior duração, a folha perde a capacidade de fechar as suas estomas, a água presente nos tecidos foliares perde-se para a atmosfera, originando a secura e morte do tecido, e a cor da folha muda de verde para amarela.

Uma vez que a duração deste processo é crítico, o fenómeno dos povoamentos a "secar de pé" nota-se mais no final de verão até às primeiras chuvas.

Quando um gestor florestal é confrontado com este fenómeno, coloca-se a questão de como agir. É sabido que a secura da copa não significa imediatamente a morte da árvore, porque os tecidos mais resistentes nos ramos, tronco e, sobretudo, sistema radicular podem manter-se vivos ainda durante bastante tempo. Também a secura das folhas reduz drasticamente a perde de humidade por transpiração, por paragem total dos processos de fotossínteses e crescimento.

Quando estamos perante a secura maciça num povoamento, o primeiro objetivo de intervenção é de salvar a futura produção, uma vez que o atual povoamento já não tem condições de continuar a produzir. Sabendo que, estando a copa seca, o sistema radical em muitos casos ainda está viva, a opção é de avançar com o corte raso. Porém há dúvidas sobre qual o melhor momento para o fazer.

Para tal, no ano passado efetuámos algumas experiências de campo para analisar o efeito do corte na sobrevivência das toiças. Numa propriedade na região de Beira Interior, foi selecionada uma área com um número elevado de árvores secas. Prévio ao seu corte, todas as 223 árvores foram marcadas na sua base com fita plástica com cores diferentes, com base no seu estado vegetativo: fita verde para árvores com a copa verde (n=100; 45%), fita amarela para árvores que estão a secar (n=75; 34%) e fita vermelha para árvores já totalmente secas (n=48; 22%). De seguida, todas as árvores foram cortadas pela base. Este corte aconteceu na segunda quinzena de agosto. Objetivo era avaliar posteriormente a correlação entre o surgimento de rebentação na toiça e o estado vegetativo da árvore no momento de corte.



 
Exemplos de toiças "vermelha", "amarela" e "verde"

Esta avaliação for feita no final de dezembro, com os seguintes resultados:
Verdes: 75% das árvores rebentou após corte; 25% não rebentou.
Amarelas: 33% das árvores rebentou após corte; 67% não rebentou.
Vermelhas: 0% das árvores rebentou após corte; 100% não rebentou.

Esta experiência leva a concluir que não vale a pena cortar as árvores a secar, porque a quase totalidade das toiças de árvores secas ou a secar acabaram por não rebentar, ao qual se acrescenta que mesmo 25% das árvores verdes não rebentaram.

No entanto, há aqui um detalhe que é relevante: o momento em que o corte é realizado. No caso da experiência, o corte foi feito ainda em plena verão, um mês antes das primeiras chuvas. Será que este facto foi determinante na taxa de mortalidade após corte ou não?

Para responder a esta questão podemos olhar para outras áreas com elevada mortalidade que foram cortadas já no outono, após o início das chuvas. Com taxas de secura prévio ao corte superiores às do ensaio mencionado, verificaram-se taxas de sobrevivência das toiças após corte entre os 80% e 90% passados 6 meses após corte em povoamentos com idades semelhantes. Estas áreas situam-se no Ribatejo (concelhos de Vila Nova de Barquinha e Salvaterra de Magos).
Estes últimos resultados contrariam claramente a primeira conclusão. Embora especulativo, será que a secura que se verificou após corte no ensaio inviabilizou a rebentação das toiças, levando à sua morte? É plausível. Também pode haver uma relação com as características edafo-climáticas da região (Beira Interior vs Ribatejo).

E o que acontece quando deixamos as árvores em pé? Esta situação verificou-se numa outra plantação, na zona de Benavente. Esta plantação tem como característica distintiva que tinha somente 2,5 anos de idade quando secou, e não de 4 a 6 como os outros povoamentos. Foi motivo para não avançar com o corte logo no outono, aguardando uma eventual reação das árvores.
Povoamento 2,5 anos atingido pela secura (Benavente, fev-2016)
Passado mais do que meio ano, verificou-se que maioria das árvores secas acabaram por morrer por inteiro, tendo uma minoria rebentado ao longo do tronco. As árvores mortas vão ter de ser substituídas, enquanto as que rebentaram ao longo do tronco vão ser cortadas. Esta operação originará um povoamento irregular, com árvores sãs da primeira plantação, árvores cortadas a rebentar pela toiça e árvores replantadas com 3 anos de diferença com a plantação original.

Pelas diferentes experiências obtidas em consequência da secura extrema do ano passado, parece adequado proceder a cortes rasos no outono de áreas onde o número de árvores secas é elevado, permitindo o reinício de um novo ciclo de crescimento. Recomenda-se efetuar os cortes quando o solo já tiver alguma humidade das chuvas outonais.

14 de agosto de 2015

Silvicultura preventiva e seu efeito nos fogos

Aceiro protegeu a nossa plantação
A silvicultura preventiva é o filho pobre na família das despesas relacionadas com os fogos florestais.
Curiosamente, são inúmeras as vozes que todos os anos se levantam, apelando a um maior investimento na silvicultura preventiva, também chamada a prevenção estrutural. Mas na prática, em Portugal continua a prevalecer a aposta no combate, consumindo grande parte dos recursos disponíveis.

A Altri Florestal mantém há muitos anos uma política de prevenção, que passa pela redução de carga de combustível e a manutenção de infraestruturas como aceiros, caminhos e pontos de água. Com esses trabalhos de silvicultura preventiva gasta sensivelmente o dobro do que é gasto na estrutura de deteção e combate da Afocelca, agrupamento complementar de empresas em que junta esforços com o grupo PortucelSoporcel na defesa do património das duas empresas.

No grande incêndio de Tomar/Barquinha/Constância, do dia 7 de julho, observámos novamente os benefícios da silvicultura preventiva. A foto acima mostra um aceiro, por ventura até bastante modesto, que evitou a entrada do fogo na plantação que se situa do lado direito. Ninguém estava lá porque estávamos todos a combater o incêndio num outro local da propriedade, mas mesmo assim sortiu efeito. O terreno do lado esquerdo, que não está sob nossa gestão e cuja vegetação era composta por matos altos e sobreiros, ardeu com intensidade, no entanto no sentido contrário ao vento.

Mas mesmo quando o fogo consegue entrar nas plantações, as intervenções de controlo de vegetação no sub-bosque resultam frequentemente em dano menor, afetando pouco as árvores plantadas.

Efeito do controlo de vegetação no interior das plantações
É sabido que nem sempre é possível reduzir a carga de combustível ou ter bons aceiros e que em condições muito adversas de fogo, "arde tudo". Mas no final da campanha, quando olhamos para as áreas que estiveram em perigo ou mesmo afetadas, é óbvio que o investimento na silvicultura consegue reduzir de forma significativa tanto o risco de arder como o dano em caso de ter ardido.
Quando esse investimento vai de mãos dadas com uma estrutura profissional e dedicada de deteção e combate aos incêndios como da Afocelca, não restam dúvidas que temos a melhor resposta possível perante o problema.

Nota final para quem gosta de estatísticas: a taxa de incidência de fogo no nosso património situa-se nos 0,25%. Quer dizer, em média nos ardem por ano 2,5 hectares em cada 1000. Traduzido para Portugal, com 5 milhões de hectares de floresta e matos, daria uma área anualmente ardida de 12,5 mil hectares. Seria muito bom, não seria?

27 de julho de 2015

Montis e a Costa Bacelo

Almoço na margem do rio Paivô
A Altri estabeleceu este ano um protocolo com a Montis, Associação de Conservação de Natureza, para a cedência de gestão das áreas de conservação de duas propriedades na bacia do rio Paiva, a Costa Bacelo e a Vieiro, num total de cerca de 50 hectares.

Como, por um lado, a Montis ambiciona gerir áreas de conservação e por outro lado a Altri pretende fomentar o envolvimento de partes interessadas na sua gestão e aprender com experiência e conhecimento na área de conservação, foi fácil chegar a um acordo.

Ontem, no âmbito dos seus passeios mensais de natureza, a Montis levou um grupo de 30 pessoas a conhecer a propriedade Costa Bacelo, lindamente situada ao longo do rio Paiva e à foz do rio Paivô. Estivemos lá, como não podíamos deixar de estar, orgulhosos que somos da beleza da propriedade e confiante no sucesso da parceria com a Montis.

No passeio houve participação de várias outras organizações de conservação, como Quercus, com o responsável do projeto de Cabeço Santo, o Movimento Terra Queimada, a associação SOS Rio Paiva e a associação Campo Aberto.

Houve tempo para um banho na cristalina água do rio Paivô e um piquenique na sombra dos amieiros que ocupam a margem do rio.

A seguir ao almoço houve tempo para debate, e foram discutidos diversos assuntos relacionados com a gestão e conservação da natureza, em que obviamente os eucaliptais e sua gestão foram abordados.

A discussão foi aberta e construtiva: as diferentes opiniões e posições sobre certas matérias não impediram uma saudável troca de visões, em que o respeito mútuo esteve sempre presente.

Para Altri, o seu envolvimento com organizações como as referidas acima é fundamental para manter relações de diálogo e compreensão com as partes interessadas no nosso património, nossa gestão e as nossas operações. A Altri tem muito a aprender com as suas partes interessadas e muito a ganhar com a divulgação da sua gestão florestal, suas práticas e opções.

Um obrigado à Montis pela organização do passeio e desejamos-lhe muita sorte com a gestão das áreas de conservação das duas propriedades. Iremos acompanhar com elevada expectativa os próximos passos!

16 de julho de 2015

Nidificação de Bútio-vespeiro


No seguimento da colaboração que temos mantido com o Nuno Mota (post anterior), fomos brindados novamente este ano com a presença confirmada da nidificação de uma das espécies mais curiosas de rapinas florestais que se podem encontrar em Portugal - O Bútio-Vespeiro.

Foto: Nuno Mota - Bútio-Vespeiro (Pernis apivorus)
Trata-se da terceira vez que se confirmou a sua nidificação no interior de uma propriedade da Altri Florestal na região do Médio Tejo. Das três vezes, ocorreu sempre o sucesso na sua reprodução, apoiado pela informação que o Nuno nos forneceu em tempo útil sobre a localização dos ninhos (que são difíceis de detectar).

Esta informação permitiu à Altri Florestal reprogramar as suas atividades de gestão florestal nas proximidades do ninho (adiando ou cancelando as atividades florestais), com o objetivo de evitar a perturbação do mesmo.

E é com enorme agrado e entusiasmo que vemos mais uma vez a cria do Bútio-Vespeiro com um aspeto saudável e com vontade de nos visitar numa outra oportunidade.


Obrigado Nuno.

6 de julho de 2015

Foco nos nossos fornecedores e na melhoria contínua

No passado dia 19 de Junho, a Altri Florestal promoveu uma iniciativa que envolveu quatro dezenas de empresas de fornecimento de madeira e serviços.
Nesta iniciativa pretendeu-se, para além da partilha de experiências (com visitas aos Viveiros e às nossas plantações da Quinta do Furadouro), reconhecer os fornecedores com melhor avaliação em 2014. Esta avaliação foi feita no âmbito do Sistema de Qualidade da Altri Florestal, contando também com o apoio da nossas unidades fabris.
Foram atribuídos diplomas de mérito aos fornecedores de madeira melhor classificados nas três unidades fabris do grupo Altri bem como aos melhores fornecedores de serviço da Altri Florestal.


Com esta iniciativa pretendeu-se premiar a qualidade dos nossos fornecedores e estimular a sua melhoria contínua.
Receção dos fornecedores
Visita ao Viveiros do Furadouro
Pomar de produção de sementes

Explicação sobre os processos de produção de sementes
Aspetos da gestão florestal
Aproveitando a ocasião, a Altri prestou uma mais que merecida homenagem ao Eng. Silvicultor Manuel Martins pelo contributo que tem dado no desenvolvimento da fileira florestal do eucalipto.

Homenagem da Altri ao Eng. Manuel Martins 
Também recentemente e em conjunto com a Bioelétrica, foi promovida uma ação na Central de Biomassa de Mortágua em que convidámos os nossos principais fornecedores de biomassa da Central.
Foram prestadas algumas informações sobre a qualidade da biomassa, sensibilizando-se em particular os fornecedores para o impacto dos inertes na degradação de alguns equipamentos da central.

Alertou-se ainda para um conjunto de normas de segurança e ambiente a respeitar dentro das instalações.

Visita à Central de Biomassa - Mortágua

A todos os que participaram e apoiaram estas visitas, o meu agradecimento e os meus votos na continuidade de um bom trabalho.
 
Forte abraço,

António Marques Pinho 

16 de junho de 2015

O Fogo como ferramenta silvícola

A Altri Florestal tem levado a cabo algumas iniciativas de Fogo Controlado em áreas sob sua gestão. Estas iniciativas tiveram como objetivo aferir o uso do fogo em eucaliptais recentemente explorados e avaliar a rebentação de toiças de Eucalyptus globulus, quer na percentagem de mortalidade de toiças, assim como na vitalidade e nº de rebentos e, diminuir a carga de combustível das áreas tratadas com objetivo de defesa contra incêndios.
 
Outra iniciativa teve a ver com o facto de avaliar possíveis diferenças de custos de reflorestação em áreas com queima prévia de sobrantes de exploração e áreas sem queima prévia, e possíveis impactos desta técnica na produtividade da reflorestação.
A 1ª iniciativa realizou-se na Póvoa de Lanhoso, numa área de cerca 2 ha, em 1ª rotação, onde foi deixada uma parcela testemunha de cerca de 1ha (foto nº1 e 2).
Parcela tratada com fogo controlado - Póvoa de Lanhoso

Equipa de queima - Bombeiros Voluntários Póvoa de Lanhoso e Altri Florestal 

A 2ª iniciativa foi realizada em Samora Correia numa área com cerca de 7 ha, em 3ª rotação, onde se queimou a totalidade da parcela para efeitos de reflorestação (foto nº3, 4, 5 e 6).

Parcela a tratar com sobrantes de exploração florestal - Samora Correia
Equipa de queima na avaliação inicial - Samora Correia
Parcela tratada com fogo controlado - Samora Correia


Meios hidráulicos de apoio à queima - Bombeiros Voluntários Samora Correia
Em ambos os casos, as queimas, foram realizadas com a presença de vários técnicos credenciados e com a colaboração dos Bombeiros Voluntários de cada região que garantiram a segurança dos elementos da equipa de queima e da boa evolução da mesma.
 
Quero salientar aqui a boa cooperação e colaboração entre as várias entidades que estiveram presentes e que se possa refletir de igual modo, na fase mais crítica dos Incêndios Florestais.
 
Ainda não é possível para já, apurar alguns dos objetivos que foram traçados nestas iniciativas, mas de qualquer modo, deixo aqui a minha convicção que os resultados serão bastante positivos e que o uso do fogo será cada vez mais uma ferramenta de eleição na gestão nos espaços florestais.
 
Resta-me agradecer a todos os que estiveram envolvidos nestas iniciativas em especial ao Corpo de Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Samora Correia.

João Marques - Altri Florestal

25 de maio de 2015

Cabeço Santo no Minuto Verde

https://vimeo.com/album/1979036/video/127826920
 
A Altri Florestal tem a felicidade de participar neste projeto pioneiro da Quercus - núcleo de Aveiro.

Veja o Minuto Verde sobre o projeto.